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Análise - Call of Duty: World at War

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Call of Duty 4: Modern Warfare foi um marco no mundo dos videojogos. Produzido pela Infinity Ward e sendo um dos melhores FPS's e jogos de todos os tempos, a Treyarch tinha agora a responsabilidade de não descer a fasquia e satisfazer de igual modo os fãs da série Call of Duty.

E voltamos à segunda guerra mundial …

Como já devem saber, o cenário escolhido para CoD:WaW foi a segunda guerra mundial. A Treyarch não dispensou o motor de jogo de CoD: Modern Warfare, e produziu um jogo com “muitas pequenas diferenças”, se é que me entendem.
Desde a STG-44 até à conhecida MP40, o lote de armas de CoD:WaW é composto por 22 armas, tendo sido o conhecido lança-chamas introduzido no jogo. Seguindo a mesma ideia de CoD: Modern Warfare, CoD:WaW permite-nos criar 5 classes de armas à nossa vontade e gosto. Os perk's são 33 no seu todo. Podemos usá-los com qualquer arma em qualquer mapa ou em qualquer modo de jogo! Os perk's conseguem influenciar de tal forma o disparo de uma arma, que por vezes, basta-nos um tiro para eliminar o adversário. Temos o famoso Stopping Power que consegue retirar mais nível de vida ao inimigo; o Sleight of Hand que consegue que o jogador poupe tempo no carregamento da sua arma, fazendo-o assim em pouco mais de 2 segundos; ou então, o Bandolier, que nos dá um maior número de balas.

 



“Campanha curta é um dos defeitos”

Depois de Call of Duty 4: Modern Warfare ter recebido várias críticas por ter uma campanha muito curta, a Treyarch foi pelo mesmo caminho. Chegam cerca de 6 horas para ter a mesma passada a 100%, o que não retira de todo a sua qualidade.
Num total de 13 missões, a campanha de CoD: WaW apresenta um nível de violência bastante elevado. Começamos num dos mapas do multiplayer, o Makin, em que vemos com bons olhos o nosso companheiro a ser morto com um profundo golpe no pescoço.
Ao longo da campanha passamos por muitos dos mapas do multiplayer, o já referido em cima, Makin, o Courtyard, o Downfall e por fim temos uma passagem pelo OutSkirts.
De realçar uma missão neste novo jogo, de nome “Vendetta” que nos leva atrás no tempo e nos faz relembrar uma missão marcante em Call of Duty: Modern Warfare: All Ghillied Up, em que encaramos o papel de um Sniper em Chernobyl.
Como já foi dito em cima, ao longo de toda a campanha, a “dose” de violência é visível. Vemos companheiros a morrer, assisti-mos a verdadeiras torturas e até mesmo a violência com que os nossos inimigos são eliminados é “assustadora”.
Os nossos “combates” durante o single-player realizam-se em diversos cenários:  em campos de guerra abertos, na selva ou até mesmo em edifícios completamente destruídos por artilharia.

 


Um dos grandes segredos da campanha de CoD:WaW encontra-se na segunda missão: Little Resistance. Ao chegar-mos ao território inimigo, deparamo-nos com um género de “praia”. Logo no inicio do local, temos quatro covas na terra. Temos de passar por dentro delas, com uma ordem da direita para a esquerda. Quando chega-mos à 4º cova, o ecrã começa de imediato a estremecer e surgem debaixo da Terra quatro estátuas em forma de leão, contendo um arma futurística cada estátua. Brilhante não?

A maior novidade no single-player, foi sem dúvida a implementação do co-op para 4 jogadores. Podemos passar a campanha, procurando adversários, e tentar acaba-la com o maior número de pontos possíveis ou simplesmente podemos passa-la com 3 amigos, sem pontos nem outros bónus.
As dificuldades que se encontram disponíveis são: Recruit, Regular, Hardened e Veteran, tendo este último uma dificuldade bastante elevada, só conseguindo ser passada “à primeira vez” se o jogador já tiver alguma experiência de jogo.

 


Kill the Zombies !


Outra grande novidade, é o modo Nacht der Untoten que em português tem o significado de A Noite dos Mortos-vivos, mais conhecido por modo Zombies. Mas não esperem poderem joga-lo quando adquirirem o jogo. É que este modo apenas se desbloqueia depois de se completar a campanha a 100%.

O modo Zombies pode ser jogado sozinho ou com mais 3 amigos. No mesmo, temos o objectivo de eliminar o maior número de Zombies possíveis sem morrer. Todo este modo se desenrola dentro de uma casa. Ao início temos disponíveis 500 créditos para comprar armas, estando as mesmas disponíveis para compra nas paredes desse local. O maior objectivo é não deixa-los entrar, tentando assim mata-los fora da casa, ganhando pontos, que se transformam em créditos, por cada morte.
À medida que vamos subindo de nível, um maior número de zombies invadem a casa. Chegada a uma determinada altura, teremos de abrir outra secção da casa para conseguir-mos sobreviver. Para isso, teremos de gastar alguns dos nossos créditos. A casa está dividida em 3 secções, estando numa deles um género de caixa mágica, que nos dá uma arma aleatoriamente (custando 900 créditos cada).
Um modo extremamente viciante!
 

 

Grafismo e Sons...


No campo do grafismo, houve um evolução notória em relação ao jogo anterior. Em certos mapas, tanto no multiplayer como durante a campanha, deparamo-nos com vistas que nos deixam fascinados por completo. Poucas falhas se registam neste campo.
Em relação ao som, afirmo sem dúvida que é dos pontos mais fortes do jogo. Os efeitos sonoros são fenomenais em vários casos, tanto nas explosões que caracterizam o cenário do jogo como nos próprios disparos das armas.

Call of Duty: World at War é sem dúvida um jogo obrigatório para quem gosta de verdadeira acção. Ao inicio houve um pouco de receio por a produtora ter mudado, mas neste produto final, verificou-se um trabalho espectacular com o principal objectivo concretizado: satisfazer os verdadeiros fãs da série Call of Duty. Um verdadeiro FPS!

Classificação: 9/10 – Recomendado!
 
versão testada: Xbox 360




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