
Sendo este um mercado em crescendo, e já com muitas possibilidades de escolha no mercado, conseguirá a Codemasters marcar mais uma vez a sua posição no mercado como o fez nos últimos títulos lançados?!

Visualmente FUEL agrada aos fãs deste tipo de jogos, os efeitos de luz, água, sol e sombras estão bons, porém ao mesmo nível dos jogos anteriormente lançados, sendo que neste campo FUEL não acrescentou nada de novo ao mercado. E se na mãe-natureza a Codemasters empenhou-se para manter um visual agradável, devido ás diversas tempestades de neve e chuva, furacões, tsunamis, vulcões em erupção entre outros, então esqueceu-se completamente dos meios de transporte, que são no fundo aquilo que os jogadores mais irão reparar visto que é neles que irão percorrer km's. Estes apresenta-se a um nível de segunda geração, com um visual muito pobre.

E se muitos eram os jogadores que pensavam que FUEL não iria ter um sistema de danos, então enganaram (não redondamente mas enganaram-se). O sistema de danos está presente através de um ponteiro do lado esquerdo do velocímetro que nos vai indicando o quão danificado o veículo está, não havendo no entanto uma especificação sobre que parte do veículo se encontra mais danificada, como vinha sendo hábito nos jogos desta empresa. Graficamente os danos nos veículos estão ao nível do próprio grafismo destes, ou seja pobre. Visualmente apenas podemos ver as chapas dos veículos amolgadas e quando o ponteiro de danos se encontra no máximo podemos observar fumo preto a sair do capo e consequentemente uma perda de velocidade nos veículos, e é só isto que acontece quando o carro está extremamente danificado (digo com o ponteiro no máximo), sendo que a direcção, suspensão, etc. ficam intactas, e se nestas condições voltarem a ter um sinistro então é feito automaticamente um reset á posição do veículo, voltando a estar como novo, esqueçam portanto as rodas a saltarem, os vidros a partirem-se, e até mesmo a direcção ficar desalinhada.
Também no cerne do jogo a Codemasters poderia ter feito mais, uma vez que que praticamente todos os efeitos das natureza são executados através de scripts, o que faz com que aconteçam sempre da mesma maneira no mesmo local, o leva ao jogador a adivinhar o que vai acontecer a seguir se já tiver repetido a corrida, retirando por isso o efeito surpresa que poderia ser talvez o ponto fulcral neste jogo.

Já a inteligência artificial dos nossos oponentes é francamente fraca, isto se jogarmos FUEL como deve ser jogado, ou seja percorrendo o enorme mapa por atalhos de modo a chegar o mais depressa ao destino(neste estilo de jogo consegue-se chegar com um avanço de umas quantas dezenas de segundos), se por outro lado entrarmos num desafio e seguirmos os checkpoints pelos caminhos 'naturais' (seja estrada ou mato), então os nossos oponentes conseguem dar luta até ao destino.
O nível sonoro de FUEL, também está longe de fazer jus a esta produtora, apresentando algumas falhas no que toco ao som dos veículos, apresentado pois o som de aceleração igual, seja em carros, ou buggies.
Em suma, seja pela crise mundial, seja pela pressa em colocar um jogo novo no mercado, ficámos com a ideia de que a CodeMasters se precipitou com o lançamento deste jogo. A ideia de conciliar desastres da Natureza com corridas radicais e um mapa de livre exploração era muito boa, e de certeza que com mais tempo, teríamos aqui um jogo capaz de fazer frente ao actual líder de mercado neste sector, contudo a precocidade do lançamento levou a um desastre natural.
FUEL é um jogo que aos fãs do género irá desiludir, porém aos jogadores casuais, que procuram um jogo para algumas horas de diversão poderá ser uma escolha a considerar.






















