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Análise: Need for Speed Shift

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Need for Speed tem vindo a mostrar todos os seus pontos fortes e fracos aos reis do asfalto virtual. Desde o street racing até ao nível de um verdadeiro simulador virtual, a Electronic Arts procura sempre chamar a atenção a todos os tipos de jogadores, principalmente aos fãs de Racing. Mas desta vez, Need for Speed: Shift destina-se a um tipo indefinido de jogadores.
A EA contou com a ajuda da empresa Slightly Mad Studios e tentou mudar as raizes do franchise que sempre esteve marcado pelo feel mais arcade, sendo desta forma que Shift revoluciona os modos de jogo dos anteriores e tenta deixar-vos ao volante de uma simulação mais realista, mas diferente daquilo a que fomos habituados.

Esta edição de Need for Speed poderá cair numa perigosa ambiguidade, no sentido em que aqueles que sempre optaram por um jogo mais violento e "ilegal" durante a evolução deste franchise poderão ficar desapontados com Shift, e os verdadeiros amantes da simulação poderão também não achar assim tanta piada.

A jogabilidade no inicio poderá ser frustrante para um seguidor de Need for Speed. Um grande elemento G-Force foi concebido e adaptado a este título, e como tal, os carros podem parecer mais pesados ou derraparem com mais facilidade em certas ocasiões, comparativamente aos anteriores. Mas nada que umas modificações manuais na vossa garagem não resolvam, e tal como em qualquer outro simulador virtual, podem ajustar o carro a todo o tipo de situações: ajustar suspensão, pressão dos pneus, etc.
 
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O modo carreira de NFS: Shift é um modo muito simples e básico, sem qualquer tipo de história e dividido em 5 "tiers".  O propósito é simplesmente correr, e sair bem classificado ao longo dos "tiers", sendo que cada "tier" contém diferentes eventos que irão desbloquear à medida que ganham "estrelas" em eventos. Podem ganhar "estrelas" ao qualificarem-se ou passarem por algumas condições adicionais como fazer pontos numa corrida, derrubar adversários, fazer quatro segundos em drift. E é aqui que o vosso profile se irá destacar. Podem ser respeitados por fazerem todas as manobras na perfeição, ou serem temidos por todos os oponentes ao chocarem e mandarem-nos à força bruta para fora da pista. Estes dois ranks denominam-se "Precision" e "Agressive". O quinto e último "tier" traduz-se  na mais alta competição, dai a denominação “World Tour”.

Fazem parte do "World Tour", por exemplo, o Maserati MC12 e Audi R8 LMS (este lá mais para o nível 20). É no caminho para o "World Tour" que vão ganhando pontos, pontos esses que desbloqueiam eventos e novos carros, e além disso recebem dinheiro para poderem fazer upgrades às vossas viaturas. De uma lista de 72 carros licenciados, fica ao critério de cada jogador escolher a sua máquina e fazer dela o que quiser.

Graficamente Shift está muito bem conseguido, principalmente se tiverem uma boa gráfica no vosso PC. Mas mesmo nas consolas os gráficos estão do melhor que por aí anda, se bem que ainda incomparaveis ao compatriota PC. Mesmo com dez carros em pista o motor mantêm-se estável no que toca à  framerate, que se mantém, e ainda suporta uma física que se revela interessante: não esperem ver nada menos do que umas bandeiras realisticamente a ondular com o vento ou mesmo os indicadores de velocidade/direcção de esferovite a partirem-se em pedacinhos. Os veículos estão extremamente  bem modelados, chegando ao patamar a que só os melhores simuladores nos têm habituado. Na versão de consola Shift está muito próximo em ambas as plataformas em que está dísponivél e  apenas há que notar que a framerate não está tão bem conseguia como no PC, sendo que esse pormenor e algum screen tearing se fazem notar mais versão da PS3.

Com pequenos detalhes que saltam à vista, como um efeito blur a altas velocidades, fumo disparado quando a altas rotações ou mesmo uns aparatosos acidentes que embora estejam muito longe dos estragos de Burnout se portam até bastante bem, Shift está oficialmente bem servido, quando se fala de gráficos.

O jogo apresenta uma dificuldade mediana e tem uma carreira variada, contendo desde eventos de sprint denominados "Hot Lap", às comuns corridas com vários adversários em simultâneo, e aos desafios de Drift. Como já foi dito acima, o jogador irá participar nestes desafios evoluindo o seu estatuto e ganhando mais experiência. Quando obtiverem 280 estrelas, terão acesso ao ranking mais alto e à mais extrema jogabilidade. Assim que chegarem ao "NFS World Tour", a competição onde estão apenas os melhores pilotos do mundo, irão ter que mostrar o que realmente valem no asfalto.
 
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Em relação ao modo Drift, este encontra-se muito diferente do que é habitual na série, muito mais parecido com o modo Drift de Race Driver Grid (a comparação é inevitável...), mas este consegue ser o mais duro de todos: os carros são agressivos e não é carregando no pedal que se conseguem grandes somas de pontos. O uso do travão/acelerador tem papel fundamental, enquanto que velocidade/ângulo/proximidade dos cones são a chave do sucesso.

Um aspecto que estava presente na série NFS era a personalização do motor e o vulgo “tuning”. Mas como o estilo mudou e está mais virado para as competições nos circuitos, obviamente que este aspecto está algo limitado quando comparado, por exemplo, com o velhinho NFS: Underground. Cada viatura possuí apenas 3 "body kits" (e com excepção a algumas que não possuem qualquer um), e dependendo do carro que comprem, poderão ter acesso a um "body kit" final com um ícone “w”, de "Works", que só alguns bólides têm. "Works" é um upgrade caro, sem hipótese de downgrade, e poderá não ser assertivo, visto que o carro fica demasiado baixo e tende a friccionar constantemente no solo. O nitro e outros apetrechos simplesmente deixam de existir, ficando uma máquina apenas para a mais alta competição ao estilo e provas de resistência.

Na personalização externa, os vinis e pinturas vão ficando disponíveis da maneira habitual na série. Decorar um bólide obtendo um design agradável e único não é difícil, mas certamente que vão precisar de uns bons minutos para habituação aos controlos, sendo que este sistema ainda não está próximo daquilo que encontram por exemplo na série Forza MotorSport da Turn 10.
O sistema de óxido nitroso, como já foi mencionada, foi também modificado, desta vez apresentando-se mais suave e realista, não existindo aquela explosão/impulso instantâneo, e o velho efeito de fogo a ser expelido pelo escape.
 
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Desenvolvido durante dois anos, estudado e testado, os produtores sempre pensaram e repensaram o que poderia ser alterado e inovado, para que o objectivo principal fosse cumprido a tempo, e a saga pudesse voltar a rivalizar directamente com jogos da mesma família como Forza Motorsport, Gran Turismo 5 ou mesmo com agradável surpresa que foi Race Driver Grid. Infelizmente, veio cedo de mais, o tempo de forno simplesmente não foi suficiente, Shift não consegue simplesmente ser merecedor de pertencer à categoria "Racing Simulator". Mas merece, no entanto, destaque. Para os amantes das altas velocidades, e para quem procurar um simulador automóvel diferente e mais aceitável, assente numa variante arcada, vão encontrar o jogo perfeito em Shift. Já quem procura uma experiência que meta a polícia ao barulho juntamente com actividades automolibisticas à margem da lei, esta não será a escolha ideal.

Shift é uma sequela directa de Pro Street, onde o “adjectivo” frustrante está bem presente, embora os toques e o feel arcada ainda estejam presentes, o que depois de um inicio turtuoso, faz com que a experiência melhore bastante, e passe de algo horroroso para algo divertido e agradavél. Não estranhem por isso  que um Bugatti seja um pesadelo no que toca à condução, pois na verdade as quase duas toneladas que tem na realidade não o deixam ser o "papão" das curvas que seria num jogo totalmente arcada. No entanto depois de perceberem que o botão que serve para travar é necessário, o divertimento surge, e as provas começam a ter um certo gostinho, ajudado em muito pela auto-satisfação de finalmente começarem a fazer as coisas certas.

Para finalizar acrescentamos ainda que, no que toca à aceleração/direcção em comandos de consola ou mesmo no teclado do PC, não esperem de todo algo realista e agradavél. Para isso, tal como em simuladores que justificam melhor a designação "simulador", talvez a escolha certa seja um bom volante com force-feedback e pedais, onde se pode aplicar uma pressão mais dinámica e evitar as travagens e mudanças de direcção demasiado bruscas.
 
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Comentários 

+1 # HenrySolberg 08-10-2009 23:45
Não gosto do bugatti! No jogo :P
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0 # X WIFE3 11-10-2009 16:35
finalmente mudaram o rumo do jogo quando se pensava que já não havia mais nada a fazer
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0 # HenrySolberg 12-10-2009 20:46
Citando X WIFE3:
finalmente mudaram o rumo do jogo quando se pensava que já não havia mais nada a fazer
Isso foi um ponto positivo ou negativo na tua opinião?
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+1 # Matheus Augusto 16-11-2009 23:45
:woohoo: shift fico baum,mais acho q atingira um público menor do q atingia nas versoes antigas :Pinch:
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0 # flavius 02-06-2010 14:57
o jogo ta fix contudo nao tem akela cena de tar a passiar na cidade e exprimentar o carro na city e tambem nao podemos fazer atalhos nas corridas de resto o jogo ta mesmo fix ouvi dizer k vai haver um novo NFS alguem sabe de alguma coisa ?
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0 # Shadow_leo 02-06-2010 19:35
Citando flavius:
ouvi dizer k vai haver um novo NFS alguem sabe de alguma coisa ?


Penso que estás a falar no NFS World Online, sairá apenas no PC vê aqui (eastore.ea.com/store/eaemea/pt_PT/DisplayProductDetailsPage/ThemeID.850300/productID.194104000) mais informação.
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