
O mundo está em constante evolução e as mentalidades mudam à velocidade da qualidade/quantidade de informação que é assimilada.
Os media de videojogos parecem ainda não ter percebido que existem dois tipos de leitores interessados no tema dos videojogos. Por um lado, os leitores que consomem produtos (notÃcias, artigos, etc.) sensacionalistas, com uma linguagem simultaneamente agressiva e mal cuidada por parte de quem a escreve.
Por outro lado e a surgirem na sombra dos primeiros, visto serem leitores passivos, com um Ãndice de participação em comentários e fóruns especÃficos muito reduzido, encontra-se o leitor que lê e procura (activamente) notÃcias e artigos ligados aos videojogos mas que não procura uma fidelização à fonte, ou seja, não usa uma única fonte de notÃcias pois não consegue encontrar o que quer, e com um tratamento de informação que corresponda à s suas expectativas elevadas. Estou a falar de um leitor que tem, em média, maior grau educacional e exigente nas suas leituras. É, também, um leitor imparcial e que procura, do outro lado, conteúdos de uma pessoa que tenta ser o mais imparcial possÃvel.
Os media continuam a ter como fim, atingir o primeiro público que mencionei. Porquê? Simples: além do alto grau de fidelização resultante de uma linguagem directa, agressiva e básica (também conhecida como uma linguagem de café), a criação de artigos e notÃcias ligadas a processos judiciais, rumores, com conteúdo visual forte e agressivo são conteúdos demasiadamente usados por quem não quer mais do manter a grande proporcionalidade entre quantidade de visitas e conteúdo baixo em qualidade.
Relativamente a conteúdos aos quais me refiro, menciono alguns. Ora, sendo um media de videojogos, quais os artigos dignos fazer parte da grelha de programação de um site/revista de videojogos? O anúncio de um jogo com base em pressupostos culturais (algo que tem sido tabu, incompreensivelmente) como Return to Mysterious Island 2 ou Fatale, ou um qualquer artigo relacionado com tributos a Michael Jackson (como tanto se viu por aÃ)?
Será correcto misturar uma série de matérias de forma desordeira (como tanto se tem visto) num site de videojogos tais como os próprios videojogos, matérias sobre a morte de Michael Jackson, afirmações de um actor de Hollywood que sabe tanto o que diz como eu sei jogar Lineage ou World of Warcraft (não, não sei mesmo) sobre a sua ideia estereotipada, infantil e pouco inteligente sobre a Nintendo Wii? Será correcto ir de encontro ao facilitismo e à s massas quando temos uma forma de escrever e apresentar conteúdo especÃfico e de qualidade que pode ser consumido por todos os públicos?
Pessoalmente, enquanto tiver a oportunidade de oferecer conteúdo que possa informar e não entreter (entreter é o objectivo dos videojogos e não tanto dos media de videojogos), tentarei fazê-lo e dar a conhecer o que de bom se faz na indústria dos videojogos e contribuir para uma melhor percepção dos videojogos que ainda são vistos como uma indústria vocacionada para garotos porque, no fundo e duma forma geral, os media não têm contribuÃdo para uma visão diferente. Isso sim, é um verdadeiro "FAIL"!






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