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Análise - Nba 2k9

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Ao longo dos últimos anos, e com a entrada na nova geração de consolas (Xbox 360 e PS3, Wii fica de fora neste caso particular), a série de basquetebol 2K tem-se vindo a revelar como o melhor simulador disponível no mercado. A fórmula para o sucesso parece ter sido encontrada de imediato em Nba 2k6 para a X360, e desde então cada novo jogo tem sido uma espécie de evolução das mecânicas do anterior. A expectativa para este 2k9 era que a série seguisse o mesmo rumo, e o que se pedia principalmente era que os erros mais graves fossem corrigidos e as mecânicas menos desenvolvidas aprimoradas.

 

Uma apresentação mais bela e profunda?

Assim que ligamos a consola e iniciamos o jogo, notamos rapidamente a mudança na apresentação dos menus. Estes estão agora mais simples, e com um design muito mais moderno e atractivo, respirando muito mais basquetebol que os das edições anteriores. Esta escolha de design, no entanto, não implica mudanças na mecânica e na forma como estão dispostos e subdivididos os menus. Os estreantes vão-se habituar rapidamente e os experientes não vão ter problemas em encontrar tudo aquilo que procuram.

Neste novo capítulo da série 2k, não há qualquer modo de jogo que seja uma novidade. O que se destaca neste campo é mesmo o facto da maioria das opções continuarem praticamente inalteradas, especialmente no que toca ao espaço “Nba Blacktop”. Aqui voltamos a encontrar a opção de participar em jogos de rua, concurso de afundanços, e até mesmo um concurso de lançamentos. É sinceramente com muito desagrado que ao entrar num concurso de afundanços verifico que a estrutura é exactamente igual, os props (acessórios) que podemos usar são os mesmos, e os afundanços disponíveis, à excepção de um ou outro, foram copiados do ano passado. Quanto ao concurso de triplos, mantém-se igual, mas não que isso seja necessariamente um ponto negativo… esta opção já se encontrava a um nível elevado no ano passado, embora haja necessidade de renovar o ambiente em que se insere (o campo de jogos parece o mesmo, por exemplo).

 



Obrigado por fazeres parte do meu poster, Grant Hill!
 

Se no espaço dedicado ao Nba Blacktop não há novidades, é por outro lado no modo principal deste jogo, o Association, que se encontram as diferenças mais significativas, naquilo a que os produtores chamam de Association 2.0. Este título é algo exagerado, sendo que a mecânica continua a ser a mesma… escolher uma equipa, e levá-la ao estrelato o longo dos anos, podendo agora escolher que papel queremos tomar: se o de um simples treinador responsável apenas por comandar a equipa, ou se por outro lado nos queremos envolver nas negociações de contratos e transferências. A apresentação de toda a liga está agora centrada no menu “Nba.com”, que contém os mais recentes resultados - apresentados num painel de notícias em tudo semelhante ao de um FM ou CM -, as estatísticas dos jogadores, as classificações, etc. O Sim Central, no qual podemos ver o calendário e aceder aos diversos jogos que temos marcados contínua também presente.

“Lebron James cut’s to the hole and finishes it strong inside!”

A jogabilidade continua praticamente inalterada, sendo em tudo idêntica e semelhante à do jogo anterior. Mais uma vez, os veteranos vão-se sentir em casa, e os novatos não terão problemas em habituar-se, graças ao tutorial presente nesta edição.

Em Nba 2k9, continuamos a poder aceder a um determinado número de “pop-ups” em tempo real, que nos permitem fazer substituições, definir as defesas de cada jogador e as jogadas que queremos executar. Convém mencionar que este ano, todas as jogadas já têm de vir estudadas dos treinos, pois ao contrário das edições anteriores, não há indicações no meio do jogo sobre para onde passar a bola ou movimentar os nossos jogadores.

 



Chris Paul é o melhor base, e um dos melhores jogadores do jogo.
 

A maior e mais influente novidade a nível da jogabilidade neste jogo é sem dúvida a movimentação dos jogadores. Estes estão agora muito mais móveis, e já não se limitam a fazer os habituais “screens” e bloqueios. É frequente vermos os postes a tentarem ganhar posição por si mesmo, os jogadores a reocupar posições no perímetro que estão vagas, e a cortarem na direcção do cesto.

“Right now, Howard is just unstoppable inside!”

De resto, as mecânicas habituais continuam todas presentes. O sistema de dribles “isomotion” que se centra na utilização dos gatilhos e do analógico esquerdo contínua praticamente inalterado, os lançamentos e afundanços contínuam centrados no uso do botão X (quadrado na Playstation) para os jogadores mais “básicos”, e no analógico direito para aqueles que pretendem tirar máximo partido das opções que o jogo nos proporciona. Aqui a novidade está no “Shot stick advance”, uma opção que, durante a execução de um afundanço ou lançamento na passada, nos permite modificar o lançamento de forma a evitar um desarme de lançamento, consoante o lado para o qual direccionarmos o nosso analógico. O jogo interior ganhou agora novas animações, no entanto, se formos a comparar todas as opções disponíveis para levarmos o nosso poste a fazer cesto com as da edição anterior, não há praticamente alterações. É de registar no entanto que, nesta edição, os melhores “big mens” da Nba estão definitivamente imparáveis. Coloquem a bola em Amaré Stoudemeire ou Dwight Howard, e o mais certo é acabarem por afundar a bola no cesto. Contínua também a não se perceber como jogadores de 120 quilos conseguem meter um drible para o cesto de forma tão rápida como alguns jogadores mais leves e que jogam em posições exteriores.
 



Stoudemeire é um dos jogadores mais dominantes do jogo.


“Get that stuff out of here!”

A nível defensivo as alterações em relação a Nba 2k8 são praticamente inexistentes. Os nossos companheiros continuam a ter uma inteligência artificial um pouco fraca neste aspecto, e não parecem ser capazes de fechar um caminho para o cesto ou posicionarem-se de forma a ganhar uma falta ofensiva. Quando chamamos por uma “double-team” o tempo que estes demoram a socorrer o primeiro defensor chega a ser desesperante, o que torna praticamente impossível o uso de uma pressão a campo inteiro eficaz. Um grande destaque desta edição vai para os desarmes de lançamento, que estão agora mais realistas e bem mais interessantes de se observar. Em alguns casos, somos capaz de ver bolas a embater com muita força na tabela, ou outras que simplesmente são atiradas para o meio do campo ou para a primeira fila das bancadas.

Um nível visual brilhante, mas um nível áudio desapontante.

Uma das maiores evoluções presentes em Nba 2k9 está no detalhe visual do jogo. Os jogadores estão agora muito mais bonitos do que nas edições anteriores, embora os pavilhões e os restantes ambientes continuem praticamente iguais. Esqueçam as caras de extra-terrestre de Steve Nash ou Kevin Garnett nos jogos anteriores, porque os jogadores foram totalmente remodelados. A detecção da colisão está também melhor, mas sem afectar muito a jogabilidade.

A nível sonoro é que o jogo se encontra um pouco abaixo do esperado. Embora os sons ambientes e a banda sonora continuem a ser um luxo, os comentários continuam a parecer algo forçados, e pior de tudo, são praticamente todos iguais aos do ano passado, salvo uma ou outra excepção. Sem dúvida um elemento a precisar de uma renovação.

 



Iverson já não joga nos Nuggets. Nada que os Living Rosters não resolvam!
 

Antes de concluir, referir que os utilizadores do Live e da Psn podem desfrutar de uma excelente novidade este ano: os Living Rosters. Esta feature tem a função de todas as semanas actualizar os plantéis consoante as transferências que acontecem na realidade. Assim os vossos plantéis nunca se vão desactualizar!

Conclusão:

Embora tenha melhorado a minha opinião ao longo dos dias que fui jogando este Nba 2k9, contínuo a achar que o jogo este ano não evoluí na melhor direcção. Sem duvida que os novos menus e design são bem-vindos, a nova association também, e a remodelação dos jogadores acaba por ser a cereja no topo do bolo no aspecto da apresentação, no qual só os comentários estão no lado negativo. Por outro lado, o jogo contínua com problemas a nível da inteligência artificial, do sistema de colisão e noutros aspectos que já remontam ao primeiro jogo da série na presente geração de consolas. Fico então à espera que estes aspectos sofram uma modificação aquando chegar o próximo Nba 2k. Até lá, Nba 2k9 é sem dúvida um jogo recomendado a todos os fãs de basquetebol!

Classificação: 8/10 - Recomendado!


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