
A resposta rápida é sim, mas depende de onde, quando e dos aspectos económicos do momento. Só para terem uma ideia, nesta altura natalícia no Reino Unido, para despachar unidades de inventário, tem-se feito saldos nos jogos. Embora os saldos de jogos não sejam algo inédito, estamos a falar neste caso de títulos com poucas semanas ou meses no mercado.
Caso por exemplo do novo Prince of Persia que está a ser vendido por 22 libras (aproximadamente 23 euros). Isto demonstra que com a crise económica que vivemos hoje em dia, os comerciantes do Reino Unido querem despachar as vendas aproveitando o facto de que com a desvalorização da libra face ao euro, muitos consumidores de outras partes da Europa compram mais e mais barato.
Esta situação é mais dramática ainda no nosso país onde o preço dos jogos importados pode chegar a um terço dos preços praticados por cá.
Outro exemplo é Far Cry 2 que tem como preço de retalho cá em Portugal 69,99€ (jogo para a X360) enquanto no Reino Unido está a ser vendido por 17,98 Libras em alguns sites (18,96€ à taxa actual).A mensagem que se transmite a um consumidor habitual de vídeojogos é que pode comprar, com os preços praticados lá fora na Internet, 3 jogos pelo preço de 1 (cá em Portugal), Isto tendo em conta tanto os cambios actuais como os saldos e oportunidade que se conseguem lá fora.
Mas muitas empresas entre elas a 2K Games já fizeram declarações contra este facto e já emitiram o desejo de que os retalhistas parem com estes saldos em jogos com pouco tempo no mercado.
Isto poderá levar a uma guerra entre retalhistas e as empresas que fabricam os jogos, porque já começamos a ver muitos jogos com DLCs a serem lançados ao mesmo tempo que o jogo com o propósito de o jogo não ser vendido mais tarde em segunda mão a um retalhista, pois as empresas que fabricam os jogos não têm quaisquer lucros com este mercado secundário.
E por isso cada vez mais hoje em dia reparamos em sites como o STEAM a ter o apoio da EA e outras empresas para a revenda online dos seus títulos, onde não existem despesas com caixas e DVDs e com grandes margens de lucro.
Com este novo assunto e em regime de conclusão só quero dizer que é impossível perceber quem é que vai ganhar com isto, por muito baixos que estejam os preços dos títulos que jogamos, quer compremos jogos num retalhista (consumidores das consolas) ou numa plataforma como o STEAM (consumidores dos PCs). Isto porque serão sempre adicionados elementos como DLCs que hoje em dia em vez de serem expansões, são mais um acabamento de um jogo que não foi propositamente finalizado, por questões meramente económicas.





