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Análise: Wolfenstein

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Wolfenstein
tinha desde o princípio uma pesada carga aos ombros: o peso do seu próprio nome. Herdeiro de Wolfenstein 3D, um título que popularizou o conceito de First Person Shooters e ficou para sempre na história dos videojogos, Wolfenstein não deixará grandes marcas nesta geração, mantendo a fama do seu nome num passado que é cada vez mais longínquo.

Mudou a cor do cabelo, agora preto, pôs umas roupas menos militares, mas cá está ele. B.J. Blazkowicz é o nosso herói, mais uma vez pronto para dar cabo de todos os Nazis que lhe aparecerem pela frente.

A história passa-se na cidade fictícia de Isenstadt, na Alemanha. Estamos em 1943, em plena 2º Guerra Mundial, mas em território onde os Aliados ainda apenas sonhavam chegar. As forças Nazis estão na cidade a investigar uma força oculta de características sobrenaturais denominada Black Sun, cujo controlo e aplicação na guerra lhe poderiam garantir o domínio mundial. Mas já lá vamos.
 
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Isenstadt encontra-se dividida por zonas, sendo uma cidade de exploração livre. Livre, é como quem diz. As patrulhas alemãs andam pela cidade, e convém evitá-las. Felizmente para isso podemos contar com rotas alternativas, subidas aos telhados, e homens da Resistência. A ideia está bem pensada, promete muito ao início, mas cedo percebemos quão mal aproveitada está. É essa, de resto, a sina de todo o jogo. Afinal,  a cidade não é assim tão grande, parecendo até por vezes linear, e os caminhos não têm afinal grandes alternativas.

A cidade serve de base operacional, ainda que co-habitada com patrulhas alemãs, a duas facções que nos irão dar missões para cumprir. Quase sempre implicam grandes tiroteios com muitos nazis. Não existe contudo qualquer interactividade, acção-consequência ou escolha única entre as missões que dite um seguimento diferente na acção. Todas as missões são para cumprir, de um lado e de outro, para irmos desenvolvendo a história. A cidade tem ainda um mercado negro, que nos vai ser muito útil para fazer upgrades ás armas e poderes (sim, já lá vamos…) que o escasso dinheiro conseguido nas missões ou encontrado pela cidade pode comprar.
 
Muitas das missões são passadas fora da cidade, sendo que apenas precisamos de nos deslocar até ao transporte que nos vai levar para o local da missão. Um load depois, estamos num sítio completamente diferente. E ainda bem. A variedade de espaços e ambientes está bem conseguida, havendo espaços urbanos, espaços mais rústicos como quintas, e outros de ambiente mais negro e sinistro como um castelo/fortificação.

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Cedo conseguimos um amoleto com certos poderes, que usa a tal força mística do Black Sun. Esse amoleto permite-nos entrar a qualquer momento numa dimensão paralela chamada The Veil, cujo espaço é praticamente igual ao espaço da nossa dimensão, mas pode revelar passagens secretas apenas possiveis usando essa dimensão, e é também muito útil para detectar os pontos fracos do inimigo. O ambiente é mais revolto, tudo tem tons esverdeados, e nessa dimensão habitam também uns pequenos seres, que quando atingidos a tiro explodem, levando com eles Nazis que estejam próximos, na dimensão “normal”.

Ao longo do jogo ganhamos três poderes para usar a partir deste amoleto. Um escudo que protege e faz ricochete aos tiros que o atingem; um poder que abranda o tempo e nos torna mais rápidos, transformando ainda em pó os inimigos a curta distância, no momento em que é activado; e um poder que aumenta a velocidade, penetração e estragos das balas disparadas, podendo mesmo fazê-las penetrar escudos ou pedra. Tudo isto é limitado, e o poder vai-se esgotando. Para recarregar, existem espalhadas pelo jogos imensas, talvez demasiadas, fontes de Black Sun, mais facilmente identificáveis quando o The Veil é activado.

Tanto os poderes como as armas podem ser melhorados recorrendo ao Mercado Negro. O que não deixa de ser estranho, já que deveriamos estar perante um amoleto místico que usa uma força desconhecida que está ainda a ser estudada, e não algo que possa ser “kitado” num mercado. Em relação ás armas, temos as tradicionais espingarda, metrelhadora ligeira, pesada, granadas. E temos outras mais originais como uma que liberta raios eléctricos de encontro a vários inimigos ao mesmo tempo, outra que lança um raio que pulveriza quem encontrar no caminho, ou ainda uma que atira uma grande esfera de energia que explode quando encontra um obstáculo. As armas são muito divertidas de usar, sendo que a munição das armas tradicionais raramente escasseia, enquanto que a das armas mais science fiction já são mais raras, podendo ser adquiridas no mercado negro. Os upgrades ás armas são deveras úteis, transformando as rudimentares armas iniciais em boas companheiras de guerra. A regra é ter cuidado com o que se compra, pois o dinheiro não chega para tudo, e há que gastar com cabeça.

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Wolfenstein é um shooter tradicional, ainda que misturado com estes poderes mágicos. Não tem veículos ou sistema de cobertura, apenas o correr, baixar, levantar e disparar, e procurar o próximo alvo. A dificuldade tem padrões algo baixos em 90% do jogo. No entanto, um bom sistema de interesantes Boss’s podem fazer-vos suar um pouco. Mas são, sem dúvida, uma boa adição ao jogo, evitando a monotonia. Felizmente nem todos os inimigos são os tradicionais nazis. Juntamente com eles, aparecem outros que como nós, também fazem uso da Black Sun de formas diferentes, como para protecção, invisibilidade, ou rapidez de movimentos. Mas esses são algo-que-não-humanos.

Infelizmente a sua inteligência artificial não é das melhores, sendo frequente ficarem alguns segundos a olhar para um colega que acaba de ser morto, até terem uma reacção. No entanto, os efeitos corporais quando atingidos por balas são variados e estão muito bem feitos.

O aspecto gráfico não é dos melhores, embora obviamente não irá ferir os olhos a ninguém. Não está, contudo, a um nível de qualidade que estamos habituados a ver numa consola da nova geração em pleno ano 2009.

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Um pequeno mas grave problema detectado com a organização dos saves leva-nos a recomendar que joguem sempre com a data e hora da consola actualizada. O jogo grava frequentemente, e se não tiverem a data e hora bem configuradas, ele pode ter dificuldade em determinar qual é o Save mais recente que fizeram.

Num multiplayer que parece criado apenas para dizer que existe, podem contar com os modos Team Deathmatch, Objective, and Stopwatch, em salas de apenas 12 jogadores. Um jogo pouco táctico, com spawns rápidos, que vos vai querer fazer voltar para o vosso Call of Duty, ou qual seja o vosso Shooter multiplayer habital.

Wolfenstein é um shooter decente, que agradará aos fãs do género. Não vai mais longe porque os padrões hoje em dia estão mais elevados. À  história falta-lhe profundiade, pois até os shooters já têm de ter uma história cativante na sua base, e saber explorá-la. Algumas boas ideias foram implantadas no jogo, mas pouco ou mal exploradas (o estilo sandbox numa cidade ocupada), que juntamente com o multiplayer decepcionante,  nos deixam a pensar que daqui poderia ter saído algo bem melhor.

Nota: O jogo está dísponivel para Xbox 360, Playstation 3 e PC. A versão testada para a Xbox 360.
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Comentários 

+1 # HenrySolberg 19-09-2009 16:00
Fraquinho este jogo, no entanto dá para passar umas boas horas, Reload, headshot, headshot, headshot, headshot, headshot, headshot, headshot, headshot, headshot, headshot....
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