

Começando pela organização do evento que, para além dos normais percalços com os horários, teve toda a estrutura de um evento profissional por detrás que fez com que os suportes técnicos e logísticos não enublassem um evento que começa por querer criar uma imagem de marca de rigor científico e organizacional de calibre, dentro do género. A nível informativo, os conferencistas foram presenteados com material de registo escrito e audiovisual, relativamente às palestras e conferência em si mas também às actividades, serviços e amenities que se encontram na Universidade de Aveiro.
As demos fizeram parte, também, deste primeiro dia de encontro da comunidade científica e crítica nacional. Na verdade, ficámos um pouco surpresos com o que vimos horas atrás nos projectores do estúdio audiovisual do Campus Universitário. Vimos estudantes de Universidades e Politécnicos nacionais demonstrarem obras passíveis de serem vendíveis e com enorme potencial de crescimento e aperfeiçoamento. Desde uma demonstração de um FPS com um visual realista e sem heads-up display para uma maior imersão no jogo, reconstruído de raiz pelo próprio estudante, até a uma linha simplista de polígonos que não se preocupam em entreter o jogador, mas sim em transmitir uma mensagem de que as acções do indivíduo vão influenciar o seu caminho mas também o de todo o ecossistema. Pelo meio fomos surpreendidos por uma reinvenção dos jogos populares, um puzzle-game com forte vertente tridimensional ou mesmo um videojogo que tira partido dos acelerómetros.
Na outra vertente, já abordada em artigos anteriores, temos a bibliografia, aspecto tão importante num país que começa já a ter uma massa crítica de videojogos capaz de contribuir para o debate de ideias, a junção de vontades e, acima de tudo, uma mentalidade aberta e forte o suficiente para que juntos consigamos atribuir valor ao produto nacional. Neste evento contámos com a apresentação do livro de Nelson Zagalo, Presidente da Sociedade Portuguesa de Ciências dos Videojogos: “Emoções Interactivas, do Cinema para os Videojogos”, um dos muitos contributos que se esperam desta comunidade científica nacional.
Amanhã será o segundo e último dia do Videojogos2009 e nós já estamos à espera que amanheça.
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[Diário do segundo dia]




Comentários
Tirando o facto de Aveiro ser no meio de um pântano, foi tudo a modos k muita fixe. Mais ou menos. Hum... pois. Coisas.