
Depois da problemática situação judicial da produtora com os criadores de MW2 pelos direitos do mesmo, a Infinity Ward procurou provar também que as qualidades que a caracterizaram até então permaneceram intactas. E de facto são muitos os aspectos que parecem ter permanecido intactos, desde gráficos a IA.
Adequado à globalização da série, MW3 tem como argumento um confronto mundial que nos leva a jogar em várias cidade de vários continentes do planeta como Nova Iorque, Londres ou Berlim.
Continuamos a demanda das tropas americanas contra Makarov, mas desta vez o confronto tornou-se num conflito à escala mundial. Pegamos horas depois dos acontecimentos de MW2 e ao longo da campanha iremos controlar vários protagonistas.
As cidades estão bem retratadas, com os rastos dos projécteis incandescentes e as explosões a ocuparem um grande protagonismo pelos cenários nos momentos de maior acção. Em missões tanto diurnas, como nocturnas ou mesmo subaquáticas existe uma boa ambientação. Ainda assim, o nível de alcance do horizonte dos mesmos não é muito grande cingindo-se a uma boa qualidade na zona de interacção e não tanto nas zonas mais distantes. Os tiros ficam marcados nas paredes, os carros explodem e os edifícios e muros têm um grau de destrutibilidade simples mas aceitável. Em algumas missões a presença de civis é constante e bem notória. Um verdadeiro desafio às nossas capacidades de pontaria e de reflexo pois os tiros em civis não são tolerados e teremos que regressar ao último checkpoint. Este aspecto evita que se possa entrar ‘à Rambo’ em todas as situações, obrigando a variar a jogabilidade consoante o local da missão.

Pontualmente teremos sequências em slow motion activadas aquando, por exemplo, a abertura de uma porta onde estão vários inimigos. Estas sequências dão um aspecto mais cinematográfico a um título já por si só apresenta um estilo ‘Hollywoodesco’.
De realçar as boas animações de todos os intervenientes na batalha mas algumas deslocações dos inimigos nos segmentos de tiroteio podem parecer algo rotineiros.
As referidas sequencias de acção estão bem variadas entre confrontos a pé e em veículos, que proporcionam uma experiencia completa. Acção é uma constante para além de haver partes diferentes (como a subaquática) onde o ambiente e o veículo de transporte variam.
Por vezes, resultado dos inúmeros automatismos, pode surgir a sensação que a acção é que nos comanda, e não protagonizamos a acção.
As missões parecem, nalgumas situações, fragmentadas do enredo principal fruto das permanentes ‘viagens’ de continente em continente.

Os sons das armas não são réplicas exemplares mas a musica ambiente que acompanha os excertos mais dramáticos são bastante envolventes.
Pequenos diálogos em cut scene introdutórios a cada missão não impressionam mas executam o papel que lhes compete. As ordens e conversas entre a HQ e os nossos companheiros também serão constantes.

Mas é no modo multiplayer que vamos dispensar a maior fatia de tempo de jogo. Os modos podem suportar até 32 jogadores em rede e teremos 16 mapas para escolhermos. Mais mapas virão em futuros DLC.

Teremos ainda à escolha os novos modos Kill Confirmed, que tenta desincentivar os infames campers obrigando-os a recolher a dog tag do inimigo morto para pontuar e assim sair constantemente do seu spot. E Team Defender, que é baseado em Capture the Flag mas em vez de protegermos a nossa base, teremos de proteger o portador da bandeira.
E sim, as perks (vantagens) e o modo Prestige (recompensa por atingir o nível máximo online) continuam presentes. Algumas das novas perks são: Blind Eye: não detectável por suporte aéreo; Assassin: não detectável por UAV, radar, visão térmica ou de pulsação; Quickdraw: maior rapidez de pontaria; Stalker: podemos correr mais rápido enquanto apontamos e Marksman: avistamos alvos a um alcance superior.
Os private matches têm um elevado nível de personalização, permitindo a criação e partilha de novos conteúdos. Com os modelos temos: Infection: Os infectados recrutam parceiros para a equipa matando os da equipa contrária; Juggernaut: Se matarmos o Juggernaut tornamo-nos num Juggernaut; Gun Game: tentar dominar toda uma lista definida de armas e One in the Chamber: ganhamos munições através de kills e ganha o que mais kills fizer.

Podemos usufruir de um verdadeiro boost à comunidade com Call Of Duty: Elite, parte gratuito parte Premium. Gratuitamente temos a possibilidade de, entre outras, partilhar vídeos com os nossos amigos e acesso a um Player Profile, que nos permite comparar estatísticas entre jogadores para Black Ops, MW3 e futuros jogos COD. Os utilizadores Premium terão acesso a conteúdos DLC mensalmente e acesso à COD Elite TV, entre outros..

A verdade é que Modern Warfare 3 ainda colhe frutos do protagonismo e fama conquistados com COD 4 e MW2, e talvez por isso os produtores não tenham sentido a necessidade de evoluir de forma significativa uma fórmula bem sucedida e aceite. Mas a distância para a concorrência tem vindo a diminuir e não me parece que a produtora tenha espaço para mais um título demasiado semelhante, sobretudo no campo multiplayer.
De alguma forma, vão ser os jogadores que têm acompanhado a serie que sentiram maior sabor amargo nesta nova entrega. Porque apesar da qualidade se manter inalterada e num nível elevado, o referido nível parece ser o mesmo de MW2.
Depois de completar a campanha numa meia dúzia de horas serão os dias, as semanas e os meses que passaremos a jogar multiplayer a dar um boost ao factor longevidade do jogo.

Este aspecto negativo não vai evitar que seja um dos, senão o mais jogado ao longo desta ‘época virtual’ mas com a concorrência a apertar e a ressurgir é evidente a necessidade da produtora voltar a reinventar-se a e assumir-se de forma mais incontestável. Apesar de existirem muitos dejavus em termos técnicos e gráficos, muitos destes não são muito positivos para quase dois anos de desenvolvimento entre a entrega anterior da Infinity Ward.
Mantendo tudo o que tinha sido feito de positivo, MW3 continua a ser obrigatório para todos os entusiastas de FPS e continua a fazer parte de um conjunto elite de jogos de e para as massas. Proporciona uma experiencia altamente recomendada aos que ainda não jogaram e uma experiencia estável e segura aos que têm acompanhado e gostado da série:























Comentários
E pela imagem da Torre Eiffel, também parece que dá um pulinho a Paris.
Boa análise