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Patapon foi sem duvida um oásis de originalidade no meio da corrente de jogos para PSP que muitas produtoras utilizavam como ultimo recurso multi-plataforma afim de fazer lucro extra. A fantástica execução na mistura de ritmo e estratégia com uma base simples que qualquer jogador poderia experimentar tornou esta primeira entrega num título indispensável para qualquer possuidor de uma PSP. Mas terá a tão aguardada sequela cumprido as expectativas ou apenas reciclou a jogabilidade original?
A demanda dos patapon em chegar a Earthend ainda não tinha terminado e neste jogo vemos a tribo de heróis a navegar pelos sete mares confiantes na sua glória de guerreiros quando de repente o barco é atacado por um enorme polvo que destrói o barco e apenas alguns patapon se salvam dando à costa de uma ilha aparentemente deserta. A esperança renasce quando nós voltamos, em Patapon 2 o jogador volta a encarnar o deus eleito para ajudar os pequenos seres a terem sucesso na sua viagem, e assim nos estabelecemos naquela ilha enfrentando os perigos que ela esconde e levando a tribo a bom porto.
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Marchando em direcção à vitoria
A jogabilidade é simples, como se de um jogo de ritmo se tratasse vamos tocando ao som dos tambores, cada um dos botões funciona como um tipo de som que combinados formam marchas de guerra com significados diferentes, avançar, atacar, defender etc, ao longo do jogo vamos aprendendo estes ritmos conforme forem necessários de forma gradual e que garantem que não nos esqueçamos delas. E nem há forma de o esquecer, depois de tocarmos uma marcha temos de esperar que os patapon as entoem bem alto e no fim voltamos nós a tocar como o sentimento da moral de um exército e aquele cantar viciante no ouvido pata, pata, pata, pon.
Se conseguirmos criar uma continuação perfeita destas músicas (não pensem que basta carregar ao calhas têm realmente de entrar no ritmo) criamos assim um combo que quanto maior for mais força o nosso herói ganha podem até invocar o espírito de um guerreiro para nos ajudar, mas à primeira falha perdem a soma bónus que tinham, tendo de começar a juntar do zero novamente.
Muitos jogadores são capazes de achar o jogo algo repetitivo e é um facto que estarmos sempre a carregar na mesma combinação para que os patapon calquem mais um pouco de terreno se pode tornar monótono até que finalmente chegamos ás batalhas e a estratégia entra em cena apelando a que façamos uma boa gestão entre o atacar o inimigo e defender as nossas vidas. O início é lento e algo enfadonho mas se existir um pouco de dedicação vão notar que a simplicidade consegue ser muito divertida.

Os heróis solitários e companheiros
Ao longo da aventura vamos coleccionando variados items que podem ser conjugados na Evolution Tree para criar novas unidades e armamento militar para equipar os nosso soldados, cada uma das classes exige diferentes tipos de relíquias para evoluir e adquirir outro tipo de resistências. Arqueiros, lanceiros, cavaleiros todos têm aptidões específicas que combinadas decidem o futuro das batalhas podendo ser praticamente pormenorizados soldado a soldado, para além destas unidades típicas de qualquer exército de olho esbugalhado aqui temos uma nova unidade mascarada, o Herói. Este guerreiro sagrado carrega uma máscara que lhe concede mais força e poder que qualquer outro patapon podendo inclusive alterar a sua classe antes de qualquer missão e se tivermos mesmo a apanhar o ritmo é capaz de ataques fortíssimos que mudam facilmente o decorrer das batalhas, e não fica por aqui é a única unidade que pode voltar à vida depois de derrotado, contando que só perdemos a missão no caso do porta-estandarte sucumbir à força inimiga ter este super guerreiro do nosso lado é uma mais valia. Temos também de ter em conta as condições do clima e do terreno, se tivermos no meio da erva alta e o inimigo lançar uma flecha de fogo convém reagir rápido para não sofrer danos do incêndio até que a erva desapareça ou ter cuidado com a direcção do vento que pode afastar a caça assim que detectam no nosso cheiro.
E não é só esta campanha a solo que nos vai manter agarrados a Patapon 2, um modo cooperativo permite que até quatro jogadores colaborem entre si. Aqui cada um controla o seu herói e têm de cooperar para carregar um ovo gigante até ao final do nível e depois recolher o seu conteúdo que será entregue ao jogador que criar a sessão. Uma mais valia para estender a longevidade deste jogo.

Experiência enriquecedora
A nível visual o jogo é encantador, com cenários bastante estilizados e inspirados em traços tribais as animações fluidas e só é pena que por vezes se tornem repetitivos e parece quase que estamos a jogar “aquela parte” do nível anterior. E claro que no campo sonoro não podia estar mais viciante os ritmos entram nos ouvidos e teimam em não sair mas são bastante bons com altos e baixo pois não se pode ignorar algumas melodias irritantemente repetitivas.
Patapon 2 é sem dúvida um jogo a ter, extremamente perspicaz em todos os aspectos combinando para que tenhamos uma experiência de ritmo e estratégia num só e com alguns mini-jogos pelo meio. É como encarar a guerra com alegria de cantar e isso é algo único a Patapon 2 que mais uma vez torna-se num titulo obrigatório para qualquer possuidor de uma PSP. Único.
Comentários
É pon-pon-pata-pon-pon-pon-pon???