
Em Jak and Daxter: A Fronteira Perdida, a história centra-se em Eco, a fonte de energia principal da série. Esta fonte tem vindo a ter a suas reservas cada vez mais escassas o que, em consequência, está a torná-las instáveis, provocando tempestades e causando dano ao planeta.
Jak e Daxter têm como missão, desta feita, conseguir encontrar Eco para perceber o que se passa e como resolver os problemas. Para os ajudar são introduzidas várias personagens, como Keira, Samos, ou Phoenix, um capitão de uma nave pirata que procura, tal como Jak, Eco.

A história é bem exposta pelas frequentes cut-scenes e personagens, com Daxter a permitir rir (ou sorrir) de vez em quando com as suas piadas.
Jak and Daxter: A Fronteira Perdida traz nova jogabilidade. Já não assistiremos a Dark Jak, devido aos problemas que existem com o Eco, mas teremos acesso a Dark Daxter. Com ele será possível percorrer pequenos níveis onde se misturam puzzles e combate de punhos.
Teremos, igualmente, secções de exploração e combate “normais”, com controlo sobre Jak que irá ganhar cada vez mais habilidades como poder saltar mais alto ou fazer nascer cristais de Eco que o ajudarão a atravessar certos níveis. Iremos ter os frequentes combates, quer contra inimigos solitários, em grupo, ou os bosses. Neste último é frequente a combinação equilibrada entre puzzles e combate, assim como a utilização dos poderes que Jak foi adquirindo, como, por exemplo, enviar um feixe de luz para o inimigo que, disparando contra esse feixe, causa uma explosão e, consequentemente, dano considerável.
Mas a mecânica mais interessante neste novo Jak and Daxter é, na minha opinião, as secções onde tomamos controlo de uma aeronave e combatemos dezenas de outras. Ao princípio parecem as nossas missões e naves parecem ser algo limitadas mas, enquanto vamos evoluindo, desbloqueamos a possibilidade de fazer corridas, destruir naves específicas ou, por outro lado, melhorar a nossa própria aeronave com novas armas, mais velocidade, entre outros.

Estas três jogabilidades diferentes trazem variedade a um jogo que, de outra forma, correria o risco de se tornar repetitivo ou frustrante.
É o exemplo das secções onde tomamos controlo de Jak, as de exploração, que rapidamente se transformam em cansativas e damos por nós a suspirar de alívio quando mudamos para Dark Daxter ou para voos na nossa nave.
Esse problema advém, principalmente, de a câmara ser, nas secções de exploração, o nosso maior inimigo. É frequente falharmos saltos porque não conseguimos ajustar a câmara, que é controlada nos botões R e L, o que nunca deveria acontecer num jogo que faz da navegação entre plataformas um dos seus focos principais. No entanto, com alguma práctica, é possível ultrapassar esses problemas.
O combate, com Jak, pode, também, tornar-se um pouco repetitivo, embora isso dependa do próprio jogador. Quero com isto dizer que é possível, por exemplo, usar o mesmo ataque básico, que lança Jak contra o inimigo com arma em punho, vezes sem conta. Mas se o jogador utilizar alguma variedade, como o uso de poderes de Jak, um ataque rotativo ou pequenos saltos seguidos de um ataque vertical, é possível contornar a monotonia do combate, não completamente, mas pelo menos adiando esse sentimento que nos faz pensar que “todos os combates são iguais”.

A secção de voo corre um risco semelhante. Embora seja bastante divertida e variada, devido a missões secundárias, é frequente durar mais do que deveria. Acontece quando abatemos naves sem conta, sempre de forma igual. Estratégias diferentes para naves diferentes seria o ideal mas, sem isso, ficamos sempre a usar a mesma mecânica de “apontar e disparar” indefinidamente. É possível, no entanto, lançar Daxter contra uma das aeronaves inimigas para que este destrua o controlo principal, mas isto acontece poucas vezes.
Contornados esses problemas ficamos com agrado quando olhamos para o ecrã. A apresentação é bastante positiva, com um cenário de cores vivas. Nem mesmo as grutas vulcânicas fogem a essa regra, ao utilizarem, inteligentemente, a cor da lava para quebrar com o cinzento das pedras. Quando voamos é possível olhar para todos os lados e encontrar um céu azul claro, ilhas verdejantes ou um oceano cristalino.
O detalhe nas personagens, assim como as suas vozes, disponíveis também em português, está bastante agradável, o que torna possível nunca nos cansarmos dos visuais ou áudio de Jak and Daxter: A Fronteira Perdida.
Em suma, Jak and Daxter: A Fronteira Perdida, traz alguma variedade que, infelizmente, peca em defeitos básicos, como o controlo da câmara. No entanto, se nunca se sentiu impedido por causa disso, será um jogo que vale a pena gastar umas horas, nem que não seja para saber o que é disparar contra aeronaves.
























Comentários
ja tenho o upgrade da imurtalidade e das muniçoes ilimitadas. Por isso mato os boss na boa lol.
EU TENHO O JOGO DEXTER E MUITO LEGAL =Dainda para mais, agora no modo heroi, está a ser brilhante! :gah: XD