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Para quem não conhece a história, Operation Flashpoint foi originalmente produzido pela Bohemia Interactive e foi aceite muito bem pelos jogadores do género, mas deixou de pertencer à Bohemia tendo sido comprado pela Codemasters.
A Bohemia não deixou de produzir jogos deste género e lançou ArmA: Armed Assault, que como referi acima, foi negativamente criticado.
Agora que a Codemasters (actual “dona” de Operation Flashpoint) está a preparar-se para lançar Operation Flashpoint: Dragon Rising, a Bohemia dispara o seu primeiro tiro com o seu novo simulador de guerra, ArmA 2, a verdadeira sequela do original Flashpoint.
Para os iniciados, Operation Flashpoint e ArmA, são simuladores militares ultra realistas.
ArmA 2 é definido em Chernarus, um paÃs fictÃcio inspirado na República Checa, paÃs da sua Produtora.
As forças Pró-Comunistas separam-se do governo democrático no poder e combatem pelo controlo do Estado. Os E.U.A ., auxiliados por forças aliadas Chernarus, enviam-nos para ajudar.
As diferenças entre Arma 2 e Operation Flashpoint são poucas, mas o primeiro destaca-se pelo mundo dinâmico criado pela Bohemia.
Visualmente é simplesmente impressionante, o paÃs fictÃcio Chernarus foi criado a partir de 225 Km de dados obtidos de satélites reais e preenchido com cidades, aldeias e outras estruturas, que podem ser exploradas pelos jogadores. O resultado não é apenas realÃstico e variado, com batalhas a decorrer em fábricas, quintas e descampados, torna-se absolutamente lindo jogar Arma 2 num PC que aguente com ele.
Durante o jogo, irá encontrar pontes, lagos e florestas que se estendem quilómetros no horizonte, explorações em estradas de terra completamente abandonadas, portos costeiros e áreas urbanas.
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Ao espreitar através de uns binóculos, poderá encontrar coelhos, ovelhas e vacas. Os efeitos de som são excelentes, bem como cada explosão, o som do motor de um helicóptero e o de uma bala supersónica a atingir o seu alvo, foram recriados com uma precisão fantástica, fazendo Operation Flashpoint e ArmA 1 parecerem “gordos” e sem piada.
Para jogar Arma 2 com um Framerate decente (+22 fps) não precisa de um PC de topo, um PC médio serve. Os gráficos de fazer cair o queixo não são o aspecto mais impressionante de Arma 2, mas sim o campo de batalha, que constantemente “atira” surpresas e garante que a missão nunca é a mesma coisa.
No modo de campanha single player, salta para as botas de combate de Cooper, parte da “farda” Team Razor.
A sua unidade de 5 homens é enviada ao local para realizar ataques com precisão e trabalhar atrás das linhas inimigas para completar objectivos e ajudar os E.U.A e as tropas Chernarussian, mas ao contrário de um FPS convencional, essas tarefas nunca são lineares.
A primeira missão tem Razor a dirigir-se para uma vila ocupada pela calada da noite para destruir um centro de comunicações inimigo. É fácil chamar um ataque aéreo, mas isso irá incorrer em pesadas baixas civis e perturbar a população, por isso uma das alternativas é esgueirar-se para perto do alvo e usar as stachel charges para obter uma precisão satisfatória. Mas enquanto se encontra lá, pode optar por libertar reféns que se encontram a ser torturados, o que irá influenciar o objectivo principal.
Mais tarde, Razor está a perseguir um criminoso de guerra, mas invés de lhe fornecerem as indicações precisas para o apanhar, acaba por ser deixado no mundo apenas com os seus dispositivos e alguns indÃcios vagos juntamente com um helicóptero de apoio.
Passeando pelo campo pitoresco Chernarus, receberá pedidos de ajuda de aliados, oferecendo missões opcionais, e vai deparar-se com montes de batalhas entre insurgentes comunistas e as tropas americanas ou Chernarus. Este elemento aleatório não é apenas bom e divertido, mas também ajuda a criar um ambiente mais realista.
Infelizmente, a campanha não tem só coisas boas, pois é onde a maioria dos problemas ocorrem. O script complexo e a IA frequentemente a romper, causam situações bizarras e frustrantes. Varia de pequenas falhas, como NPCs que falam ao mesmo tempo que batem contra uma parede e ali ficam a “patinar”, ou pilotos de helicópteros que batem em árvores quando tentam aterrar, ou bugs que possam impedir a conclusão do objectivo. O seu companheiro da Team Razor tem como hábito vaguear no caminho de metralhadoras ou descarregar carregadores em inimigos distantes, exigindo que utilizemos as funções de comando de esquadrão para o conseguir manter vivo.
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A IA inimiga também não é muito famosa. O inimigo pode simplesmente vir directamente ao seu encontro, antes de tomar qualquer aviso, outras vezes são capazes de colocar uma bala entre os seus olhos a centenas de metros de distantes mesmo antes de conseguir localizá-los. O cúmulo da IA artificial inimiga de ArmA 2 é que os soldados inimigos ignoram qualquer tipo de erva que esteja a usar como cobertura e são capazes de ver a sua equipa, mesmo quando parecem estar escondidos.Iisto é altamente frustrante, quando estamos a combater em campos e florestas.
Sei que já saÃram alguns patchs que prometem melhorar as coisas, mas ainda existe uma oportunidade de aparecer um erro, que se não bloquear a sua progressão na campanha, pode ainda revelar-se extremamente irritante. Não está tão “partido” como ArmA 1, mas é desgostoso para quem espera um jogo fluido e sem complicações.
Mas essas peculiaridades são o menos com que se preocupar fora da campanha single player, onde lhe é concedida a liberdade de criar as suas próprias missões e explorar o mundo. Como Operation Flashpoint e ArmA 1, ArmA 2 oferece a abundância de conteúdos adicionais na forma de missões individuais, multiplayer e um editor poderoso. Usando esta ferramenta é possÃvel criar cenários para qualquer single ou multi usando todas as unidades disponÃveis, imóveis e recursos do jogo, mas tem sido racionalizada a partir de versões anteriores, Há actualmente módulos que automatizam as tarefas como o swap dos inimigos e missões aleatórias que pode ser retirado, ao criar uma caixa de protecção de combate imediato aberto do mundo. Para o jogador médio significa escolher armas e veÃculos para se dirigirem para a agitação, tendo missões e ferramentas para matar aleatoriamente qualquer coisa que encontrar. Para os modders, os módulos eliminam a necessidade de alguns scripts complexos sem comprometer a profundidade do editor da missão.
As missões Single Player prolongam a vida do jogo, com uma selecção de trabalhos pré-configurados e fornecem a capacidade de criar rapidamente operações simples, que podem ser guardadas e reproduzidas posteriormente. Há também o arsenal caótico, onde escolhe um veÃculo ou uma unidade (tudo é jogável, incluindo soldados inimigos e animais selvagens) e depois de entrar no mundo do jogo para executar essas tarefas, pode desbloquear novos veÃculos, armas e tropas.
Mas é no multiplayer que Arma 2 tem ganho um lugar permanente nos discos rÃgidos. Assim como Operation Flashpoint e ArmA 1, é altamente configurável e flexÃvel, e os servidores já estão a funcionar com mods populares. Há jogos Deadmatch e Capture the Flag, mas é o modo co-op que parece ser o favorito até agora. Trabalhar em conjunto para conquistar cidades contra a IA fornece algumas das cenas mais memoráveis do jogo. Helicópteros a voar cheios de companheiros de equipa numa zona de combate, saltos entre os edifÃcios e o undercover sobre posições inimigas é uma experiência completamente diferente, já que se encontra a jogar com pessoas reais.
ArmA 2 é áspero nas bordas, tem bugs e as falhas são abundantes, a dificuldade implacável e o realismo para aqueles jogadores que comparam este jogo com outros tÃtulos de guerra como o exemplo do acolhedor Call of Duty 4. Mas seria insensato negar ArmA 2, foi criada uma simulação extraordinária de guerra moderna, altamente configurável e flexÃvel, que está entre as mais imersivas, atmosféricas e tecnologicamente surpreendente que já vimos.























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