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Análise: StarCraft II

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Passaram-se doze anos desde o Starcraft original, e sete anos desde a expansão Brood Wars, e eis que após um longo jejum os fãs deste lendário RTS de ficção científica podem finalmente matar a fome!

Ao lançar esta sequela, Starcraft 2: Wings of Liberty, a Blizzard depara-se com a árdua tarefa de não baixar a fasquia alcançada com o primeiro, que não só foi inovador para a época, como criou uma legião de fãs que ainda hoje jogam a primeira edição pelo BattleNet. Vejamos o caso dos Coreanos, em que o jogo criou competições com grandes prémios numa liga oficial, transmitidas na televisão, e até mesmo um canal de televisão dedicado tornando-se um exemplo extremo da força dos videojogos.

Passando ao jogo propriamente dito, Wings of Liberty retoma a história quatro anos após os eventos ocorridos na expansão do StarCraft, StarCraft: Brood War, trazendo-nos algumas das personagens já nossas conhecidas como Zeratul, Sarah Kerrigan e Jim Raynor. Os cenários também nos serão familiar, uma vez que retomamos a alguns planetas da primeira aventura como Char (StarCraft) e Braxis assim como vários novos mundos.

Uma das grandes novidades, e previamente comunicada pela Blizzard, foi o facto de o jogo conter somente uma campanha, dos Terrans, ao contrário do antecessor que possuía imediatamente as tês campanhas, Terrans, Zergs e dos Protoss. Esta novidade deve-se ao facto de a Blizzard ter anunciado que Wings of Liberty é o episódio 1 de uma trilogia, sendo de esperar assim mais 2 lançamentos com as campanhas das restantes duas raças. Se por um lado este facto permitiu a Blizzard desenvolver mais a história e as missões desta campanha, em simultâneo deixa algum vazio uma vez que os fãs habituados ao primeiro Starcraft dispunham de imediato do combate na perspectiva das três fracções. Com isto, a única solução é criar mais uma vez um épico, e assim garantir os próximos lançamentos, e será que conseguiram? A nossa opinião é que sim!

JOGABILIDADE E O SINGLEPLAYER:
É neste ponto que a Blizzard, jogou pelo seguro, sendo que manteve o mais similar possível com o seu antecessor, não tendo efectuado mudanças muito drásticas, apenas acrescentando apenas pequenos elementos que enriquecem a experiência.
Surgiram algumas novidades em termos de unidades e estruturas que são bem vindas. Também pequenas adições que conferem um ligeiro toque de RPG no modo single-player. Os famosos upgrades, quer de unidades ou das estruturas, são encontrados numa fórmula ligeiramente semelhante aos momentos em que Shepard, de Mass Effect, se encontra na sua nave. Ou seja, antes de cada missão do jogo, pode-se conversar com sua tripulação, entrar em mais detalhes da história e executar pequenas acções.
Localizações como um Bar ou nas várias secções da nave (Ponte, Laboratório, Refeitório e Arsenal) servem de cenário para pequenas acções que dinamizam o jogo. É aqui que podemos espairecer um pouco entre missões e ver as notícias, jogar jogos arcade como o The Lost Viking (uma referência a um clássico), fazer upgrades em unidades e estruturas, comprar armamentos, contratar mercenários , efectuar pesquisas baseadas em artefactos encontrados de uma das duas raças alienígenas, etc.
Ao longo de um total de 26 missões, os objectivos são dos mais diversos possíveis, podendo ser com objectivo de defender um determinado local ou unidade, atacar ponto x, como extrair uma certa quantia de minério enquanto enfrentamos a lava em constante erupção num planeta hostil, ou uma simples escolta. A duração das missões depende de cada jogador, do quanto querem usufruir de cada missão, ou a ganância de ver e seguir para a próxima.


Como jogo de estratégia, é simples e dentro do standart. Recolher recursos, construir unidades, preparar as defesas e o ataque. Nada de muito inovador por aqui, mas torna-se interessante em termos de estratégia ver como as unidades foram balanceadas de uma forma inteligente, levando o jogador a ter que pensar duas vezes, antes de levar unidades para o ataque, conferindo mais carácter e planeamento em cada acção. Para este efeito é muito útil a construção de grupos ( ctrl + "número de 0 até 9") evitando levar unidades indesejadas para enfrentar certos inimigos, e consequentemente, para uma morte certa.
Quando a campanha não é suficiente para matar estes últimos sete anos de ânsia, temos ainda skirmish, em que jogar contra a IA num de vários mapas, garantem uma extensão ao singleplayer. Ainda existe o modo de Desafio, onde o jogador prova o seu valor em missões exclusivas categorizadas em: Básico, Avançado e Especialista. Este modo testa o jogador e a sua habilidade em termos de gestão de tempo, e táctica.


GRÁFICOS E SOM:
Quanto ao visual, StarCraft II surge-nos com um artwork muito fiel ao original, apresentando-nos um motor gráfico em 3D, bem polido, e cheio de efeitos especiais, não sendo ainda assim nada de estonteante quando comparado com outros títulos que temos no mercado dos videojogos. As texturas, sobretudo da superfície dos planetas, podiam estar mais refinadas. Quanto as animações, nada a apontar pela negativa, é a velha Blizzard voltando à sua melhor forma.

A visão de jogo é a fórmula isométrica tão comum a este género, sendo que com o motor 3D agora podemos girar um pouco a câmara para a esquerda ou direita com as teclas "end" e "insert", ou até fazer um pequeno zoom com o scroll do rato. Pena neste ponto não terem dado um interface "mais livre" a estas funções de câmara, aproveitando melhor o rato, e dando mais liberdade na câmara, porque deste moto torna-se pouco útil e não traz nenhum tipo de vantagem manipulá-la.
No que toca ao áudio, não há nada a apontar de negativo à equipa da Blizzard, mantiveram o som ambiente e a banda sonora muito semelhante ao original, que por sinal já era muito bom. Os efeitos sonoros contribuem plenamente para intensificar a experiência.
É de salientar o cuidado que houve em lançar o jogo no maior número de línguas diferentes, no que não se pode considerar dobragens, uma vez que foram realmente feitas durante o processo de criação do jogo, notando-se nas cutscenes e no jogo em geral que o movimento dos lábios acompanha a fala de uma forma superior as normais dobragens, embora não seja 100% perfeito, foi um bom esforço, e apreciado pelo público em geral.

O MULTIPLAYER:
O Battle.net volta a carga no que toca ao multiplayer. O matchmaking do jogo basea-se num sistema de rastreamento de estatísticas que é vinculado à nossa conta. De início o jogador é aconselhado a tentar algumas batalhas contra a I.A, antes de tentar player vs player da liga prática. Ganhe-se ou perca-se os primeiros 50 jogos, não interessa, pois não contam para efeitos na estatística e deste modo o jogador tem tempo para se habituar e acostumar sem ser prejudicado por isso. Esta estatística que depois iniciamos ajuda a definir o nosso nível e a encontrar adversários a um nível semelhante de modo a manter os combates equilibrados e intensos. Interessante é o facto de o jogo permitir a criação de um grupo onde podemos adicionar amigos do Messenger, entrando num chat comum a todos onde se pode definir o que se vai jogar entre outras coisas assim como a integração de amigos via Facebook.
Online a variedade de jogos também não desilude podendo ir até oito jogadores, sendo 4x4.


CONCLUSÂO:
A Blizzard encontra-se realmente de parabéns, e esta arriscada aposta de lançar o jogo em forma de uma só campanha conseguiu não só criar uma grande experiência, como satisfazer todos os caprichos dos jogadores dando grandes expectativas para a continuação da narração. Nos poucos pontos fracos que o jogo possui, como os gráficos, o jogo não deixa realmente de ser bom, e nos seus pontos fortes o jogo arrasa toda a concorrência. Fica aqui mais um marco tanto para a Blizzard, como para a comunidade gamer, um jogo sem dúvida alguma obrigatório de ter na prateleira.

starcraft2

 

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