
Cities XL promete-nos “uma experiência única, com a possibilidade de criar e administrar cidades vivas e dinâmicas, com influências arquitectónicas de todo o Mundo”. Hey, isso parece um bom negócio. O jogo é de facto uma experiência única, a menos que tenhamos jogado um dos SimCitys anteriormente, aí é apenas uma enorme experiência de deja-vú com gráficos mais bonitos. E, aparentemente, “todo o Mundo” não inclui a África ou a Oceânia, na perspectiva da produtora francesa Monte Cristo. Mas não importa, podemos mesmo assim criar a nossa própria metrópole, da forma que quisermos, com edifícios de estilo Europeu, Asiático ou Americano, e desenvolver o sector económico ou laboral dos nossos cidadãos, providenciar-lhes algo para se divertirem nas suas horas de ócio, criar ligações entre várias cidades para interacções comerciais entre as mesmas! Parece fascinante, se não fosse por alguns pormenores…

Se Deus demorou 7 dias, foi porque não aumentou os impostos o suficiente!
A História do jogo é…bem, inexistente, como é normal em jogos deste género. Somos um Presidente Omnipotente de punho de ferro, que decide instituir um governo totalitário a uns milhares de pobres coitados. Em modo Single Player, são-nos apresentados alguns cenários variados, com cidades pré-construídas, ou criando a nossa própria cidade do nada. No entanto, jogadores que não sejam entusiastas do género podem por vezes achar a falta de objectivos concretos um pouco aborrecida, embora seja sempre um objectivo permanente a evolução da cidade (por exemplo, criar os edifícios mais avançados só é possível quando se alcançam os seus requisitos, como um certo número de habitantes). No entanto, a impressão com que ficamos do jogo é que foi criado para o modo multiplayer. Mesmo em singleplayer o jogo lembra-nos constantemente da existência de todas as vantagens do modo multi jogador, e vem mesmo com 7 dias grátis para o experimentarmos. Afinal, é normal que interajamos com outros jogadores, de forma a evoluir a nossa economia, certo? Pois. Eu também pensava assim...

A escravatura nunca foi tão divertida
No modo singleplayer, a economia simulada passa sempre por uma empresa chamada Omnicorp. Querem ser explorados economicamente dia após ida? Então este jogo é para vocês! Esta empresa, aparentemente gerida pelo Estado Português, rouba o jogador de forma tão descarada em qualquer transacção que nem sequer chega a ter piada. Literalmente. Tudo o que lhe quisermos comprar, seja em dinheiro ou “tokens” de recursos como água ou electricidade custa quase 5 vezes o preço normal, e tudo o que lhe vendermos vale cerca de um décimo (estatísticas não confirmadas, chumbei a matemática, mas é mais ou menos isso). Em teoria, isto deve incentivar o jogador a fazer as suas trocas online com outros jogadores. Mas os tipos da Monte Cristo falham em três níveis neste aspecto:
1 – Quem é que quer ser justo? Toda a gente quer ganhar mais do que devia numa troca comercial. Logo, no fundo, o multiplayer é um jardim de Omnicorps sedento de recursos.
2 – Toda a gente pensa que é fixe criar recursos de alta tecnologia e comprar as coisas mais “básicas” aos pobrezinhos que têm cidades sub-desenvolvidas. Isto resulta que o mercado muita vezes tenha milhões de máquinas e tecnologias de vanguarda à venda, sem ninguém que as compre, e ninguém produz comida ou roupa. Yay, sempre quis ter um carro voador, mas nada que vestir... É como pornografia nos Jetsons!
3 – A troca entre jogadores, neste momento, está estragada. Bugada. Broken. Não funciona. De todo. É suposto ser arranjada no futuro, mas de momento é preciso sair do jogo com Alt+Tab, ir ao site do jogo, dar três piruetas e recitar Os Maias de cabeça pra baixo em Mandarim para conseguir efectuar com sucesso uma troca com outro jogador.

Não cobices a auto-estrada do próximo.
O jogo tem de facto bons aspectos. A criação da cidade, o aspecto mais importante, está muito bem implementada e é simples, “streamlined” e acessível até a novatos. A criação de estradas é divertida, os gráficos são o que se espera, bonitos e claros, com uma clara atenção que foi dada aos pormenores dos edifícios, e com alguma variedade nos terrenos circundantes da metrópole. Podemos visitar a nossa cidade ou a de outros jogadores com o nosso Avatar que, apesar de não ser um alien azul, serve para ver mais de perto o que de facto de passa na cidade, mas este aspecto desaponta um pouco devido ás ruas serem desertas, quase sem ninguém e apenas com um ou outro veículo de vez em quando a passar. Online, a única interacção que se pode ter com cidades de outros jogadores é…. Bem, olhar para elas, ou fazer comércio com elas (se funcionasse), o que levanta a questão: vale mesmo a pena pagar um pouco menos do que um MMO normal cobra por mês [9.20 dólares] por uma subscrição? Bem… talvez, quando corrigirem alguns dos bugs e adicionarem mais conteúdo ao jogo. De qualquer forma, Cities é, no geral, um passo em frente para o género de city-building.
O jogo tem de facto bons aspectos. A criação da cidade, o aspecto mais importante, está muito bem implementada e é simples, “streamlined” e acessível até a novatos. A criação de estradas é divertida, os gráficos são o que se espera, bonitos e claros, com uma clara atenção que foi dada aos pormenores dos edifícios, e com alguma variedade nos terrenos circundantes da metrópole. Podemos visitar a nossa cidade ou a de outros jogadores com o nosso Avatar que, apesar de não ser um alien azul, serve para ver mais de perto o que de facto de passa na cidade, mas este aspecto desaponta um pouco devido ás ruas serem desertas, quase sem ninguém e apenas com um ou outro veículo de vez em quando a passar. Online, a única interacção que se pode ter com cidades de outros jogadores é…. Bem, olhar para elas, ou fazer comércio com elas (se funcionasse), o que levanta a questão: vale mesmo a pena pagar um pouco menos do que um MMO normal cobra por mês [9.20 dólares] por uma subscrição? Bem… talvez, quando corrigirem alguns dos bugs e adicionarem mais conteúdo ao jogo. De qualquer forma, Cities é, no geral, um passo em frente para o género de city-building.

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