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Os desportos olímpicos da neve regressam pela terceira vez à cidade costeira do Canadá, e por todo mundo vários compatriotas juntam-se para apoiarem a sua selecção na conquista de mais uma medalha de ouro em uma de várias modalidades cheias de adrenalina, competição e frio. Muito frio. Mas não o suficiente para impedir que muitas pessoas que conhecem este evento mundial se desloquem a Vancouver. Sendo que o frio não é o único impedimento às deslocações ao Canadá, a Sega apresenta o jogo oficial destes Jogos de Inverno de 2010.
Não foi suficiente forte o impacto dos Jogos Olímpicos de Inverno em Portugal, e mesmo tendo apenas um representante português na modalidade de esqui de fundo, acreditamos que no fim das provas ainda se irão perguntar onde fica Vancouver.

Assim que começamos temos um acesso muito rápido e bastante básico a vários modos de jogo e a uma lista de 14 eventos de um total de 86. Todos com uma mecânica diferente entre eles, mas acabamos apenas por ter uma experiência repartida entre desportos de esqui, snowboard, bobsleigh e patinagem, ou seja, uma pequena e incompleta variedade de modalidades torna o jogo infiel à realidade dos Jogos Olímpicos de Inverno. Uma das maiores falhas por parte da Sega, sem esquecer a ausência da edição dos personagens ou a possibilidade de escolher um entre 24 países.
Os modos Treino e Olímpico permitem de uma forma geral, preparar o jogador para o grande desafio que podemos encontrar no modo Desafios. Não é preciso muita perícia nem perder muito tempo nestes modos. Apesar de uma pequena e rápida apresentação simples que funciona como um tutorial, após 2 ou 3 tentativas conseguirão perfeitamente dominar todos os controlos e alcançar todas as medalhas de ouro com bastante facilidade.

A jogabilidade não é algo que desperte grande preocupação nos jogadores. A fácil maneabilidade e a fraca utilidade de todos os botões do controlador torna Vancouver 2010 um jogo bastante mais simples do que possa parecer. Com o simples carregar de um botão e uma pequena sincronização com o movimento dos pés ou das mãos dos personagens do jogo, podemos alcançar grandes velocidades e evitar vários obstáculos com os controlos direccionais à medida que tentamos a todo o custo, alcançar a meta final em primeiro lugar. E mesmo aqui, a diversidade entre todas as modalidades contínua bastante fraca em termos de “button smash”. Acabamos sempre por sentir que o jogo foi pensado para um comando com apenas 6 ou 8 botões.
Graficamente, o jogo consegue superar bastante dos jogos de snowboard ou temáticos e a falta de um modo exploratório permite uma maior concentração nos detalhes dos cenários e da renderização dos personagens. Vancouver 2010 convence muitos jogadores com o seu brilho e com todas as suas cores com mais diversão e mais alegria, algo que se reflecte muito durante corridas de snowboard onde participam vários personagens ao mesmo tempo.

Músicas do género Pop recheiam a banda sonora com um pouco mais de adrenalina, mas não é por isso que a torna num dos melhores aspectos do jogo. Toda a diversão e interesse provêm da velocidade e do aspecto visual de todos os cenários. E como não podia faltar, temos sempre direito a ouvir o glorioso hino nacional quando alcançamos a medalha de ouro. Uma versão curta, mas podemos sempre aproveitar o momento para erguer a nossa bandeira e respeitar a pátria.
Já o modo multiplayer, revoluciona de alguma forma todo o interesse do jogador, em oposição ao modo single-player. É aqui que grande parte da diversão se manifesta. Tanto offline como online, quatro amigos podem participar em todos os eventos e competir entre eles com os seus melhores tempos. Mas como já diz o ditado, nada dura para sempre, e a vasta repetibilidade sobrecarrega a nossa paciência e acabamos por perder toda a vontade de continuar a jogar.
Em geral, o jogo consegue chamar a atenção de muitos seguidores dos Jogos Olímpicos de Inverno, mas não tem potencial suficiente para ser destacado como um jogo merecedor de uma medalha de prata. Houve muito trabalho no jogo e vemos isso em alguns dos eventos, mas o resultado geral não é suficientemente conseguido para chamar um público nacional já à partida afastado dos Jogos, logo, do jogo.
