
Dado o sucesso do primeiro filme foi realizado um 2º, lançado em 1989 - Ghostbusters 2, que seguia a história do primeiro e parece que acabou de sair agora o 3º filme da série.
Ghostbusters: The Video Game passa-se em 1991, dois anos após os eventos do 2º filme, em que Manhattan volta a ser invadida por uma nova vaga de fantasmas que só se sentem bem a atormentar as pessoas daquela cidade! “Who you gonna call? Ghostbusters!” claro que só pode ser mais um trabalho para o quarteto fantástico, que neste novo capitulo se vê obrigado a colocar mais um recruta que será interpretado por nós.
Para quem viu os filmes e gostou não precisa de ler esta análise pois de certeza que vai gostar deste novo título, que apesar de alguns problemas, tem tudo o que se podia pedir a um jogo do filme Ghostbusters, excepto o facto de nunca podermos conduzir o mítico Cadillac alcunhado de Ecto 1.
A história do jogo foi escrita pelos criadores do filme, Dan Aykroyd e Harold Ramis, pelo que não poderia estar melhor e o elenco do filme original está fielmente recriado, tanto visualmente como a nível sonoro, sendo os próprios actores das próprias personagens (Bill Murray, Harold Ramis, Ernie Hudson e Dan Aykroyd) a dar as vozes ao jogo.
Ao longo da história podemos encontrar alguns monstros e fantasmas já conhecidos, como o famoso Stay Puft (o gigante marshmallow) e Slimer (o fantasma verde), bem como alguns cenários que nos fazem lembrar o filme.

Nesta aventura entramos no papel de um novo recruta que durante todo o jogo nunca fala, o que acaba por nem ser muito relevante pois os diálogos entre as personagens do elenco original são mais do que suficientes para nos entreter. Como novo membro cabe-nos experimentar o novo Proton Pack com quatro tipos de disparo diferentes, para que possamos combater esta nova vaga de fantasmas que teima em assombrar Nova York. Estes modos de disparo, que consistem no clássico lançador de raios, numa espécie de caçadeira, numa espécie de metrelhadora e numa arma que lança uma gosma verde, vão aparecendo à medida que avançamos no jogo e podem ser “upgrados” a qualquer altura. A selecção do tipo de disparo deve de ser feita tendo em conta o tipo de fantasma ou monstro que se está a combater, apesar de a arma de raios servir para todos e em apenas algumas situações particulares, como alguns 'bosses' e alguns puzzles é que se torna necessário trocar para o modo de disparo da gosma verde, pelo que os outros modos acabam por não ser necessários.
Um dos aspectos mais divertidos do jogo é quando tentamos caçar um fantasma e colocá-lo na nossa caixa: Para tal temos de o enfraquecer, o que pode ser feito com a arma de raios, lançando-o contra os objectos que constituem o cenário e que são completamente destrutíveis. Quando o fantasma já se encontra enfraquecido temos de o colocar por cima da nossa caixa e impedir que ele fuja enquanto é sugado para dentro da mesma, fazendo lembrar uma ida à pesca em que o peixe tenta fugir e nós com uma cana de pesca temos de o cansar e controlar, simplesmente divertido.
O jogo desenrola-se ao longo de sete níveis que infelizmente são bastante lineares e apesar de existirem artefactos escondidos, não há grandes sítios para explorar. Estes artefactos podem ser encontrados utilizando o PKA METER que nos coloca a jogar no modo de primeira pessoa. Este acessório consiste numa espécie de radar que faz a leitura do mapa à nossa volta detectando sinais paranormais, muito ao estilo de um detector de metais, que nos vais dando indicações do caminho que devemos seguir para encontrar esses sinais que podem ser artefactos, fantasmas e as gosmas dos fantasmas. Tudo o que encontrarmos com o PKA METER fica armazenado na nossa base de dados e pode ser consultado a qualquer altura.
Quanto aos gráficos, não são muito realistas nem muito cartoon, adequando-se perfeitamente a este título, recriando com bastante detalhe todas as personagens e fantasmas assim como os efeitos de luzes das armas e do próprio cenário. Os próprios cenários estão espectaculares, recriando bibliotecas com livros que saltam das estantes, cozinhas de hotel em que as panelas e os talheres começam a flutuar à nossa frente até um castelo assombrado no meio do oceano.
Todo o ambiente gráfico do jogo está espectacular, conseguindo criar tanto ambientes de suspense como a ambientes de pura destruição.
Em algumas situações, em que apenas dispomos da nossa lâmpada e andamos com o PKE METER a tentar detectar sinais paranormais, ouvindo murmúrios vindos das paredes e o cenário a mover-se, temos a sensação de estar a jogar uma espécie de DOOM, mas assim que o jogo começa a tornar-se um pouco sério lá vem uma piadinha para animar e lembrar-nos que estamos a jogar Ghostbusters.
A jogabilidade também não está má, sendo às vezes um pouco frustrante principalmente quando temos o mapa cheio de fantasmas e estamos sempre a levar com objectos sem termos hipótese de nos desviar dos mesmos. Apesar de serem necessários alguns objectos para nos deixar no chão, constatei que é praticamente impossível morrer neste jogo! É verdade, pois assim que ficamos no chão vem imediatamente um dos nossos colegas para nos salvar, sendo também frequente termos de salvar os nosso colegas “caídos”. Só realmente perdemos o jogo se ficarmos no chão juntamente com os nossos colegas de equipa.
A campanha dura umas 7 ou 8 horas, dependendo da jogabilidade de cada um, se quisermos encontrar todos os artefactos e registar todos os fantasmas na nossa base de dados então conseguimos aumentar a durabilidade do jogo em mais umas horitas.

O modo multiplayer permite que até quatro pessoas se juntem para enfrentar esta nova invasão de fantasmas em seis modos de jogo diferentes, alguns deles bastante divertidos que prometem prender-nos a este titulo mais um tempito. Estes modos de jogo vão desde derrotar vagas sucessivas de fantasmas ou derrotar o maior número de fantasmas num determinado tempo, a proteger alguns artefactos enquanto os fantasmas tentam roubá-los. Infelizmente não podemos jogar a campanha em modo cooperativo mas os modos existentes são bastante divertidos que acabamos por nem nos lembrar do modo campanha.
Apesar da sua linearidade e de algumas situações um pouco frustrantes, Ghostbusters: The Vídeo Game conta com uma boa história e recria na perfeição todo o ambiente do filme original, pelo que é um título imperdível para todos aqueles que viram o filme e gostaram, e para aqueles que nunca viram o filme mas sempre tiveram vontade de apanhar fantasmas com armas de raios e guardá-los dentro de uma caixa.























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