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Análise: Bodycount

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Nos tempos em que nos encontramos, a aparição de um novo shooter pode ser por um lado bom, no que toca às novas características que ele pode trazer, e mau, se não trouxer nada de novo ou se o novo conteúdo para o género não se coloca ao nível dos restantes jogos já existentes. Bodycount consegue estar nesta ultima opção, pois traz-nos alguns bons aspectos e novas ideias para o género FPS, mas não nos apresenta um conteúdo sólido e atrativo, vamos ver porquê:

No que toca à história, é praticamente nula, nós somos colocados na pele de Jackson, um ex-soldado que foi recrutado para fazer parte de uma organização secreta denominada "The Network", que tem como objetivo resolver as disputas e conflitos entre os Estados Unidos e outros países que não podem ser controlados pelas Nações Unidas. Realmente existe um iniciar de história, mas depois só nos deparamos com missões, missões, e quando terminamos essas missões é-nos apresentada mais uma missão. Nada de pequenos vídeos para termos uma pequena noção do porquê de estar-mos naquele local, ou uma interação qualquer, apenas iniciarmos as missões, temos uma voz feminina na nossa cabeça que nos diz o que temos que fazer, e o nosso personagem nem um ‘ai' diz, interação ao rubro.

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Os gráficos estão bem conseguidos, tanto a nível de texturas como de alguns modelos, as armas apresentam um bom nível de detalhe. Os efeitos de explosão também apresentam ter uma boa qualidade e dão a toda a ação no jogo, uma maior sensação de destruição existente no jogo. A física apresentada nos danos do jogo são bastante boas, se disparar-mos contra uma barra de madeira ela parte, mas não toda, apenas faz um buraco no local onde acertámos, ao contrário dos objectos em ferro, que apenas ficam com as marcas das balas.

Mas no que toca a cenários, a Digite Guildford Studios errou em alguns aspetos, visto ter sido necessário colocar os ambientes de África sempre com um ar de meio dia, com um sol abrasador, e a Ásia, ambientes de noite e a chover, algo que não apresenta ser necessariamente obrigatório, para diversificar os dois ambientes, assim ficamos com a noção de que começamos o jogo de dia, e terminamos o jogo à noite, apenas nos dá a mínima sensação de que existe uma mudança de tempo, mas com pouco sucesso.

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É na jogabilidade que o jogo apresenta as suas novas introduções ao género FPS, um sistema de falso cover, onde nos podemos colocar atrás de um objeto, por iniciativa própria, e assim escolhermos por onde queremos olhar, mas com tanta liberdade, deparamo-nos com o problema de não conseguirmos escolher o melhor local para o fazer, pela maneira que está feito, dá asas a que fiquemos parados no meio do aberto para podermos disparar para longe, visto este usar a ação de aproximação da arma ao olho, e só nesse caso é que podemos inclinarmo-nos para um lado ou para o outro, olhar por cima dos objetos onde nos escondemos, ou mesmo baixarmo-nos, caso estejamos de pé. Os horbs que apanhamos quando matamos os nosso inimigos são bons, pois não nos deixam ficar sem balas, e como a ação é um dos pontos fortes do jogo, estas não se irão acabar, caso tenhas apontaria para conseguir disparar a uma distancia considerável sem fazer cover.

No final de cada missão somos condecorados com uma pontuação, que nos irá dizer se fomos bastante folclóricos, se fizemos mortes diferentes, ou se usámos praticamente sempre o mesmo tipo de mortes, algo que nos faz olhar para o jogo e pensar que este será mesmo um FPS ao estilo arcade. A função essencial do jogo é testar as nossas capacidades, obriga-nos por um certo prisma a pensar no jogo como uma missão onde temos que mostrar que somos estratégicos, e que não disparamos balas para qualquer lado e matamos o nosso inimigo, temos que faze-lo com intenção de acertar aqui ou ali. Cada tipo de morte que efetuamos é assinalada no ecrã do jogo. Para nos ajudar em alguns momentos o nosso personagem irá ter ao seu dispor quatro ajudas, estas irão aparecendo ao longo do jogo, e quando tivermos todas elas, estas irão evoluindo, algo que dá ao nosso personagem uma pequena característica, nada do outro mundo mas é uma característica, assim como as armas que iremos ter à nossa disponibilidade, irão ser desbloqueadas ao longo do jogo, e apenas podem ser adquiridas no inicio das missões, uma principal e uma secundaria.

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O modo singlepayer do jogo dura cerca de 9 horas, este apresenta um modo multiplayer co-op, um estilo de survival mode, onde teremos que sobreviver a 20 hordes de inimigos. O online apenas contem um modo deathmatch, e teamdeathmatch, a diferença de um para o outro é estarmos ou não inseridos numa equipa. Não contem uma grande diversidade de conteúdos que nos fará ficar agarrados de verdade ao jogo. Só para quem gosta realmente deste tipo de desafios, e que queira melhorar as suas classificações no modo "história".

Posso dizer que este foi um jogo que não me surpreendeu, ou melhor, até me surpreendeu pela negativa. Alguns pontos do jogo pareciam que este traria uma lufada de ar fresco ao género, mas o que ele fez foi banalizar ainda mais os FPS. Apesar das já faladas novas adições, este jogo não passa de um simples arcade, caso fosse disponibilizado online, como um jogo arcade aí sim, seria um jogo de top. Neste caso não passa de mais um shooter, que trouxe ideias mas não souberam coloca-las num jogo de nível superior ao de um arcade.
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