
De entre os muitos trabalhos que foram apresentados, pudemos a um estudo espanhol sobre a aplicação de jogos desportivos na educação, um excerto de um documentário de cariz sociológico sobre o entretenimento massivo, e a um trabalho sobre a implementação de um estilo de narrativa nos videojogos onde os próprios jogadores pudessem definir o rumo da acção, com muito mais liberdade e automatismo.
A sessão com representantes da indústria foi realmente animada. Os convidados foram Ana Sofia Almeida, da Tapestry; Verónica Carvalho, da Face In Motion; Pedro Costa, da Real Time Solutions; e Pedro Santos, da Almansur. O aspecto que ganhou maior destaque na sessão prende-se com o facto de qual deve ser o papel do ensino académico, nesta área. Alguns representantes da indústria defendem que tratando-se de uma área em constante inovação, as Universidades têm grandes dificuldades para acompanhar a indústria, logo, ou abrem um pouco as portas às empresas, nomeadamente, na actualização e definição dos conteúdos a ensinar, ou, em último caso, estas deixam de desempenhar um papel essencial para quem quiser seguir a área. Já os académicos acreditam que o ensino é superior a estas questões, deve estabelecer os seus próprios ritmos e caminhos, e não ser uma mera ferramenta nas mãos das empresas. Ao que estas replicam, dizendo que é pena que se invista em pesquisa e investigação inútil, quando há sempre coisas que são bem mais necessária, e que eles sabem perfeitamente identificar. Nota-se que não é uma relação fácil esta da academia com a indústria, até porque a última é demasiado pequena para justificar um ensino totalmente especializado na àrea. Mas se há coisa que ficou clara na mente de todos foi que é preciso mais comunicação, como a que estava a ocorrer naquele preciso momento.
E chegou ao fim a primeira conferência organizada pela Sociedade Portuguesa de Ciências dos Videojogos. Os objectivos foram cumpridos: reunir trabalhos e pessoas das mais variadas áreas, que tenham alguma ligação ou interesse nos videojogos. Esperamos que a divulgação de todos os trabalhos e os conhecimentos travados na conferência ajudem ao sucesso das obras e projectos apresentados, e que levem a uma maior comunicabilidade entre as academias espalhadas pelo país, e entre estas e a indústria, assente na SPCV.
Para 2010, provavelmente em Setembro, evento anual da SPCV realizar-se-à em Lisboa, no Instituto Superior Técnico.
[Diário do primeiro dia]





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Ya... nunca mais vai connosco