gototopgototop
Encontra-se aqui: Home | Análises | Playstation |

TAKEitGAME - Portal Português de Videojogos

Análise: Rogue Warrior

Partilhar

headerroguewarrior

Durante o último ano nós, jogadores, fomos abençoados por uma série de excelentes shooters. Desde Halo: ODST a Killzone 2, passando por Borderlands e Modern Warfare 2, todos de qualidade inegável e que, como seria de esperar, nos fizeram ficar agarrados durante horas aos comandos das nossas consolas ou PC.

Seria de esperar, igualmente, que qualquer shooter que fosse lançado procurasse alcançar a qualidade atingida pelos títulos referidos mas Rogue Warrior, produzido pela Rebellion, está muito aquém.

Em Rogue Warrior tomamos controlo de ‘Demo’ Dick Marcinko, baseado no militar com o mesmo nome que fundou a SEAL Team Six, em plena Guerra Fria. A história é curta e esquecível. Infiltrando-se na Coreia do Norte com uma equipa de três operacionais, Marcinko cedo assiste à morte dos seus dois colegas e, como consequência, tem de fazer o resto do trabalho sozinho.

 

alt

Ao longo de pouco mais de três horas cumpriremos vários objectivos quer na Coreia do Norte, onde a aventura começa, quer na Rússia, tendo com função principal o desarmamento de ogivas nucleares que esses dois países possuem. Mas, a não ser que não gostem mesmo de ogivas nucleares, não há grande interesse na história.

A voz de Dick Marcinko está a cargo do actor Mikey Rourke e é precisamente aqui que começam os problema de Rogue Warrior. A quantidade de ‘fucks’, ‘fucking’, ‘motherfucker’ e outras variações da ‘f word’ é verdadeiramente enorme. É díficil passar uma frase pela boca de Marcinko sem que contenha uma palavra dessa categoria ou um insulto aos inimigos contra quem nós combatemos. Não estou a dizer que, numa guerra, essas palavras são censuráveis, mas como jogadores sentados no nosso sofá, a audição repetida destes termos é uma má experiência. Mesmo que não percebamos inglês, a voz de Rourke é arrastada, o que não torna o lado sonoro do jogo muito excitante.

 

Quando passamos para o lado visual de Rogue Warrior iremos ficar novamente desiludidos. Exceptuando Dick Marcinko e os seus dois colegas iniciais, o detalhe das personagens é genérico e limitado, fazendo com que os nossos inimigos pareçam todos iguais. A framerate do jogo é desapontante, estando longe do que outros títulos para as consolas desta geração oferecem.

Mas o que interessa, num jogo como este, é o controlo que temos sobre a nossa personagem e o gameplay. Em Rogue Warrior existe uma mecânica que traz valor. Falo dos ‘kill moves’ que podemos executar quando estamos próximos dos nossos inimigos. Embora seja possível que se tornem repetitivos no longo prazo, é sem dúvida uma boa adição ao jogo, proporcionando um elemento furtivo e um forma de eliminar alvos de forma rápida e silenciosa, normalmente recorrendo ao uso de uma faca.

alt

Ao pegarmos na nossa arma, porém, temos nova desilusão. Os inimigos parecem aguentar com mais balas disparadas por nós do que seria natural e, quando apontamos pela mira, a arma ocupa tanto espaço no ecrã que chega a ser difícil ver se estamos a apontar direito ou não. Quando estamos em posição ‘cover’, no entanto, o jogo melhora um pouco, sendo que controlamos Marcinko na terceira pessoa. Durante estes segmentos não consegui deixar de pensar em como Rogue Warrior poderia ter melhor qualidade se toda a acção fosse passada na terceira pessoa.

A inteligência artificial dos nossos inimigos é limitada. Soldados esconder-se-ão atrás de alguns objectos, é certo, mas ficam lá mesmo que estejam a ser atingidos pelas nossas balas. Também não há qualquer tentativa de nos flanquear, o que nos permite ficar no mesmo sítio durante bastante tempo sem qualquer risco. Os inimigos que devemos eliminar com os nossos kill moves parecem estar expressamente delineados uma vez que é frequente esses estarem de costas para nós e não se virarem nem que façamos barulhos a caminhar ou que outro seu colega grite por, curiosamente, estar a ser esfaqueado por nós.

Rogue Warrior tem multiplayer que permite até 8 jogadores em simultâneo ao longo de 2 modos diferentes: Deathmatch e Team Deathmatch. Não há grandes diferenças entre este modo e o resto do jogo mas, positivamente, na componente online os nossos inimigos parecem morrer com menos balas do que no modo single-player, o que sempre dá algum realismo.

alt

Em suma Rogue Warrior é um título que fica aquém do que seria de esperar de um jogo para Playstation 3, Xbox 360 ou PC. Não é de qualidade, mas os kill moves podem ser considerados uma ajuda, numa experiência que podia ser muito mais agradável.

alt

 

Comentar


Código de segurança
Actualizar

Outras Análises

  • 1
  • 2
  • 3

Análise: Battlefield 3

Análise: Battlefield 3

    Battlefield 3 apresenta um campo de batalha diferente dos que estamos habituados, criado pela DICE, estúdio de sucesso e que conseguiu mais uma vez um lançamento que espelha a sua dedicação a uma série que não consegue desiludir.

kaDen 20 Dez

Análise: Uncharted 3: Drake's Deception

Análise: Uncharted 3: Drake's Deception

A Naughty Dog volta a pregar-nos das suas com o regresso de Nathan Drake à nossa Playstation 3. Uma sequela que não consegue desiludir de forma alguma, pelo contrário. A fórmula é a mesma mas foram adicionadas mais umas reviravoltas, umas explosões e uns puzzles à sua mistura.

kaDen 13 Dez

Análise: COD: Modern Warfare 3

Análise: COD: Modern Warfare 3

O FPS recordista da Activision que estabelece por si só uma definição de mainstream vincada pelo elevado número de vendas da série está de regresso. Temperado com bastante controvérsia, MW3 apresenta-se com uma enorme ambição de continuar a dominar o mercado e continuar a erguer uma ...

0taku 01 Dez

Análise: Kinectimals: Now with Bears

Análise: Kinectimals: Now with Bears

Kinectimals: Now with Bears apresenta-nos novas aventuras com novos animais, em relação ao seu primeiro título. Como o subtítulo indica as novas crias adicionadas ao jogo são os ursos. Criaturas pequenas e fofas que iremos adotar, ensinar e completar desafios que nos levarão ao desvendar do mistério das ilhas desconhecidas...

Shadow_leo 30 Nov

Análise: Disney Universe

Análise: Disney Universe

A mais recente entrega da Disney Interactive Studios vem juntar algumas das personagens e mundos mais famosos dos filmes Disney e da Disney Pixar num jogo extravagante onde a ação e o humor se fundem para nos proporcionarem um divertimento sustentado e já característico da produtora. ...

0taku 23 Nov

Análise: Gunstringer

Análise: Gunstringer

Criado pela Twisted Pixel Games, The Gunstringer, vem mostrar que o estúdio não sabe apenas desenvolver jogos arcade, mas também sabe trabalhar com o dispositivo de deteção de movimentos da Xbox 360, Kinect. Mas como saber fazer e fazer bem são coisas diferentes, será que a Twisted Pixel conseguiu colocar...

Shadow_leo 21 Nov

Análise: Pro Evolution Soccer 2012 PSP

Análise: Pro Evolution Soccer 2012 PSP

A edição deste ano de Pro Evolution Soccer chega à PSP com o objectivo de levar o futebol característico da Konami aos jogadores a todo o lado com a consola portátil. Existem obvias diferenças entre esta versão e as de Xbox360/PS3. Mas serão elas negativas ou positivas para uma experiência...

0taku 20 Nov

Análise: Halo: Combat Evolved Anniversary

Análise: Halo: Combat Evolved Anniversary

Há 10 anos atrás saiu, das "mãos" de uma produtora desconhecida de nome Bungie, o primeiro jogo da franquia Halo na América, Halo: Combat Evolved provocou uma revolução no género FPS e na Xbox, tornando-a uma consola desejada por muito jogadores. A franquia Halo tem dado muito aos jogadores durante...

Shadow_leo 17 Nov

Análise: Pro Evolution Soccer 2012

Análise: Pro Evolution Soccer 2012

Depois de já ter estado no top, em 2000, PES procura novamente recuperar o seu trono e mostrar que ainda tem muito para dar aos seus fãs com PES 2012. Mas para isso acontecer terá que existir modificações significativas para pelo menos ganhar algum terreno em relação ao seu mais...

Shadow_leo 14 Nov

Análise: Rage

Análise: Rage

A Bethesda Softworks traz-nos um jogo ambicioso que pretende lutar contra uma concorrência feroz numa altura do ano complicada para novos IPs. Esta altura é usualmente utilizada para o lançamento de muitas sequelas de títulos com reputação criada o que dificulta a afirmação de jogos ...

0taku 13 Nov

Análise: Forza Motorsport 4

Análise: Forza Motorsport 4

A Turn 10 continua a mostrar as suas capacidades no que toca a jogos de corridas automóveis, Forza Motorsport é a sua franquia que tem vindo a evoluir de ano para ano, mas será que a evolução de Forza 4 foi notória em relação ao seu antecessor? Melhorias é obvio...

0taku 08 Nov

Análise: Phineas e Ferb: Across the 2nd Dimension

Análise: Phineas e Ferb: Across the 2nd Dimension

Depois de já ter saído na Wii e DS, foi a vez da Playstation 3 receber esta adaptação do mais recente filme da dupla Phineas e Ferb. Phineas e Ferb: Across the 2nd Dimension é a primeira abordagem dos desenhos animados às consolas e apesar do bom sucesso na Wii...

kaDen 20 Out

Análise: FIFA 12

Análise: FIFA 12

Mais um ano e FIFA trava mais uma batalha pelo trono de melhor simulador de futebol com o motor de jogo distinto, licenças oficiais e modo online coeso como principais trunfos. São aspectos positivos que caracterizam a série da EA desde 2008 mas será que este 12 continua com uma...

Shadow_leo 19 Out

Análise: God of War Classics HD Collection Volume 2

Análise: God of War Classics HD Collection Volume 2

O senhor da guerra, Kratos, está de volta em forma remasterizada em HD e 3D, directamente da portátil da Sony PSP para o grande ecrã da PS3. A mais recente colecção HD a chegar à PS3 traz-nos os dois títulos que saíram na PSP e que na altura tanto furor...

kaDen 18 Out

Análise: Ico/Shadow of the Colossus

Análise: Ico/Shadow of the Colossus

Dois dos jogos mais singulares e criticamente aclamados da Playstation 2 chegam agora à consola sucessora entrando na actual geração com as suas versões remasterizadas em HD e 3D. O que podem trazer estes dois clássicos de aventura ao lote de jogos disponíveis de hoje? Apesar de serem dois jogos do...

Shadow_leo 17 Out

Análise: Warhammer 40 000: Space Marine

Análise: Warhammer 40 000: Space Marine

Desenvolvido pela Relic, Warhammer 40 000: Space Marine apresenta-se como um TPS pela primeira vez na franquia, onde controlamos Tito, o capitão de uma classe de soldados de elite denominados Ultramarines. Tito e os seus soldados foram destacados para lutar contra os Orks que invadiram o Imperial Forge World, a...

Shadow_leo 17 Out

Análise: Bodycount

Análise: Bodycount

Nos tempos em que nos encontramos, a aparição de um novo shooter pode ser por um lado bom, no que toca às novas características que ele pode trazer, e mau, se não trouxer nada de novo ou se o novo conteúdo para o género não se coloca ao nível dos...

Shadow_leo 16 Out

Análise: Resistance 3

Análise: Resistance 3

O clima foi do que mais surpreendeu em Resistance 3. Aliado a um grafismo bastante melhorado em relação às entregas anteriores, a Insomniac conseguiu realmente transmitir uma atmosfera perfeita de uma invasão alien. A raça humana encontra-se escondida em túneis, as pessoas doentes e sem medicação, bombas a caírem constantemente...

kaDen 05 Out

Notícias



Análise

ico
Shadow of the Colossus
& ICO

"Dois dos jogos mais singulares e criticamente aclamados da Playstation 2 chegam agora à consola sucessora entrando na actual geração com as suas versões remasterizadas em HD e 3D."

Análise

fifa12
FIFA 12
"FIFA 12 continua a série de evolução gradual que embora pareça subtil, é significativa. Tem uma linha bem definida de desenvolvimento constante que é positiva e animadora para as versões futuras."

Análise

gow
God of War Classics
HD Collection Vol2
"Quem tenha tido o enorme prazer de desfrutar GoW III mas não possua uma PS2 ou PSP para poder acompanhar a história na sua totalidade, vê agora os seus desejos concretizados"

No Fórum...