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Análise: Little Big Planet [PSP]

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Little Big Planet fez grande sucesso como exclusivo da Playstation 3. Permitiu aos jogadores criarem os seus próprios níveis de plataformas e partilhá-los com o resto do Mundo. Resultado: várias ‘pérolas’ podiam ser encontradas por entre as criações da comunidade Little Big Planet o que, indiscutivelmente, aumentou o valor do videojogo como exclusivo.

Agora é a vez da Playstation Portátil mostrar de que é capaz com a chegada de Little Big Planet à irmã mais nova da PS3. Comparações são inevitáveis, mas será que são positivas?

O jogo divide-se, tal como o seu antecessor, em três secções principais: a ‘minha lua’, ‘lua da comunidade’ e ‘níveis de estória’, onde o nosso Sackboy se irá aventurar. Comecemos pelo princípio.

Na ‘minha lua’ podemos criar os nossos próprios níveis. E, sem rodeios, é esse o grande atractivo do jogo, tal como o foi quando Little Big Planet foi lançado para a Playstation 3. Podemos dar asas à imaginação e fazer... bem... o que desejarmos. O criador do jogo é bastante completo, possibilitando-nos desenhar obstáculos simples (não nos esqueçamos que Little Big Planet é um jogo de plataformas) ou alguns mais complexos, como é exemplo de obstáculos em movimento ou manivelas. Se têm níveis desenhados nas costas dos vossos cadernos ou se sonham com aquele nível que teriam incluído no Super Mario se dependesse de vocês, não pensem mais! Podem fazê-lo agora em Little Big Planet.

little_big_planet_1

Este modo criador é complexo de início, e os tutoriais parecem nunca mais acabar, o que pode afastar alguns jogadores. Se se mantiverem firmes, no entanto, aprenderão a criar os vossos níveis, o que traz grande satisfação. No entanto, irão notar uma falha em Little Big Planet. Se no jogo da Playstation 3 podiam mover o Sackboy em três planos diferentes, neste novo jogo irão estar restringidos a dois. Não é uma perda importante, mas faz diferença.

Os ‘níveis de estória’ funcionam como um aperitivo para o modo de criação. É constituído por vários níveis de origem onde iremos guiar o nosso Sackboy que, mais uma vez, é altamente personalizável. No início de cada nível é-nos dado um conjunto de acessórios que servirão para equipar Sackboy para ele se misturar melhor com a temática do próprio nível, um gesto simpático. Ao longo da aventura coleccionaremos várias bolhas que, na sua maioria, dão-nos pontos mas, também por vezes, nos dão autocolantes ou equipamentos para usarmos no modo criação. E é esse desejo de ‘ter mais para usar’ que nos leva a passar algumas horas com os níveis de estória.

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Por vezes teremos alguma dificuldade em mantermo-nos nesse espírito, no entanto. O controlo do Sackboy nem sempre é perfeito. Parece haver um pequeno atraso nos momentos em que mandamos a nossa personagem saltar. Num jogo de plataformas este ponto é crucial, e o momento em que carregamos no botão de salto devia ser o momento em que Sackboy, efectivamente, salta. Com alguma práctica, porém, podemos ultrapassar este problema, uma vez que as outras mecânicas (a mudança de plano automática e a possibidade de agarrar objectos com o botão R) funcionam na perfeição.  A frustração será, por vezes, também um problema. Mas qual é que é o jogo de plataformas que não nos faz isso?

Por fim, na ‘lua da comunidade’ iremos encontrar os vários níveis criados por restantes jogadores de Little Big Planet. Vários são os que nos irão deixar de boca aberta ou se, caso isso não aconteça, positivamente impressionados. É bom ver que a criativadade abunda no mundo e o jogo aproveita-se desse facto. É, ao lado do modo de criação, uma grande razão para jogar Little Big Planet. Claro que, com o número de excelentes criações, vem um número ainda maior de péssimas criações mas, felizmente, o jogo tem incluído um sistema de filtragem que permite mostrar os níveis com melhor classificação entre a comunidade. A ‘lua da comunidade’ assegura assim que Little Big Planet não se limita ao espaço que traz em disco, podendo todos os dias serem encontrados novos níveis.

Visualmente o jogo está excelente. Não tão bom como o seu irmão mais velho da Playstation 3, mas isso não seria de esperar. Há cor para onde quer que olhemos, o que é um sinal extremamente positivo, e as animações do Sackboy estão bastante boas. Podemos, até, com os botões direccionais, escolher a disposição da nossa personagem, o que dá um toque engraçado ao jogo.

little_big_planet_3

A música também é irrepreensível em Little Big Planet. Vários foram os momentos em que me vi ‘forçado’ a ligar os auriculares à Playstation Portátil. Não porque ouvia mal, nem porque a minha consola tenha um problema no sistema sonoro. Apenas quis ouvir mais e melhor e nunca me arrependi. A música dá ritmo e parece sempre enquadrar-se nos níveis, assim como todos os outros efeitos sonoros.

Concluindo, Little Big Planet para a Playstation Portátil é um título que merece a nossa atenção. A Cambridge Studios, produtora do jogo, fez um excelente trabalho e, se têm veia artística, gostam de plataformas ou de um jogo que todos os dias possa trazer um novo nível, então não deixem escapar este título!

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