
O enredo é uma réplica da verdadeira história de Jack the Ripper, grande parte dos factos foram retirados de relatórios da polícia e da imprensa, etal como aconteceu na realidade durante o jogo iremos presenciar a morte de 5 prostitutas, sendo a única ficção o facto de Sherlock Holmes e o seu melhor amigo Dr. Watson terem decidido envolver-se no caso depois de terem lido um artigo no jornal. Nesta aventura irás controlar tanto o Sherlock Holmes como o Dr. Watson durante a investigação de todos crimes e mesmo na identificação do Jack the Ripper, nome atribuído pela imprensa ao assassino de Whitechapel.
Este novo capitulo de Sherlock Holmes revela algumas melhorias. As ruas de Whitechapel estão mais populadas, bêbados e prostitutas vagueiam nas ruas sombrias, vendedoras de flores, entre outras personagens da época, tornam o ambiente nas ruas extremamente realista. Um exemplo disso é que as personagens que encontramos ao longo das ruas e becos nunca são sempre as mesmas, ou seja um bêbado que encontramos numa esquina com um garrafa na mão a seguir poderá estar deitado no chão a dormir debaixo da ombreira de uma porta. Quanto às ruas, iremos encontrar pedras da calçada partidas, tintas estaladas, os prédios e carruagens parcialmente "destruídos" devido às condições atmosféricas adversas de Londres, e todas estas “novidades” envolvidas num nevoeiro que parece nunca desaparecer.

Muitas vezes o jogo transporta-nos para a morada 221b Baker Street, a tão famosa casa de Sherlock Holmes onde podemos observar alguns dos pertences da vida privada do detective: o seu violino, cachimbo, a sua mesa de trabalho, livros nas estantes, o seu quarto, manequins com partes de “disfarces” - perucas, bigodes e afins que ele usaria em certas partes da sua investigação e que mais tarde irá servir para criar a “personagem” de Jack the Ripper. Um homem tão famoso como ele na altura sendo visto a vaguear nas ruas a seguir aos crimes levantaria um certo “reboliço” e por isso ele optou por em certas fases ir disfarçado como um habitante comum das ruas de Whitechapel, permitindo assim obter mais depoimentos de pessoas importantes para a investigação que não seriam facultadas a um detective do seu gabarito com medo de surgirem mais tarde complicações com a polícia local. Além disso o Dr Watson não estaria treinado para certas partes desta investigação, impossibiltando-o de auxiliar Sherlock em certas fases.
A investigação é muitas vezes interrompida por tarefas, pequenos favores que temos que fazer aos diversos personagens que estão envolvidos na investigação, puzzles (que fazem justiça ao nome quebra-cabeças), uns mais complicados que outros. Estas tarefas mundanas irão trazer muitas informações sobre o nosso assassíno, fazendo por isso compensar todo o tempo que andamos a correr de um lado para o outro em Whitechapel e servem ainda para nos ambientarmos ao que seria o ambiente de Londres nessa época sombria, contribuindo para uma experiência muito rica. Uma coisa que achei estranha, mas compreensível, é que todas as personagens parecem uma grande família, ou seja, estão todas interligadas no universo da investigação. Outro facto estranho é que cada vez que o Sherlock ia à esquadra para obter relatórios da polícia não era bem sucedido dado que esses mesmos relatórios estavam desaparecidos, chegando mesmo a encontrar um testemunho dactilografado na esquadra completamente feito em pedaços no cesto do lixo, facto compreensível mais uma vez para nos levar a fazer mais um dos quebra-cabeças tipicamente próprios de jogos de aventura, mas também revelando a total incompetência da polícia para investigar o caso.

Definitivamente, Sherlock Homes versus Jack the Ripper é um jogo para um público específico, fã de jogos de aventuras e de história. A Frogwares conseguiu reconstituir de forma impecável o conceito, a recriação do ambiente, as personagens, os factos dos crimes e mesmo as pistas, sendo obrigatório para todos os fãs, seja de Sherlock Homes ou de Jack the Ripper, adquirirem este jogo para juntar à sua colecção. Deveras um clássico!


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