Reflectir sobre este medium digital requer um esforço maior do que aquele que seria de pressupor de um objecto cultural, tantas vezes associado a brincadeiras infantis. A história dos videojogos não se esboça apenas na enumeração de datas e factos desintegrados, antes é constituída por companhias, umas que floresceram e cedo desapareceram, outras que tardaram a entrar, e ainda continuam a vingar; pelas tecnologias em constante evolução que possibilitaram àquelas a concretização das suas máquinas de sonho; com as ironias e intrigas indissociáveis de qualquer indústria de sucesso; e, por fim, pelo elemento vital a todos estes acontecimentos, as pessoas.