
Se é a primeira vez que lêem a palavra Katamari, provavelmente nunca tiveram contacto com nada relativo a este jogo, e sendo assim passo a explicar as regras básicas do universo, sendo que depois de as saberem muito bem estão mais do que preparados para embarcar na jornada astral que o grande rei vos propõe.
Em Katamari o vosso principal objectivo é fazer rebolar uma bola, que dotada de um “super-velcro” que se prende a tudo, vai apanhando toda a tralha que se encontra no meio que vos rodeia, de forma a criar uma uma bela bola de porcaria (em semelhança aos escaravelhos africanos que enrolam bolas de excremento maiores que eles próprios) que leva de tudo, desde comida, a animais, pessoas inclusive, e é claro que não podiam faltar as casas, prédios e outras grandes obras arquitectónicas.

Agora que já sabem o que fazer, precisam de começar a venerar o grande rei, pois em Katamari não vão sobreviver se não souberem respeitar o King of All Cosmos. Na “épica” narrativa que acompanha este título, vocês são o Prince, e a vossa razão de viver é tentar ganhar o afecto e o respeito do vosso pai. Como? Fazendo o trabalho sujo dele, usando o método acima descrito. Tudo isto seria verdade caso estivéssemos a falar de Katamari Damacy, mas estamos em Katamari Forever, e aqui serão também obrigados a aturar o RoboKing, criado à imagem e semelhança do vosso pai, o King of All Cosmos, que decidiu impressionar toda a gente dando um salto gigantesco que o pôs amnésico. Como se tudo isto não bastasse o RoboKing herdou também o maravilhoso feitio do vosso papá, e aquando um súbito ataque de loucura, apaga tudo que existe no céu, e todos os astros vão pelo ralo abaixo. Adivinhem quem vai ter de ajudar o papá e a cópia metálica do papá a por tudo como estava...
Não foi difícil de acertar, certo? Ponham os vossos katamaris a rodar, está na hora de devolver as estrelas ao céu! Peguem no vosso Dualshock e e comecem a enrolar porcaria, pois as mais de 30 missões que Katamari Forever inclui estão à vossa espera!

Como tiveram oportunidade de presenciar, o efeito Katamari provoca reacções estranhas nas pessoas, mas quem já passou pela loucura, vai concerteza saber o que é pegar no comando e colocar os dedos nos analógicos para começar a rodar a sua bola gigante de porcaria. É libertador, divertido e de enlouquecer. E podem ficar descansados, a jogabilidade, ponto forte de toda a saga Katamari, continua excelente, e as poucas coisas que foram adicionadas só vieram melhorar o que já lá havia, como por exemplo o facto de agora poderem usar as funcões do Sixaxis para fazer o katamari saltar, bastando para isso fazer um movimento brusco para cima com o comando.
O som, parte importante no “pedrado” que sempre caracterizou a série também não foi descuidado, e vão concerteza sentir o beat das baladas zen e muito indie, oriundas do Japão, e que estão presentes em mais este capitulo.
O movimento Hippie não vos agrada, ou acham que está muito fora de moda? Esperem até verem a combinação da música com os gráficos de Katamari Forever. Embora com um estilo muito cartoon, as proporções muito exageradas e bastante cúbicas juntamente com as cores terrivelmente calmas ou então muito garridas que o título oferece deixam qualquer um a achar que está na quinta dimensão, ou no que lhe preferirem chamar. Se precisarem de mais alguma coisa para chegar ao efeito pretendido, podem ainda optar por um monte de novos filtros que mudam por completo a aparência das texturas do jogo e fazem ver que a PlayStation 3 não deu apenas gráficos de alta definição ao jogo, mas tornou a coisa muito mais limpa, e com arestas bem mais limadas que a sua irmã mais velha. A verdade é que embora numa nova plataforma, as pragas que sempre seguiram a série como a descida notável de framerate, ou os pop ups inoportunos, ainda cá continuam e são o pior que se pode apontar ao jogo, graficamente.

























