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O clima foi do que mais surpreendeu em Resistance 3. Aliado a um grafismo bastante melhorado em relação à s entregas anteriores, a Insomniac conseguiu realmente transmitir uma atmosfera perfeita de uma invasão alien. A raça humana encontra-se escondida em túneis, as pessoas doentes e sem medicação, bombas a caÃrem constantemente provocam o cair de pó do tecto, uma atmosfera extremamente bem empenhada pela Insomniac que não quis mesmo falhar neste campo.
A campanha é exacta na sua duração, acelerada e excitante no seu desenvolvimento. Apesar de não ter a componente história muito desenvolvida, consegue-nos sempre puxar mais e mais a jogar sem desligar a nossa consola. A história desenrola-se quatro anos depois do final de Resistance 2. Capelli que foi expulso do comando que ocupava, isolou-se num grupo de refugiados, casou-se e teve um filho. O enredo é simples e um pouco cliché que se segue com um começo de história "forçado". O planeta está a ser tomado por uma tempestade de gelo e temperaturas muito baixas que anda a provocar doença e falta de nutrientes aos sobreviventes terrestres. Capelli depara-se com o avançar da doença do filho e a sua mulher atira-o em direcção a Nova Iorque para tentar perceber o que se passa e destruir a possÃvel torre Quimeriana que está a provocar estas temperaturas.
Resistance 3 arranca assim a sua nova história com um novo protagonista e uma viagem muito atribulada. Como já foi referido, um dos focos principais desta nova entrega é a acção que se desenrola em todas as missões que embarcamos. É o elemento que nos faz esquecer mais a história em si e focar-nos sim nas explosões, nos inimigos, nos cenários e no som à nossa volta.

A travessia até Nova Iorque, é de todo fácil. Os Estados Unidos estão completamente invadidos pelas tropas Quimerianas e todos os cenários que encontramos são de elevada pressão, o que nos obriga sempre a procurar abrigo e ao mesmo tempo a mover-nos muito rapidamente. A inteligência artificial está boa e procura sempre "fintar-nos" no cenário. Seja pelas costas ou pelos lados, nunca estamos totalmente seguros. Acontece inúmeras vezes estarmos em confronto directo com outras tropas e subitamente uma nave aterra atrás de nós com reforços e nem damos pela sua chegada, só quando estão em cima de nós.
O inicio da aventura começa com Dr. Malikov a nosso lado, partimos de Oklahoma na busca de respostas sobre todo este clima e na tentativa de destruir o que seja que o está a causar.
Resistance 3 apresenta um novo sistema de melhoramento de armas, sendo que cada arma pode evoluir até nÃvel 3. Estas evoluções nas armas acabam por ser fundamentais no desenrolar do jogo. Primeiro porque nos obriga a jogar com praticamente todas as armas se queremos estar sempre prontos ao máximo para todos os momentos do jogo, segundo porque as nossas armas favoritas começam a ganhar Ãmpeto mais cedo, e com elas conseguimos destruir as tropas adversárias mais rapidamente. Com esta evolução de armas surgem novos tipos de ataques secundários e mais dano causado.

Para além do novo sistema de evolução de armas, Resistance 3 também mudou outro aspecto em relação aos FPS dos dias de hoje. A nossa bela vida não se regenera apenas ao nos escondermos o que provoca sempre imensa tensão no jogo e nos obriga a jogar ainda melhor. Para recuperarmos a nossa vida vamos ter que procurar pacotes de vida que os nossos inimigos largam, ou que estão espalhados ao longo do cenário. Na minha opinião, é um aspecto que fica bem em Resistance 3. Sendo um jogo que nos mete na pele de um Resistente, é um acelerar no coração quando temos 20 tropas a disparar contra nós e temos que fazer um sprint para atravessar uma casa enquanto nos desviamos o máximo possÃvel das balas adversárias para alcançar aquele pacote de vida em cima da bancada. Acreditem, enquanto se joga, é uma sensação muito boa!

Não vamos entrar em pormenores em relação às armas que temos ao nosso dispor, isso quebra bastante um dos aspectos principais de Resistance 3, a exploração do arsenal. Apenas podemos dizer que algumas continuam as mesmas dos anteriores, e a diversão que é brincar com cada uma mantém-se. A Insomniac conseguiu ainda pensar numas armas novas que conseguem encaixar perfeitamente no lote anterior, mantendo a originalidade, diversidade e estilo único que sempre conseguiram atingir.
Fica também um ponto positivo à Insomniac e à Sony pelo grande trabalho que fizeram na dobagem das vozes em Resistance 3. Mesmo com o diálogo em Português a acção não quebra e os actores conseguiram vestir a pele dos personagens com grande naturalidade. Nem as asneiras ficaram de parte.
No que toca ao sistema multijogador, podem sempre embarcar no modo campanha com um modo cooperativo local, jogarem com um amigo através de duas PS3 não será possÃvel nesta entrega de Resistance.
Para além do modo campanha para dar uso ao multijogador, temos sempre o multijogador online, com um sistema de nÃveis fácil e rápido de subir, muita diversão, habilidades desbloqueadas e vários modos de jogo ao nosso dispor, dentro dos clássicos Capture the flag, Deathmatch e Team Deathmatch e os modos de jogo mais ao género Resistance: Chain Reaction e Breach.

Resistance 3 é um excelente trabalho realizado pela Insomniac que continua sem saber falhar, um FPS simples, sólido, fácil de jogar e acima de tudo divertido. Não é um FPS revolucionário dentro do género mas conseguiu pegar no que já tinha e sem inventar muito, fazer uma fórmula composta e de sucesso que consegue proporcionar assim aos fãs muitas horas de vÃcio e ainda trazer novos aderentes a conhecerem este e os jogos anteriores.
Nova Iorque é libertada em:
