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Análise: Operation Flashpoint: Dragon Rising

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Operation Flashpoint Dragon Rising (OPFDR) é um simulador militar que, apesar de alguns bugs, consegue criar todo um ambiente e um cenário de guerra bastante credíveis e realistas.

O jogo passa-se na ilha fictícia de Skira com uma área total de 220 Km2 que se podem explorar a qualquer altura, até mesmo a meio de uma missão. O jogo utiliza o motor de jogo EGO, já utilizado noutros títulos como Colin McRae Dirt, que consegue criar todo um cenário que visualmente está espectacular.

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Para nos situarmos, a acção decorre em 2011 na ilha de Skira, que desde o fim da 2ª Guerra Mundial se encontrava sob domínio russo, mas devido à crise global e à escassez de petróleo é invadida pelo Exército de Libertação da China sob comando do General Zheng que toma o seu controlo. A Rússia pede auxílio aos Estados Unidos que respondem enviando uma unidade de U.S. Marines que se encontrava a bordo do USS Iwo Jima, e assim começa o jogo…

A campanha é composta por 11 missões que vão desde eliminar posições de mísseis e depósitos de combustíveis a resgatar pilotos de helicóptero desaparecidos. Ao longo da campanha podemos contar com um arsenal de armas e veículos extenso e até pedir por suporte aéreo e morteiros. As missões desenrolam-se tanto de dia como à noite e em alguns casos começa-se a missão de noite e só se a acaba quando já é de dia, o que nos transmite uma sensação temporal bastante realista e nos obriga a ter de alterar a estratégia de combate. É que enquanto de noite temos os óculos de visão nocturna que nos permitem detectar os inimigos e contorná-los sem que eles nos vejam, de dia tal já não acontece, sendo mais difícil detectar os inimigos e eles detectam-nos com a mesma facilidade que nós a eles.

Outra característica importante deste jogo é o facto de termos de planear bem os nossos ataques, por exemplo, dando ordens aos nossos colegas de equipa para não dispararem assim que vêem um inimigo ou para atacarem pelos flancos. Há muitas maneiras de atingir o mesmo objectivo, o que garante uma maior durabilidade de jogo. Este planeamento deve ser bem efectuado pois uma simples bala pode matar-nos ou ferir gravemente um colega nosso. Um aspecto importante é o facto de que quando somos alvejados termos de colocar ligaduras para impedir a hemorragia, e mesmo depois de colocadas as ligaduras ficamos com o membro atingido lesionado, impedindo-nos de correr no caso de uma perna ou de ter tanta precisão no caso de um braço. Desta forma torna-se necessário tentar proteger o médico.

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O sistema de ordens também foi bem conseguido, bastando apenas pressionar um botão para aparecer de imediato um menú bastante simples com as diversas ordens que podem ser dadas em pleno combate ou no mapa da ilha para melhor planear os nossos ataques. O simples facto de trocar de arma tem de ser efectuado com cuidado pois, ao contrário de outros FPS em que simplesmente desaparece uma e aparece a outra nas nossas mãos, neste titulo tal não acontece. Por exemplo, ao trocar para uma arma anti-tanque o jogador demora alguns segundos, que podem ser a diferença entre a vida e a morte se não estivermos bem protegidos.

Este título consegue recriar com alguma sensibilidade os movimentos do jogador e todo um ambiente de guerra de uma forma espectacular, mas infelizmente tem alguns bugs, principalmente ao nível da IA dos nossos colegas, que conseguem tornar o jogo um pouco frustrante ao ponto de tentarmos completar as missões sozinhos sem a ajuda dos nossos colegas de grupo, pois parece que eles só lá estão para atrapalhar! Não são raras as vezes em que ordenamos ao médico que cure um colega de grupo e que este comece a passear pelo cenário com o médico atrás dele a tentar-lhe dar uma injecção (pois todos os ferimentos são curados com uma injecção!) É também bastante frequente quando estamos em pleno combate que os nossos colegas se coloquem à frente da nossa linha de fogo, ou que quando lhes damos uma ordem como proteger-se atrás de um muro, eles se coloquem à frente do muro, ficando sob fogo inimigo.

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Apesar da vasta diversidade de armas e de veículos acabamos por ficar um pouco desiludidos dado que ao longo da campanha praticamente só precisamos de andar de HUMVEE e só na primeira missão, se quisermos fazer as missões secundárias, é que podemos pilotar um helicóptero que se encontra escondido à beira-mar. As armas acabam por parecer sempre as mesmas mas com ou sem alguns extras como miras ópticas ou térmicas, e apesar de podermos aceder ao nosso equipamento e à nossa equipa antes de cada missão, não podemos alterar nada nem escolher as armas ou equipamento que pretendemos. Os interiores dos veículos também deixam um pouco a desejar sendo praticamente impossível olhar para os lados quando vamos a conduzir. Quanto à física dos edifícios também não foi muito aperfeiçoada, pois quando destruímos um edifício ele simplesmente aparece destruído.

A versão para a Xbox 360 e PS3 não possui um editor de missões o que é uma pena pois poderia aumentar largamente a longevidade do jogo, permitindo criar as nossas próprias missões e partilhá-las via Internet.

A componente multiplayer é bastante apelativa e é capaz de ser um dos pontos fortes deste título pois permite juntarem-se 4 colegas em modo cooperativo e percorrer as missões da campanha. Além do modo cooperativo existem ainda mais dois modos de jogo. Annihilation, que é o equivalente ao Team Deathmatch, e Infiltration, que consiste em atacar ou defender determinado objectivo.

Apesar de alguns bugs Operation Flashpoint Dragon Rising é o único do género para as consolas (Xbox 360 e Playstation 3) pelo que é um título a não perder pelos amantes de simulações militares.

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