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Análise: Red Factions Armageddon

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Desenvolvido pela Voltion Inc. Red Faction: Armageddon vem para se tornar mais um jogo da franquia Red Faction, ou será que a THQ desta vez conseguiu torná-lo num verdadeiro jogo? Não é retirar o valor aos anteriores jogos da série, mas no que toca à história são bastante escassos e o verdadeiro foco do jogo é a soberba destruição que não se encontra em mais nenhum jogo. Mas como não é só desse tipo de tecnologia que os jogos vivem, ou atraem os jogadores, Red Faction: Armageddon não poderia ser mais do mesmo e a THQ sabia disso, por isso é que prometeu que iria revolucionar a série com este novo jogo. Vamos ver então o que é que está diferente em relação aos anteriores jogos.

No que toca à historia, esta passa-se meio século depois da resistência Red Faction e os seus aliados Marauder terem libertado Marte da Earth Defence Force, depois destes acontecimentos a paz reinou. Mas agora o planeta encontra-se novamente ameaçado por uma força letal envolvida em mistério, que conseguiu destruir a enorme Terraformer, que fornece a Marte o ar e o clima idêntico ao da Terra, transformando assim a atmosfera num caos, o que obrigou os colonos a fugir para as minas subterrâneas e criarem uma rede de cavernas habitáveis.
É cinco anos depois destes acontecimentos que pegamos na nossa personagem, Darius Mason, neto dos heróis da Martian Revolution, Alec Mason e Samanya, executando ele um negócio de Bastion, ponto central da actividade do metro Colono. São poucos os que se atrevem a ir à superfície, mas nós temos a sorte de poder controlar um dos que se arrisca a faze-lo. E para ficarmos já de consciência tranquila, seremos também nós que teremos que acabar com o Armageddon que iniciámos.

0120_shadow

Visto que já conhecemos a história do jogo, vamos ver o que é que nos esperam os gráficos. Apesar de não serem nenhuma masterpiece, estão muito bem desenvolvido para o estilo de jogo em que nos encontramos, apesar deste já não ter uma temática open world, continua com as suas destruições massivas, que acreditamos tirar grande disponibilidade para o resto dos conteúdos. Mas mesmo assim encontramos ambientes muito bem conseguidos, com detalhes muito interessantes, tendo em conta que nós podemos modificar a maioria dos ambientes que nos rodeiam., destruindo os objectos neles presentes, ou mesmo reconstruindo o que já não está presente no local e que ali pertence estar. Todo esse efeito é feito de uma forma bastante agradável, como os das explosões, que conseguem dar uma espetacularidade a toda a destruição que dela adevem.

No que toca aos personagens do jogo, apresentam um bom detalhe gráfico, mesmo os personagens considerados secundários não são reduzidos, mas isso também advém de não estarem presentes em grande numero nos cenários. Os inimigos, esses é que se apresentam em grande número em cada momento de ação, mas mesmo assim não nos deparamos com uma má qualidade gráfica em relação aos seus modelos. Nos momentos onde nos deparamos com a ação, vários inimigos, cenários destrutíveis e explosões não nos deparamos com quebras de frames, algo que em alguns jogos seria logo motivo para que estes existissem. Só não nos encanta muito é algumas das animações, estando algumas demasiado fracas, mais precisamente no que toca às animações de simulação de queda por parte dos nossos inimigos, mas mesmo assim podemos considerar que os gráficos estão bem elaborados para o estilo de jogo.

0120_battle

A nível sonoro, este complementa muito bem o resto da ação, com os sons das armas bastante sólidos, as explosões não ficam atrás, preparando logo o ambiente para a destruição dos prédios e objectos, que também demonstram ter um som bastante característico e algo assustador, bem conseguido. No que toca às lines, estas estão bem conseguidas, alinhadas com as falas dos personagens, mas falham nas emoções, os atores que dão voz aos personagens limitam-se a ler os textos e não colocam grandes emoções naquilo que estão a ler. A trilha sonora passa um pouco desapercebida, mas adequa-se bastante bem ao estilo de jogo.

Como já tinha dito anteriormente, Red Faction: Armageddon já não se encontra num TPS open world, a história corre de uma maneira linear, mas mesmo assim a sua jogabilidade não foi alterada, isto é, no geral a jogabilidade mantém-se mas algumas coisas foram alteradas, mais notória temos a possibilidade de poder reconstruir o que destruímos, ou o que já se encontra destruído. Com os ambientes um pouco diferentes, não sendo apresentados só com planos, onde o chão não nos foge, neste temos que ter atenção onde colocamos os pés, pois podemos cair e ir ter a locais não desejados. Também nos é apresentada uma grande panóplia de armas, todas elas diferentes, mas quase todas para o mesmo fim, matar e destruir. Como algumas das vezes nos deparamos com vários inimigos que nos rodeiam por todo o lado, é-nos facilitada a mira de armas diretas, fazendo um lock on. Para nos dar mais algum poder temos a possibilidade de aumentar as habilidades do nosso personagem, que nos será permitido comprar em algumas zonas dos cenários, com elas teremos uma melhor capacidade face às adversidades do jogo, mas essas também irão ser mais complicadas à medida que vamos avançando obviamente, mas este ponto parecendo que não é importante, porque não iremos conseguir evoluir todas as habilidades logo de inicio, não por estarem bloqueadas, mas sim por não termos grande poder de compra.

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Com cerca de 9 horas de campanha, Red Faction: Armageddon dá-nos mais dois modos de jogo para que não nos fiquemos apenas pela história do jogo. O primeiro modo de jogo é o Infestation Mode, considerado o modo multiplayer, onde nos podemos juntar com os nossos amigos e destruir as hordes de inimigos que nos irão aparecer de todos os lados, um modo de jogo que encaixa perfeitamente com o estilo de jogo. E depois temos o Ruin Mode, onde temos que destruir uma quantidade de edifícios, mas não será apenas isso, teremos tempos para o fazer e uma meta atingir, esta meta focasse numa avaliação dos danos criados, por isso em quantos mais pedaços os edifícios ficarem mais vai valer a destruição. Por isso no que toca a longevidade do jogo, podemos concluir que iremos perder algumas horinhas, pelo menos mais de 15, isso é quase certo.

Concluímos assim que o jogo teve uma boa evolução em relação aos seus antecessores, mas ainda não se encontra verdadeiramente no ponto, mais precisamente no que toca a uma história realmente sólida, algo que os anteriores também não tinhas, mas desta vez podemos considerar uma verdadeira história, mas com um desenlace fraquito. Mas compensa na ação que este traz, em relação aos anteriores este mostra-se muito mais atrativo para os amantes de jogos TPS. Com a sua história um pouco mais linear fez com que fosse retirada a liberdade existente nos anteriores, mas deu mais atração ao desenrolar da ação, e por isso Red Faction: Armageddon merece estar no nosso pódio:

 

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