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Halo 3: ODST é a nova entrada no universo e franchise Halo, um franchise que cresceu consideravelmente, ao ponto de se tornar o mais reconhecível quando se fala da Xbox. Apesar de não controlarmos o habitual Master Chief que se encontra em férias sem vencimento no espaço, Halo 3: ODST oferece-nos uma experiência capaz de rivalizar os seus antecessores.
Tal como o nome indica, em Halo 3: ODST controlamos um dos membros de uma unidade composta por ODSTs, acrónimo para Orbital Drop Shock Trooper, um conjunto dos melhores soldados do exército, caracterizados por entrarem em combate a partir de cápsulas lançadas por naves em pleno vôo.

E é numa dessas cápsulas que o jogo começa a desenrolar-se. Controlamos um dos ODST que faz parte da unidade com o objectivo abordar a nave onde o Prophet of Regret se encontra, nave essa que se encontrava ocupada a atacar a cidade de New Mombasa, um dos bastiões mais importantes do Planeta Terra que se encontra neste momento infestado com Covenants.
Mas durante essa abordagem algo correu mal. A nave que a unidade era suposto abordar entrou em movimento, alterando a trajectória das cápsulas.
Começamos então a controlar o Rookie, nome da nossa personagem, quando este acorda oito horas depois do acidente para descobrir uma cidade desertificada, com nenhum humano à vista, carros abandonados e destruídos e várias patrulhas de Coventants a percorrer a cidade.
Ninguém também parece estar dentro do alcance do rádio e por isso temos de descobrir o que aconteceu ao resto da nossa equipa. Ao encontrarmos objectos pertencentes a vários eventos ocorridos nas oito horas anteriores, iremos desencadear uma espécie de flashback onde controlamos os outros membros da unidade. É a partir daqui que o jogo começa a falhar. Não é que esses flashbacks estejam mal feitos ou algo do género, mas a história dos membros da unidade nunca é desenvolvida a um ponto onde acabaríamos por criar uma ligação com eles... tive até alguma dificuldade em associar os seus nomes, a cada personagem.

O próprio estilo de jogo muda entre os flashbacks e as sequências onde controlamos o Rookie. Os flashbacks são mais parecidos em termos de design com os Halos originais, os níveis são mais lineares na sua construção e o objectivo é ir de uma ponta do mapa até à outra, acabando tudo num momento climático. No entanto, com o Rookie estamos numa cidade completamente aberta, podemos ir onde quisermos e escolher os caminhos que queremos tomar, mas a exploração nunca é premiada. Não existe razão para andarmos à deriva no mapa para além de uns ficheiros de som que estão espalhados ao longo da cidade que contam a história da invasão, vista por uma cidadã normal. O conceito é interessante e a história em si é boa o suficiente para querermos mais, mas não existe nada que nos motive realmente a tentar encontrá-los.
Visto que não controlamos Master Chief, mas sim um ODST, não somos tão fortes como éramos em jogos anteriores. Não saltamos tão alto, os nossos ataques corpo a corpo não são tão fortes e no geral somos menos resistentes contra os inimigos.
Não dispomos também do escudo que tínhamos em títulos anteriores, este foi substituído pela Stamina que funciona exactamente como o escudo mas não tem o mesmo nome. O que no entanto não existia em jogos anteriores era o sistema de healthpacks. Basicamente, se a nossa Stamina atingir níveis demasiado baixos, a nossa vida irá começar a decrescer. Essa vida perdida não se regenera com o passar do tempo, e por isso será necessário apanhar os healthpacks distribuídos cuidadosamente ao longo dos níveis.

Alguns problemas visíveis em Halo 3 continuam presentes em ODST, nomeadamente a Inteligência Artificial dos soldados aliados que continuam a ter bastante dificuldade em conseguir entrar em veículos e a conduzi-los de uma forma eficiente. O que vale é que sabem onde é que têm de ir e acabam por chegar lá, nem que para isso tenham de virar o Warthog umas cinco vezes antes.
Mas se os problemas da IA aliada continuam presentes, a excelência da IA inimiga faz-se notar lindamente neste jogo. Visto que agora dispõem de ruas mais apertadas, os inimigos irão atacar o jogador pelos flancos mais regularmente e irão utilizar o cenário à sua volta para se protegerem e prepararem o seu próprio ataque. Claro que também tem os seus problemas, não foram poucos os inimigos que encontrei parados à espera de um tiro bem colocado, mas foram bastantes mais as vezes em que a IA inimiga me surpreendeu que aquelas em que me interroguei sobre o que raio aconteceu durante o desenvolvimento do jogo.

Uma das novas adições em Halo 3: ODST é o modo Firefight, o ataque por parte da Bungie a um novo tipo de jogo baseado na sobrevivência da nossa personagem contra um numero cada vez maior de inimigos, modo esse criado pela primeira vez no infame Gears of War 2, com Horde. Não existem grandes surpresas em Firefight para além da inclusão de, no início de uma nova ronda, serem activadas caveiras com efeitos distintos: desde fazer com que os inimigos gostem de lançar mais granadas, até encher a cabeça dos Grunts com confettis. No entanto, algo que me surpreendeu pela negativa em Firefight foi a ausência de qualquer tipo de matchmaking, tornando-o impossível de jogar online com outras pessoas sem ser necessário combinar com antecedência.
Para além de Firefight, está incluído na caixa um CD à parte com o multijogador do original Halo 3 onde se encontram todos os mapas lançados posteriormente ao lançamento do jogo incluídos, dando assim algum valor extra ao conjunto, embora o mais provável é que os interessados nesses mapas já os tenham adquirido. No entanto, não deixa de ser uma adição de razoável valor.

No geral Halo 3: ODST é um óptimo jogo. Para além da falta de caracterização das personagens, a pouca inteligência dos nossos aliados e a ausência de matchmaking em Firefight, este jogo não deixa de oferecer uma excelente experiência, e para aqueles que não concordam com o facto dele estar a ser tratado como um jogo normal (ODST originalmente era apenas um pequeno projecto secundário da série Halo), pelo menos em Portugal não custa os 70 euros a que já estamos tão acostumados.























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