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Análise: Left 4 Dead 2

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Se há algo que aprendemos ao longo destes anos todos é que zombies para matar nunca são demais e acima de tudo, nunca acabam.

Foi com esse pensamento que entrei em Left 4 Dead 2, a sequela de aquele que para muitos introduziu cooperação em jogos multijogador introduzindo quatro carismáticas personagens que irão enfrentar o que se pode considerar a pior semana da vida deles.

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Mas Zoey, Bill, Francis e Louis já lá vão e está na hora de receber de braços abertos quatro novas personagens. Houve certamente quem ficasse um pouco revoltado ao saber que não iria jogar com as personagens do jogo anterior, a Valve fez certamente um trabalho brilhante ao criar uma espécie de ligação do jogador às personagens, mas isso não significa que não o pudesse fazer outra vez em Left 4 Dead 2 e na minha sincera opinião, fiquei muito mais interessado no que estas novas personagens têm para dizer e contar do que as anteriores.

Para começar temos Coach, antigo professor de Saúde na escola secundária local e coordenador defensivo da equipa local, é a personagem que mais afecto pela cidade demonstra e talvez aquele com mais raiva dos zombies pelo que fizeram à sua querida cidade. A ajudar Coach a atravessar as marés de zombies sedentos de sangue estão Rochelle, Nick e Ellis, e juntos irão atravessar as cinco campanhas que Left 4 Dead 2 tem para nos oferecer.

Desde um parque de diversões abandonado ao coração de Nova Orleães, os sobreviventes terão de utilizar tudo o que vão encontrando no caminho para limpar o sebo aos zombies que se metem diante o seu objectivo.

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Mas se ao menos fossem só os zombies. A adicionar aos anteriormente disponíveis Smoker, Tank, Boomer, Hunter e a temível Witch, chegam agora o Charger, uma mutação do vírus que o faz ter um braço consideravelmente maior que o outro que irá aproveitar para brincar com o corpo das personagens quando os agarrar depois de um pequeno sprint, o Jockey, pequeno em tamanho mas grande em estragos, o Jockey gosta de andar às cavalitas das pessoas e leva-las para sítios com um elevado número de zombies, para perto de um Tank ou uma Witch, ou até mesmo uma poça de ácido criada pela última adição, a Spitter.

Como sequela que é, Left 4 Dead 2 não poderia passar sem receber o tratamento que se lhe adequa. Novas armas como a famosa AK-47 e um novíssimo lança granadas são duas das várias novas adições no arsenal das nossas personagens. Mas não serão só armas de fogo que irão ajudar as personagens a despachar uns quantos zombies. Agora, temos a oportunidade de usar várias armas para combate corpo a corpo, tal como uma catana, uma guitarra, a sempre útil motosserra, entre outras.

Esta nova adição é bem-vinda. Em troca da nossa pistola, ter uma catana à mão dá sempre jeito quando acabamos de esvaziar um cartucho inteiro na enchente de zombies que se dirigem na nossa direcção. Todas as armas funcionam da mesma maneira, à excepção da motossera, mas o que distingue umas das outras é o seu som característico e o tipo de dano provocado.

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Não virá como surpresa quando digo que o Left 4 Dead 2 utiliza o motor de jogo criado pela Valve, o Source. O que virá como surpresa no entanto, é que o mesmo motor que alimentou a maravilha que é Half-Life 2 continua uma besta capaz de nos entregar maravilhas visuais, 5 anos depois da sua primeira utilização.

Os efeitos de luz continuam fenomenais, o estilo visual no geral continua soberbo, o desmembramento dos zombies chega a níveis estonteantes aquando o infortúnio de conhecer as balas que os querem matar, e a atmosfera numa das campanhas do jogo, “Hard Rain”, é um dos momentos mais memoráveis do jogo.

Acho que se ficasse por aqui continuaria com a opinião que estamos perante um magnifico jogo mas não, a Valve ainda tinha de adicionar um novo modo de jogo que muda tudo o que eu acreditava ser o conceito de Left 4 Dead, falo de Scavenge.

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Em Scavenge o nosso objectivo é recolher os bidões com gasolina espalhados pelo mapa enquanto o tempo se esgota. Cada bidão recolhido irá aumentar o tempo disponível, fazendo com que o trabalho dos jogadores da equipa adversária, que controla os zombies especiais, seja atrasar-nos o máximo de tempo possível.

Scavenge assemelhasse ao modo Versus no sentido em que temos uma equipa de quatro sobreviventes a tentar escapar de 4 inimigos da equipa adversária, no entanto, Scavenge dá-nos a oportunidade de jogar em bocados de tempo consideravelmente menores continuando a proporcionar o mesmo nível de loucura combinada com pura diversão que o Versus proporciona.

E para aqueles que realmente querem sentir a verdadeira experiência de um apocalipse de zombies, o modo Realism é o mais próximo que conseguirão obtê-la sem terem de lançar um vírus mortal por ai. Todas as ajudas presentes são retiradas e os zombies, como zombies que são, não morrem apenas porque por algum motivo têm uma bala no estômago. Se no modo normal do jogo o trabalho de equipa ajuda bastante para progredir, em Realism esse trabalho de equipa é essencial para conseguir alguma coisa.

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No geral, Left 4 Dead 2 é uma terrífica evolução de um jogo que por si só já era bom. Todos os melhoramentos e adições que a Valve fez num conceito que por si só já era bastante sólido provam que não é por lançar uma sequela de um jogo que foi lançado no ano anterior que fará com que esse seja um produto menor.

 Com tantos franchises a lançar jogos ano após ano, sinto que o boicote outrora em vigor contra o jogo era infundado, principalmente quando falamos da Valve, a produtora que nos trouxe tanto Portal como Team Fortress 2.

Agora só espero que o lançamento de um novo capítulo de Half-Life 2 não esteja bastante longe. Ou então um novo Portal. Mas até lá tenho uns zombies para exterminar.

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Comentários 

+1 # sfox 15-12-2009 10:40
Excelente análise. O jogo do ano.
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