Quando crescemos quase todos queremos ser polícias. Temos neste jogo a possibilidade de ser um polícia reformado, não por estar velho, mas porque abdicou do seu distintivo para salvar a cidade. Era esse o vosso sonho de criança não era?
Neste mundo, Grand City é uma cidade que entrou em colapso económico, o que fez com que o sindicato dos trabalhadores se fosse tornando com o tempo num gangue de activistas, cada vez mais agressivo e cada vez mais poderoso em busca de concretizar os seus ideais. Como cada caso é um caso, este jogo nada tem a ver com as anteriores duas edições da franquia, a não ser o mesmo personagem e o seu companheiro canino.
A história dá várias voltas, pois temos três organizações que com o desenrolar do jogo se vão colocando entre nós e o nosso objectivo final. Um dos pontos positivos da história é que começamos no presente e fazemos uma visita ao passado, onde nos dão a conhecer o porquê de Jack Slate se tornar num ex-polícia.
Começamos a trabalhar por conta própria, mas eis que surge um imprevisto que nos desvia da nossa missão inicial, para um objectivo que levar-nos-á ao verdadeiro problema da cidade.

O enredo é bastante bom. Apesar de não ser muito original, é daqueles que não é monótono, e com o desenrolar torna-se apelativo, para sabermos como é que termina e quem é o culpado da reviravolta. As emoções estão bem presentes e é nisso que a história ser torna atractiva.
A jogabilidade é que tem os seus "quês". A movimentação da personagem não é a melhor, podemos morrer muitas vezes quando estamos a olhar para um lado e o nosso personagem está a olhar para o outro, e querendo que ele corra para o lado que estamos a olhar, ele apenas caminha, tornando-nos num alvo fácil.
Os combates são simples, contendo uns finishers bastante engraçados que se vão adaptando à situação em que nos encontramos, e tendo várias animações, todas elas automáticas e sem qualquer tipo de escolha mas mesmo assim bastante engraçadas.
Possuímos uma barra que vai enchendo à medida que damos espectáculo. Denominada de focus, esta barra enche quando se efectua um finisher ou quando se dá um headshoot num inimigo.
O mecanismo de disparo é muito bom, porque possibilita-nos disparar com ou sem mira, quando se faz mira a câmara vai para o ombro do nosso personagem, numa perspectiva conhecida por over-the-shoulder.

O sistema de cover não funciona tão bem como devia. Algumas das paredes e alguns objectos aos quais nos deveríamos poder encostar não nos dão essa possibilidade, o que nos deixa por vezes sem lugar para esconder, visto que também só nos agachamos quando estamos encostados a alguma coisa.
O nosso Shadow, o cão que nos acompanha, é controlado por nós algumas vezes durante o jogo. É um controlo fácil e bastante bom. Também é possivel dar-lhe ordens enquanto estamos a controlar Jack, dizendo para ele atacar, trazer-nos uma arma ou vir apenas para o nosso redor.
O jogo contém alguns tipos de missões bem diferentes, como por exemplo missões cronometradas, que nos obrigam a ser um pouco mais rápidos; de perícia, principalmente em missões em que nos somos o Shadow; e outras onde temos que transportar alguém que está preso ou incapacitado, e temos que chegar ao fim com ele vivo.
As missões que efectuamos com Shadow são as que puxam mais pela cabeça, porque têm que ser silenciosas. Ele possui uma visão do modo silencioso, onde temos uma visão das batidas cardíacas dos inimigos, e sabemos onde é que se posicionam, para arranjar-mos maneira de os atacar.

Algumas missões são apelativas para se fazer, mas há algumas que se tornam um pouco secantes pelo facto de não avançarmos em nada e estarmos ali de trás para a frente com o Jack sempre a fazer a mesma coisa.
Durante algumas missões também nos deparamos com uma espécie de hords onde temos de nos aguentar vivos e proteger alguma coisa, enquanto vão chegando grupos de inimigos uns atrás dos outros.
Em relação aos gráficos, temos um jogo com gráficos bastante bons nos personagens, mas não tão conseguidos em alguns cenários. Este ponto não é um ponto fraco nem um ponto forte do jogo. Nenhum efeito impressiona por aí além, nem sequer as explosões ou a eminência de morte onde todo o ecrã fica apenas com um efeito de cor.
As cutscenes são geradas com o mesmo grafismo do jogo, não havendo qualquer tipo de melhoramento.
O som, esse já tem algumas características trabalhadas. Podemos ouvir que o som de cada arma é diferente, tendo cada uma um som bastante característico, e as falas dos personagens estão bem conseguidas e sincronizadas.
Quando rebenta uma granada ao pé de nós, ficamos com a sensação que não ouvimos, uma boa simulação do efeito no ouvido de um grande barulho.

Durante algumas missões ouvimos um rádio, onde a sensação de proximidade é sentida, e através do qual podemos ouvir as notícias que estão a ser transmitidas sobre o assunto que se está a desenrolar naquele momento. Um pormenor bastante agradável.
O nosso personagem canino ladra e rosna, o que pode ser útil para chamar a atenção dos inimigos. O modo como estes reagem está bem conseguido, dependendo do ladrar ou rosnar, que têm volumes de som diferentes, e da sua proximidade.
Com uma longevidade de aproximadamente seis horas, este jogo não tem muito mais para dar. Talvez passar mais uma ou duas vezes algumas das missões para as terminar com uma classificação de ouro, ou fazer todos os achivements, mas pouco mais que isso.

Em suma o jogo é bom no seu todo, e tem pormenores felizes, como a interacção de Jack e Shadow que está muito criativa e o papel bastante activo que o nosso amigo canino desempenha no jogo.
É um jogo que podia oferecer mais, se algumas ideias fossem um pouco melhor elaboradas, mas não deixa de ser um jogo com ideias e características próprias e originais, sendo então o seu lugar no nosso pódio de:























Comentários
Muito boa análise.