


A escravatura nunca foi tão divertida
No modo singleplayer, a economia simulada passa sempre por uma empresa chamada Omnicorp. Querem ser explorados economicamente dia após ida? Então este jogo é para vocês! Esta empresa, aparentemente gerida pelo Estado Português, rouba o jogador de forma tão descarada em qualquer transacção que nem sequer chega a ter piada. Literalmente. Tudo o que lhe quisermos comprar, seja em dinheiro ou “tokens” de recursos como água ou electricidade custa quase 5 vezes o preço normal, e tudo o que lhe vendermos vale cerca de um décimo (estatísticas não confirmadas, chumbei a matemática, mas é mais ou menos isso). Em teoria, isto deve incentivar o jogador a fazer as suas trocas online com outros jogadores. Mas os tipos da Monte Cristo falham em três níveis neste aspecto:
1 – Quem é que quer ser justo? Toda a gente quer ganhar mais do que devia numa troca comercial. Logo, no fundo, o multiplayer é um jardim de Omnicorps sedento de recursos.
2 – Toda a gente pensa que é fixe criar recursos de alta tecnologia e comprar as coisas mais “básicas” aos pobrezinhos que têm cidades sub-desenvolvidas. Isto resulta que o mercado muita vezes tenha milhões de máquinas e tecnologias de vanguarda à venda, sem ninguém que as compre, e ninguém produz comida ou roupa. Yay, sempre quis ter um carro voador, mas nada que vestir... É como pornografia nos Jetsons!
3 – A troca entre jogadores, neste momento, está estragada. Bugada. Broken. Não funciona. De todo. É suposto ser arranjada no futuro, mas de momento é preciso sair do jogo com Alt+Tab, ir ao site do jogo, dar três piruetas e recitar Os Maias de cabeça pra baixo em Mandarim para conseguir efectuar com sucesso uma troca com outro jogador.

O jogo tem de facto bons aspectos. A criação da cidade, o aspecto mais importante, está muito bem implementada e é simples, “streamlined” e acessível até a novatos. A criação de estradas é divertida, os gráficos são o que se espera, bonitos e claros, com uma clara atenção que foi dada aos pormenores dos edifícios, e com alguma variedade nos terrenos circundantes da metrópole. Podemos visitar a nossa cidade ou a de outros jogadores com o nosso Avatar que, apesar de não ser um alien azul, serve para ver mais de perto o que de facto de passa na cidade, mas este aspecto desaponta um pouco devido ás ruas serem desertas, quase sem ninguém e apenas com um ou outro veículo de vez em quando a passar. Online, a única interacção que se pode ter com cidades de outros jogadores é…. Bem, olhar para elas, ou fazer comércio com elas (se funcionasse), o que levanta a questão: vale mesmo a pena pagar um pouco menos do que um MMO normal cobra por mês [9.20 dólares] por uma subscrição? Bem… talvez, quando corrigirem alguns dos bugs e adicionarem mais conteúdo ao jogo. De qualquer forma, Cities é, no geral, um passo em frente para o género de city-building.

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Comentários
se não tiver, podem me dizer o S.E.R.I.AL?