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Análise: G-Force

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G-Force é um jogo baseado na obra cinematográfica de Hoyt Yeatman, com base numa história de Cormac e Marianne Wibberley, num projecto com a chancela Disney. Nele encontraremos porquinhos-da-índia que fazem parte de um projecto governamental secreto, onde animais são usados para espionagem – esta é a Força-G.

Neste jogo encarnaremos Darwin, o líder da equipa, sem medo e com um sentido de responsabilidade e dotado de conhecimentos estratégicos e militares fora do comum, capaz de fazer inveja a qualquer Sam Fischer. A meio de uma missão de rotina numa mansão, deparamo-nos com uma ameaça sem paralelo que poderá significar o fim da Humanidade, à medida em que os electrodomésticos ganham vida. Será tempo para deixar de lado qualquer lição de acção furtiva e dar uso desenfreado ao arsenal de armas tecnologicamente avançadas de que dispomos.

Teremos, à nossa disposição, uma equipa de animais com o mais rigoroso treino no terreno para conseguir, primeiramente, fugir à mansão e, depois, estudar o caso e proceder a uma ofensiva. Blaster é o especialista em armamento, que tem uma postura radical para com a vida, sem o real sentido do perigo. Juarez é o vértice do triângulo desta equipa de roedores, uma atraente e mortal especialista em artes marciais. Para terminar, temos Speckles, uma toupeira com uma inteligência sobrenatural e Mooch, uma mosca perita em missões de reconhecimento, personagem esta que também é jogável e imprescindível para ajudar Darwin a completar as suas missões.

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Não se enganem, trata-se de um jogo de acção, um bom jogo de acção, por sinal, que impressionou este analista como nunca um jogo da Disney o tinha feito. Se pensam que lutar contra aspiradores, computadores-zombie, torradeiras, espremedores de laranja e mais uma enormidade de aparelhos electrónicos domésticos é algo absurdo, não poderia concordar mais. No entanto o absurdo anda de braços dados com divertimento e acção bem conseguida. Ora, a verdade é que em G-Force, os inimigos têm, na maior parte algum ponto fraco. Se, para derrotar o dispensador de água é necessário atingir a cabeça (que é como quem diz, o garrafão propriamente dito), o computador leva mais tempo e trabalho, na medida em que temos que esperar que ele solte os micro-chips mortíferos para atacar o seu CPU interno, no momento certo - nada mais divertido. As armas poderão servir para destruir, congelar ou mesmo modificar tecnologicamente os adversários de forma a tornarem-se aliados preciosos.

Mooch é uma surpresa agradável e sem dúvida uma das melhores partes do jogo. Cada vez que não conseguimos passar determinados object(tiv)os - o que é propositadamente frequente - Mooch, a mosca espiã, é chamada ao serviço. Passar por entre os tubos da ventilação é uma tarefa comum. A possibilidade de voar em câmara lenta é verdadeiramente reconfortante e absolutamente necessário para passar em condutas de ventilação mortíferas. No entanto, Mooch não serve apenas para chegar onde Darwin não consegue. Mooch é um parceiro vital, na medida em que vencer determinados inimigos, especialmente com escudo de defesa, de forma a resolver os puzzles e eliminar os inimigos. Mooch serve, também, para quebrar alguma da monotonia do jogo.
 
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De facto, o jogo poderá tornar-se algo monótono (associado à enormidade de cada nível), mas não é um defeito alarmante. Defeito alarmante é mesmo a queda de frame rate, especialmente quando a acção cobre todo o ecrã e as explosões sucedem-se em simultâneo. É esta a principal falha da Disney neste jogo. Uma contrapartida que supera a das dores de cabeça relativas ao 3D, mas esta funcionalidade merece um parágrafo específico.

Ora, se já deram uma vista de olhos pela classificação dada a este jogo e pensaram que a sanidade mental deste vosso analista deveria ser alvo de re-avaliação, deixem-me descrever o que faz com que este seja o melhor videojogo até à data baseado num filme para crianças. Tudo está relacionado com o dinamismo que a Disney conseguiu levar ao jogo com o sistema 3D. Quando comprarem o jogo e lerem "Óculos 3D incluídos", não menosprezem essa funcionalidade, é um conselho. A funcionalidade (não uma obrigatoriedade) de jogar G-Force em 3D adiciona, para além de replay value, um regozijo de imersão dimensional que não temos quando jogamos em modo normal. Sim, as cores tornam-se um pouco opacas, a qualidade de imagem desce mas não pesam na balança quando contrapostas com o sentimento de estarmos algures entre Darwin e Mooch que vai voando em torno de Darwin enquanto não é chamado à acção. As dimensões e profundidade dos objectos ganham uma nova vida e o cenário com a ilusão de maior interactividade. A dor de cabeça provocada pelo uso destes óculos D3 é bem real (pelo menos ao vosso analista) mas aconselha-se longas pausas por entre poucas sequências de jogo.
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Ora, associado ao excelente sentimento de imersão visual, G-Force consegue ainda colocar mais um sentido humano em plena harmonia. Se possuem um sistema sonoro e amplicador 5.1, é tempo para lhe darem o devido valor, valor esse que foi esquecido ao longo de dezenas de jogos que não exploraram a vertente sonora, na vertende multi-dimensional. A qualidade e deversidade sonora ao longo das batalhas equipara-se ao trabalho máximo neste campo quando foi conseguido por Call of Duty 3. A tri-dimensionalidade visual e sonora conseguida em G-Force fazem deste um jogo não-inovador mas original e, acima de tudo, muito gostoso.

G-Force tem uma longevidade que ronda as oito horas, com um replay-value muito acima da média, mas com um modo online completamente nulo. A acção desenfreada, o aspecto visual muito bom, o 3D e o aspecto sonoro fazem deste jogo um must. É o jogo ideal para quebrar a barreira da hipocrisia que separa sempre os jogos com idade mínima recomendada abaixo de 8 anos às grandes notas. G-Force é um grande jogo que os pequenos também podem jogar.
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Vê também a análise para a plataforma PSP.

 

Comentários 

0 # Hinamotto 26-10-2009 09:12
Gostei de ler. Bom trabalho.

Ao que parece, tem algumas coisas que a versão PSP precisava. E sim, concordo que pode ser um dos melhores jogos da Disney baseados num filme.

Keep up the good work!
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