
Prólogo
Na TAKEitGAME, temos noção do alarido, e de tudo o que de bom e mau que se tem dito acerca desde muito esperado título, tal como todos os fãs lemos e relemos a crítica, demo-nos ao trabalho de ver cada “insulto” e cada palavra carinhosa dita acerca do mesmo, e partilhamos grande parte do hype, não fossem as milhentas notícias que encontram no nosso portal acerca do jogo.
Sabemos que a experiência proporcionada por esta saga é única e pessoal, sendo que é dos poucos jogos sem modo multijogador que ainda faz esgotar stocks nas lojas, e por isso mesmo comprometemo-nos a explorar cada recanto, a analisar cada pormenor e a reflectir naquilo que este peculiar título nos transmite para trazer até vocês mais do que uma análise, uma verdadeira e isenta de qualquer influência externa, opinião. Excepcionalmente iremos dividir esta análise em duas partes, não só pelo facto de ser extensa, mas porque cada Final Fantasy tem pormenores e pontos distintos que merecem ser vistos e avaliados com calma.
Xtreme Flash, GodAthierFinal Fantasy XIII: Cinco anos de produção quatro meses de desespero
Já lá diz velho ditado, que "quem espera sempre alcança”, mas a verdade é que quanto mais esperávamos, mais desapontados parecia que iríamos ficar. Em parte, os primeiros motivos de descontentamento vieram com o lançamento do jogo no Japão, visto que na sua terra natal, Final Fantasy XIII teve direito a overdose de vendas que mais tarde se traduziu em imensos compradores a vender as suas cópias em lojas de retorno, pelo facto de o título em questão alegadamente não lhes agradar.

As primeiras análises coreanas foram surgindo na web e muitas das críticas apontadas foram despertando alguma revolta. Confusos e algo perdidos não sabíamos o que esperar. A Famitsu, a revista semanal sobre videojogos mais lida no Japão e a maior fonte de notícias sobre a saga, também não ajudou, dando-lhe uma nota semi-perfeita, mas fazendo a sua opinião contrastar com a dos jogadores e das grandes comunidades online no país do sol nascente. Para confirmar e tirar todas as dúvidas só restava mesmo esperar pelo grande dia, cerca de quatro meses após o lançamento da edição japonesa, e ver tudo com os nossos próprios olhos. Visto que quatro meses passaram mais devagar que quase cinco anos, esse tempo foi por nós aproveitado para recordar como toda esta fantasia virtual começou, e para vós deixámos nas linhas que se seguem um resumo de tudo isso, tendo em conta que a nostalgia é um sentimento que muitos velhos fãs da série vão sentir e que os novos terão no que se segue, um ponto de partida fundamental à compreensão da série.


Tudo isto é somado por década e meia com mais dois títulos da série principal, entre outros, nem sempre relacionados com saga principal Final Fantasy, que embora não tão bem aclamados ou criticados, foram vendendo e chegando a cada vez mais lares por todo mundo.

No ano de 2000, a SquareSoft fazia as malas ao lançar o décimo título da série Final Fantasy para a Playstation 2, marcando assim o fim da editora como todos a conheciam e o ínicio de uma nova era, tendo sido feita a junção da Square com a Enix, criadora de um dos maiores rivais da série, conhecido cá como Dragon Quest. A junção das duas empresas deu origem à empresa actual a que chamamos de Square Enix. Antes da junção ser oficializada houve ainda tempo para uma mistura com as inúmeras diferentes personagens de cada capitulo da saga com as personagens de uma das empresas mais bem sucessidas de sempre. Esta junção oferenda aos amantes e seguidores da empresa, e ao mesmo tempo marcou uma colaboração sem paralelo entre ocidente e oriente. Falo portanto de Kingdom Hearts, outra série bem sucedida da Square, em parceria com a Disney, e que todos condenaram à partida, mas que vingou e deu origem a um mundo de fantasia onde o rato Mickey e os seus compinchas convivem com Cloud, Tidus, entre outros protagonistas de todos os capítulos de Final Fantasy.
Desde 2000 e até a chegada deste capitulo em análise, os estúdios da Square Enix, já publicaram mais três capiíulos da série principal Final Fantasy, sendo um deles uma sequela do décimo capítulo, coisa inédita até então, visto que cada título numerado de Final Fantasy é único em história e espaço onde decorre. Juntamente com a sequela de Final Fantasy X, tivemos direito ao jogo número XI, um MMORPG com um ambiente e estilo tipicos da série, e o décimo segundo título, de novo com narrativa exclusiva.
Quem aqui chegou deve estar a perguntar-se quando é que finalmente vai ouvir falar do jogo que veio ver analisado... Podem ficar descansados, pois é de seguida que passamos a falar exclusivamente de Final Fantasy XIII:
Nova era, novos requisitos

Inicialmente pensado para a Playstation 2, Final Fantasy XIII foi, naturalmente, anunciado como exclusivo da Playstation 3, mas mais tarde a Microsoft e a Square Enix fizeram o mundo saber que no ocidente o jogo teria uma versão Xbox 360 a par da da PS3, e portanto seria o primeiro Final Fantasy fora de uma plataforma Sony, desde que a série deixou a Nintendo na transição de 16 para 32 bits.
Pulse, Gran Pulse e Cocoon

O magnífico e maravilhoso mundo de Cocoon, é um continente flutuante criado por uma entidade pertence a um grupo de seres superiores denominados de fal'Cie. Cocoon é uma especie de mini-planeta situado nos céus Pulse, um verdadeiro planeta com fauna e flora muito próprios. O facto de Cocoon ter sido criado foi impulsionado pela necessidade existente de isolar o continente dos perigos e da brutalidade do mundo externo, ou seja, do ambiente selvagem de Gran Pulse.
Sactum, fal'Cie's, l'Cie's, Cieth's e a Deportação em Massa

Para Cocoon todos os seres de Gran Pulse são vistos como seus inimigos, e isso inclui todos os fal'Cie de fora de Cocoon e as pessoas que entram com contacto com estes. Pessoas essas que por sua vez são marcadas como l'Cie.
Os l'Cie ficam com uma marca no corpo, algo parecido com uma tatuagem, que indica o contacto com um fal'Cie, mas acima de tudo que têm um "focus" para cumprir. Entenda-se como propósito aquilo que designa um "focus", ou seja, cada pessoa marcada como l'Cie recebe um propósito que pode ou não cumprir, aquilo a que a meio termo podemos chamar de missão para cumprir, se bem que cada l'Cie precisa de descobrir qual é o seu propósito, por outras palavras, qual a missão que tem de cumprir.
Relativamente aos propósitos, as lendas de Cocoon, dizem que um l'Cie caso não cumpra o seu, transformar-se-à num Cieth, uma criatura monstruosa desprovida de qualquer humanidade. Caso contrário, caso um propósito seja cumprido, um l'Cie tem direito a viver eternamente sob a forma de cristal.

A Sanctum vê todos aqueles que são marcados pelos fal'Cie de Gran Pulse como inimigos, e faz saber que cada l'Cie marcado por Gran Pulse é o maior perigo que Cocoon poderá enfrentar, visto que, segundo eles, por cada l'Cie as vidas de milhares de cidadãos estão em perigo.
É por causa dos factos acima demonstrados que a Sanctum ordena uma deportação em massa de cidadãos de Cocoon para Gran Pulse. Estes cidadãos estavam, sem saber, em contacto com um fal'Cie de Pulse escondido na cidade onde habitavam, e representam portanto um enorme perigo para todo Cocoon.
Finalmente Final Fantasy XIII

É nos contado nas primeiras horas de jogo que o periodo de 13 dias anteriores à grande deportação, e os eventos que nesses dias foram acontecendo nas vidas das nossas personagens, são o catalizador de tudo que se vai passar. Veja-se que é nesta altura que Serah, irmã da nossa pressuposta personagem principal e capa de jogo, é marcada como l'Cie pelo fal'Cie de Gran Pulse que é encontrado na terra onde vive.
Serah é o motivo de Lightning se ter "voluntariado" para a deportação e é também o motivo de Snow, o seu futuro marido ter tentado impedir que o comboio, o meio utilizado para efectuar a deportação, tivesse chegado a Gran Pulse. É nesse comboio que encontramos mais três membros da nossa party, sendo eles Hope, um mero cidadão deportado, Sahz que seguiu Lighting pelo facto de as suas intenções lhe interessarem e Vanille, que provavelmente estava em Palumpolum, a cidade onde foi feita a descoberta do fal'Cie.

É aí que este capitulo se esmera, porque apesar de tudo isso a necessidade de saciar a vontade de saber o que vai acontecer a seguir impulsiona o jogador e faz com que aquilo que está pré determinado seja esquecido e até certo ponto torna-nos gratos por ser assim mesmo e não de outra maneira.

Chegou a uma altura complicada, porque até agora não ouviram falar de mais nada que não a história, e já se devem estar a perguntar: Mas e o resto?
- O resto é outra história, visto que não fazia sentido explorar Final Fantasy XIII sem vos apresentar o seu mundo e os seus segredos, pois quer acreditem quer não, a maior parte da sua beleza reside aí, na história que tem como raíz, e na mitologia que está como base de tudo o resto que se encontra neste título. Pelo menos uma coisa ainda não mudou na Square Enix: o facto de conjugarem e entrelaçarem todos os pormenores nos seus projectos, de forma a que tudo se encaixe de forma sublime.






















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