
Quem terminou Mass Effect ficou seguramente com a ideia que tinha terminado uma das melhores narrativas e uma das aventuras mais épicas da história dos videojogos. Bem, deixem-me que vos diga que Mass Effect 2 veio tornar Mass Effect um num jogo banal, em comparação...
Para quem não jogou Mass Effect, a história é situada num universo fictício habitado por várias raças e onde a Humanidade se está a tentar afirmar como uma das potências neste universo.
Em termos de estilo de jogo, Mass Effect -tanto o 1 como o 2- são uma fusão de 3rd person shooter e RPG, o que acaba por resultar bem no primeiro e muito melhor no segundo. O combate é sólido, possuindo um sistema de cobertura semelhante a outros shooters e onde existem elementos de RPG como "poderes" referentes a cada um dos elementos da equipa de 3 membros. Quando não estamos a combater, passamos grande parte do tempo a conversar com outras personagens, a aprender com elas e a deixar que estes diálogos nos puxem cada vez mais para dentro do universo de Mass Effect. O diálogo acaba por ser um dos pontos-chave do jogo pois todas as decisões que fazemos têm impacto no futuro, chegando mesmo ao ponto de que as acções efectuadas do primeiro jogo se reflictam no desenrolar do segundo jogo.

Passando esta primeira introdução vamos então à review de Mass Effect 2, e se me permitem vou fazer isto por tópicos pois há tanta coisa para falar que não posso falar, e tanto pormenor que não posso esquecer, que me facilita bastante o trabalho.
Sendo um RPG/Shooter irei ter em conta os que considero os pontos mais importantes em ambos, sem excluir os tradicionais gráficos, som e jogabilidade.
Gráficos
Mass Effect 2 possui dos mais belos gráficos da galáxia, sem dúvida alguma, e sem qualquer tipo de "atraso" em relação ao load de texturas, o que acontecia no primeiro. Desde o pormenor das personagens, aos mundos que visitamos, a constelação na janela da nossa nave como a nave em si, todos os pormenores em que podemos pensar, Mass Effect 2 não desilude. As personagens encontram-se com um pormenor notável, ajudando bastante a emergimo-nos na sua história.
Som
Com uma banda sonora produzida por Jack Hall, maestro e co-produtor do espectáculo Video Games Live, encontramos em Mass Effect 2 a banda sonora futurista e épica que se combina perfeitamente com um jogo desta natureza, ajudando a tornar todos os outros aspectos mais emocionantes.

Em termos de diálogos a Bioware mais uma vez entrega-nos uma qualidade de louvar, naquele que considero ser um ponto-chave neste tipo de jogos. Desde Shepard até a personagem com menor importância ou às conversas que ouvimos enquanto nos encontramos na rua, a qualidade é excelente, o que ajuda mais uma vez a dar vida a este universo fictício.
Jogabilidade (Combate e fora dele)
Em termos de combate Mass Effect 2 oferece-nos uma combinação de shooter com RPG. Temos os habituais controlos de shooter, com cover, zoom in, over the shoulder, mas também possuímos poderes que podemos activar para nos ajudar a derrotar os inimigos. Quando acedemos ao menu que nos permite utilizar estes poderes (LB em default) o tempo pára, dando-nos o tempo necessário para escolher e combinar poderes, e assim derrotar os inimigos mais difíceis.
Fora de combate encontramos um sistema básico e intuitivo com o tradicional botão para interagir e os controlos para movimentarmo-nos. Quanto ao diálogo, este apresenta-nos um sistema bastante simples, escolhendo com o analógico direito a resposta que pretendemos, tendo em conta que as opções apresentam simplesmente resumos das respostas/perguntas.

Longevidade
Em termos de longevidade Mass Effect 2 conta com pelo menos 25 horas para aqueles que se concentrarem na missão principal e não se ocuparem com as tradicionais side quests, no entanto, para aqueles que gostam de explorar tudo neste universo, Mass Effect 2 conta com 36 a 40 horas de jogo, o que nos proporciona muito tempo que decerto não custará nada a passar.
História/Conclusão
É neste ponto que Mass Effect 2 brilha tão intensamente que quase consegue cegar. Mass Effect 2 é um exemplo de como uma história deve ser escrita, "narrada" e jogada. Desde o início do jogo ao ponto que acaba a nossa missão, a quantidade de pormenores, de envolvimento, de expectativa que existe em relação a este universo é constante, com um nível de intensidade que é apenas cortado pelos tradicionais loadings, não ao longo das missões mas sim nos pontos menos movimentados.
Ajudado por um reflexo de todas as escolhas que fazemos, por um excelente trabalho das pessoas que emprestam as vozes a estas personagens, conjugado com a música, efeitos sonoros e gráficos, Mass Effect 2, e se me permitem, juntamente com Mass Effect e com certeza Mass Effect 3, são uma trilogia que qualquer amante de ficção científica e (ou) Rpgs tem de jogar.
























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