
Começamos por configurar o nosso Cartão de Amizade com opções de personalização de um jogador que será a nossa imagem. Este perfil será partilhado com os nossos amigos e poderá ser coleccionado pelos mesmos numa alusão aos galhardetes trocados no início das partidas reais. Esta interacção entre amigos com torneios por ligação Adhoc será o maior trunfo deste PES, ou não fosse esta uma versão para uma plataforma portátil.
Os gráficos estão inevitavelmente limitados pelas capacidades da consola. As faces dos jogadores estão reconhecíveis mas o manto de espectadores que rodeia o campo e preenche o estádio é uma simples imagem estática. Sem qualquer animação nas bancadas é de louvar ainda assim a presença de bandeiras. O relvado apresenta sempre o mesmo padrão quadriculado pequeno independentemente do estádio escolhido.
Os controlos estão igualmente limitados em comparação com a versão para as plataformas mainstream, o que dificulta a execução das fintas por ter menos um analógico e dois shifts que um comando de consola.


O jogo conta, para além de 23 estádios, com cerca de 130 clubes criados com mais 60 selecções. Entre estas escolhas os clubes franceses, italianos, espanhóis e holandeses estão totalmente oficiais. De destacar a presença dos clubes portugueses Sporting CP, SL Benfica e FC Porto com os respectivos estádios recreados. De lamentar neste caso a ausência da liga portuguesa, grande novidade deste ano de PES nas consolas caseiras.
O modo Edit tem os modelos de personalização de jogadores, equipas, emblemas, chuteiras e nomes de estádios/ligas/taças. Este modo em particular vinca a grande variedade de opções de personalização que caracteriza a série desde o início.
Os comentários portugueses são uns verdadeiros protagonistas durante as partidas. Com as intervenções de Pedro Sousa e Luís Freitas Lobo cada jogada ganha outro brilho. Esta dupla funciona indiscutivelmente muito bem, com o primeiro comentador a dizer o característico e carismático “Já está!” quando marcamos e com este último a dissecar jogadas com pormenores mais técnicos.

Apesar de na mesma consola haver muito boa concorrência no género de futebol, PES 2012 na PSP é uma escolha muito mais simples e segura do que nas consolas caseiras.
O grande sabor amargo vem mesmo da sensação de que a série chegou ao seu limite na plataforma portátil e dificilmente poderá evoluir mais que isto. Não porque atingiu um patamar inultrapassável em termos de qualidade mas porque não se espera que a próxima entrega supere tecnologicamente o que já foi feito na PSP.
Por tudo isto, tem direito ao nosso:






















