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Pois bem, Alan é um escritor de thrillers, e um dos seus livros tornou-se num best-seller tornando o nome do escritor conhecido. Alan e a sua mulher, Alice, foram de férias para uma cidade denominada Bright Falls. ConstituÃda sobretudo por habitantes caracterÃsticos das zonas rurais da América, é uma cidade óptima para se passar umas boas férias, ter sossego e estar em sintonia com a natureza. Quando o casal chega à cidade instala-se numa cabana ao pé de um lago, e é ao anoitecer que a história toda começa.
A esposa de Alan desaparece de uma maneira estranha, à qual o próprio personagem não acredita e tenta procurar pistas sobre ela. Percorrendo tudo o que pode à procura de pistas para a encontrar, ele vê-se nas páginas de um thriller que não se lembra de ter escrito.
A história do jogo começa desta maneira, com este mistério por desvendar, teremos que ser nós a tentar desvendá-lo e percorrer os caminhos que apenas os farÃamos se estivéssemos mesmo desesperados à procura da pessoa que amamos. O enredo é muito absorvente, derivado das voltas e reviravoltas que tem, e do trabalho psicológico a que é sujeito o nosso personagem. Entre combater forças ocultas e desvendar o mistério, tudo faz parte deste espectacular thriller que podia ser levado ao mundo do cinema.

O jogo tem aproximadamente 9 horas, estas estão divididas em 6 episódios, onde cada um deles é uma revelação para o nosso personagem, novas caracterÃsticas e novos detalhes. Estes episódios são considerados mesmo episódios no seu pleno significado, no inÃcio de cada um é feita uma retrospetiva do episódio anterior, o que dá mais um toque de classe ao jogo. Chegados ao final da história desbloquearemos uma nova dificuldade, onde a nossa jornada será ainda mais difÃcil.
Em termos gráficos é que o jogo torce o rabo, os modelos dos personagens e dos objectos não estão muito detalhados, ficando um pouco aquém do detalhe gráfico esperado para um jogo deste tipo. Mas para compensar, os ambientes do jogo estão bastante bons, os efeitos de luz, que são no que o jogo mais se foca, foram bem conseguidos, a sombra e os efeitos que envolvem os inimigos, e uma espécie de nevoeiro negro que torna tudo muito sombrio também dá uma boa imagem ao jogo. Misturado com o ambiente de bosques, é o cenário perfeito para um thriller deste tipo.
Em relação às animações também não estão no seu melhor, tendo mesmo defeitos nas cutscenes, principalmente. Nas falas dos personagens a animação muitas vezes não enquadra nas falas, e na movimentação de alguns objectos, como por exemplo no carro, o seu deslocamento pela estrada é feito um pouco aos soluços. Algo que a Remedy já está a trabalhar para melhorar com um update.

O som está bem conseguido, os sons que rodeiam os ambientes obscuros do jogo colocam ainda mais suspense em cada momento, como os sons que fazem os objectos soltos onde tocamos, como portas, correntes, chão de madeira, todas elas fazem um som caracterÃstico das mesmas. Os pormenores também lá estão, quando se fica sem pilhas na lanterna também recebemos essa informação por um som caracterÃstico da mesma e não vemos apenas a luz a desaparecer. Só o dos carros em que podemos andar é que podiam ter sido um pouco melhor conseguidos, visto que eles dão um sinal de que estão a ser postas mudanças, mas o que parece é que o carro está a morrer. Mas o som já encaixa perfeitamente nas máquinas pesadas que nos vão aparecendo.
Em relação à jogabilidade, é fácil e interactiva. Em relação ao comando é fácil a habituação aos controlos, e o personagem tem uma boa movimentação, dando para escolher o lado do ombro por onde queremos ver, apesar de por defeito o próprio jogo ir colocando aos poucos a câmara no ombro esquerdo do personagem. A interação da lanterna e pistola é muito boa, visto que a lanterna é uma espécie de mira da pistola, quase como sendo um foco automático para algo que está a nossa frente e se mexa. O nosso personagem pode correr, mas temos que ter cuidado para não o deixarmos cansar-se, porque assim não nos poderemos desviar e correr para uma luz mais próxima de nós. Em relação ao desviar do inimigo, é um dos poucos pontos em que o hábito pode ser mais complicado, visto que quando existem muitos inimigos à volta, o timing de fugir de um pode não dar para fugir de outro, por isso nunca se deixem chegar a esse ponto, pois quando isso acontece o nosso personagem fica parado por uns milésimos e é o suficiente para morrermos. Existem também mini desafios como tentar acertar num espaço numa roda para acender os geradores, ou mesmo pequenos enigmas que nos farão pensar um pouco.

Visto tudo isto que foi dito de Alan Wake, é necessário um alto teor de cafeÃna para se aguentar toda a história deste jogo, à qual um livro não aguentaria guardar e se espalharia para dar a conhecer ao mundo uma parte de si. Este jogo é bastante bom, mas peca mesmo pela falta de polimento dos personagens e algum desenvolvimento da história um pouco puxado. Mas no seu todo é um jogo em que não deixa ninguém desgostoso, visto que a história nele contida é simplesmente… [joguem e coloquem o adjectivo que acharem melhor].
É de salientar também que a Remedy fez questão de apresentar a cidade do jogo como uma cidade verdadeira, colocando online um pequeno site que dá a conhecer um pouco desta pequena cidade.
























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