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Análise - Tales of Monkey Island 3: Lair of the Leviathan

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Depois de um segundo capítulo com um desenvolvimento algo mediano e um final ainda mais desconcertante, entrei de cabeça na continuação desta grande aventura que se passa num sitio bastante peculiar. Na verdade e por ser tão diferente, o início deste capítulo desperta-nos os sentidos para todos os pormenores. Será inevitável referir alguns acontecimentos dos capítulos anteriores mas espero que quem se tenha desiludo um pouco com o segundo capítulo não desespere pois aqui estamos de volta à boa forma. No entanto para quem não sabe Tales of Monkey Island tem de ser jogado na ordem correcta, ao contrário das outras aventuras da Telltale Games, por isso quem ainda não jogou pode dar uma vista de olhos nas análises anteriores.

A introdução continua a ser feita pela Voodoo Lady e o seu jogo de cartas, sendo também um dos melhores momentos para apreciar a excelente artwork presente nas cartas lançadas pela avantajada cartomante. Quando finalmente a busca por La Esponja Grande (capaz de livrar todo o território das caraíbas do "Pox of LeChuck"), parecia estar prestes a chegar ao fim, o capitão e auto intitulado Mighty Pirate, Guybrush Treepwood, o seu fiel navegador Mr.Winslow e a caçadora de recompensas Morgan LeFlayl são engolidos por um Manatim gigante levando os três tripulantes e toda a embarcação para dentro do seu sistema digestivo. Não, isto não foi o fim dos três, pois na verdade foi um grande passo ao encontro do misterioso artefacto de que falei à pouco. E também ao encontro de um velho conhecido.
 
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O interior da criatura é grande o suficiente para albergar uma pequena oficina, um bar, festas intermináveis e uma tripulação de novas personagens. Depois de desarmar LeFlayl, resolvendo um simples puzzle inicial nas redondezas do nosso barco, fazemos pela primeira vez uma parceria temporária com esta elegante caçadora e que resulta num par completamente dessintonizado. Este capitulo é talvez o mais hilariante dos três com piadas e reacções espontâneas a explodir para todos os lados. De Cava é um dos tresloucados exploradores perdidos nas entranhas deste animal marinho, mas muito confiante de que está a seguir o caminho certo. Depois temos o barman Moose, o percursionista Noogie, o boxer Bugeye e o médico Santino. Este último vai surpreender-vos.

Os puzzles estão equilibrados mas mesmo assim de resposta fácil e por isso mesmo o jogo não leva muito tempo a terminar, os mais dedicados são bem capazes de chegar ao fim de uma assentada, o que não sendo de todo fatal para o desenrolar de uma boa experiência, leva a pensar se no final o conjunto será menos completo do que se espera. Mas mesmo condicionados a um número limitado de localizações, os puzzles conseguem ser muito mais interessantes do que no segundo capítulo onde estávamos sempre de um lado para o outro saltando de ilha em ilha para encontrar os items necessários. Preparem-se pois aquilo que vão ter de manusear neste capitulo dentro de um Manatim gigante até cera dos ouvidos poderá ser útil.
Os modelos das personagens estão muito melhores que nos anteriores capítulos pois receberam um tratamento único a cada personalidade ao contrário dos anteriores estereótipos de pirata gordo e pirata magro. Ainda assim realçados com um narrativa exemplar e também por uma música ambiente constante que provam mais uma vez a qualidade sonora dos temas da série Monkey Island.
 
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Falando um pouco do valor de replay que os jogos hoje em dia pretendem ter, este por ser dividido em capítulos não será o mais indicado para isso, até porque se o primeiro tinha extras dos mapas, os que se lhe seguiram eram apenas o jogo. Talvez no final de tudo uma maratona de Tales of Monkey Island seja o indicado para seguir a historia do início ao fim, mas até lá ainda nos faltam dois capítulos. E é bom que o joguem pois uma certa caveira deve estar à espreita pronta a amaldiçoar-vos de todas as formas por ainda não se terem aventurado na saga, uma caveira interpretada por Denny Dell, que os fãs vão reconhecer e que os iniciados vão passar a adorar.   Este é sem dúvida o melhor dos três capítulos até agora lançados, mesmo que continue curto e de fácil resolução.
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