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Análise: Final Fantasy XIV

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Para qualquer veterano do mundo dos MMO's sabe perfeitamente duas das variantes mais importantes para subscrever a um serviço online do género. Seja pelo desejo de conhecer novos amigos e interagir com eles de várias maneiras que nunca seriam possíveis na vida real, ou pelo desejo de jogar um jogo em Final Fantasy XIV dificilmente se consegue disfrutar de ambas as variantes. Saibam porquê:
Para quem está familiarizado com o seu precedente online, Final Fantasy XI, sabe o quanto é dificil para um jogador casual se acostumar ao interface e mecânica do jogo. Mesmo aqueles que estavam mais dentro do género sentem bastantes dificuldades em perceber todos os detalhes que os levaria a viajar por um mundo tão monótono. Em Final Fantasy XIV as coisas não são tao diferentes. Se nunca jogaram um MMORPG, este jogo não é certamente para vocês.
Em Final Fantasy XIV somos lançados para o mundo de Eorzea, quinze anos após um longo e maravilhoso reinado de paz. O sabor da raiva preenche cada vez mais os inimigos que tentam dominar o mundo e cabe a guerreiros e mercenários deixados ao relento pelo estado, que trabalhem em equipa para mostrar o seu valor como compatriotas e amigos. Entre cinco raças disponíveis, podemos escolher a que mais nos agradar ou até testar futuramente uma a uma para ficarmos a conhecer um pouco mais sobre cada uma.  Após a criação do nosso personagem, e dependendo de uma das três cidades em que começamos, seremos lançados imediatamente para uma missão depois de algumas cutscenes e eventos para nos dar a conhecer um pouco mais sobre o mundo de Eorzea antes de ficarmos à mercê do nosso próprio destino.
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Em Eorzea, muitas são as quests e combates opcionais que nos aguardam ao avançar dos níveis e do enredo principal, mas mesmo assim não são o suficiente captivantes para nos chamar atenção e nos desviar deste "pálido" e monótomo mundo. Para dificultar ainda mais o desenvolvimento e evolução do personagem, o jogador é obrigado a interagir com um medíocre interface que mesmo após algumas horas de aprendizagem poderá tornar-se bastante irritante. O excesso de informação nos menus e submenus obriga o jogador a perder ainda mais tempo com o interface e menos com o próprio jogo. Para além disso, o sistema de compra/venda de itens no jogo torna-se bastante stressante com a necessidade de abrir mais do que um menu o que dessa forma, torna o sistema de Síntese torna-se ainda mais cansativo.
O sistema de classes tornou-se algo um pouco mais fluído para além de ser bastante diferente de Final Fantasy XI. O simples equipar de uma arma muda automaticamente a classe do nosso personagem. Enquanto Lancer, podemos trocar a nossa espada e equipar um arco para passarmos automaticamente a ser um Archer. Este factor promove a necessidade de um tipo de classe dependendo da situação que corremos. Entre um grupo, caso seja necessário um tank podemos sempre dar uso àquele escudo ou no caso de um healer podemos sempre usar e abusar do nosso bastão para curar-mos os membros da nossa equipa.
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Tal como em muitos dos MMOs, também existe em Final Fantasy XIV profissões opcionais, tais como Mineiros ou Alquimistas, para o desenvolvimento dos nossos atributos ou obtenção de recursos importantes . Aqui, o sistema de classes anteriormente referido também funciona da mesma maneira. Basta equiparmos uma picareta ou uma cana de pesca para rapidamente trocarmos de profissão e obter os recursos necessários para sínteses por exemplo. Isto é muito importante pois dá ao jogador um outro método de obter equipamentos e armas mais fortes. Á medida que completamos quests, também obtemos armas melhores, mas as melhores são sempre aquelas feitas por nós próprios.
O nível gráfico e de detalhes do jogo é talvez um dos maiores factores do título, se não o melhor. Com um bom computador somos surpreendidos com a dimensão e qualidade das cidades para além da renderização e detalhe gráfico dos nossos personagens. O lado negativo existe quando tentamos explorar áreas abertas e extensas, que mesmo após algumas mudanças nas definições do nível gráfico do jogo, pode sofrer alterações graves na mecânica e sistema de combate.
Fora das quests, muitas são as coisas que podemos fazer e durante processos de construção de itens necessitaremos muitas vezes de recorrer e interagir com outros jogadores. Os maiores problemas surgem quando queremos fazer quests. A quantidade de quests disponíveis para fazer é limitada e temos de esperar um determinado tempo para podermos fazer mais. Entretanto, podemos participar e ajudar os nossos amigos nas suas quests o que promove ainda mais a socialização e interacção dos jogadores. Para além disso, as quests não apresentam grande traços da história prinicpal e todas elas se baseiam na mais básica das básicas tarefas em qualquer MMO: Explorar e Matar, o que por poucas palavras dizemos: Aborrecido.
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Em suma, muitas são as opções disponíveis para aqueles que gostam de MMO's e qualquer um sabe o tempo desperdiçado neste gênero, mas Final Fantasy XIV chega ao cúmulo de se tornar incrivelmente lento e monótono para além de conter inúmeros problemas técnicos e um medíocre interface. Com o passar do tempo é provável que a Square Enix resolva estes erros e o jogo se torne mais apelativo com patches e updates. No entanto, o mundo em si é bastante interessante e muitas maravilhas podemos encontrar enquanto exploramos. A combinação de classes também promove uma flexibilidade no sistema de combate mas não chega a ser suficientemente divertido quando está submergido entre tantos menus num interface incompreensivel e cheio de informação desnecessária.

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