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Quando terminei o primeiro capitulo da série Tales of Monkey Island, fiquei ansioso por colocar as mãos no próximo, dado o seu final deixado em aberto. Mas ao mesmo tempo ficou a sensação estranha de medo em que o segundo capitulo não conseguisse ter a mesma qualidade. Assim quando iniciei esta nova jornada para mim e a continuação de uma grande aventura para Guybrush Treepwood fui aos poucos equacionando as diferenças entre os dois capÃtulos. A Telltale Games não separou os episódios por "casos" ou temas diferentes como já se viu em Sam & Max, aqui estamos na presença de uma continuação directa. Senão jogaram o capitulo anterior vão se sentir algo perdidos nesta analise mas podem sempre espreitar a análise anterior.
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Para quem jogou o Launch of The Screaming Narwhal deve se lembrar que Guybrush acabou com a lamina de uma espada apontada ao pescoço. A voz feminina que o ameaça revela-se como uma caçadora de recompensas, Morgan LeFlay, que pretende capturar a sua presa (e ao mesmo tempo Ãdolo) Guybrush, desencadeando um duelo entre os dois. De facto o capitulo não se poderia iniciar da melhor maneira. Enquanto ambos se enfrentam começamos a jogar, ou seja iniciamos a investigação ao cenário enquanto a luta se desenrola. Uma ideia que funcionou na perfeição e resulta num começo cheio de acção que nos prende de imediato ao jogo.
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Depois dessa primeira batalha chegamos a Jerkbait Islands, um trio de pequenas ilhas que compõem uma região habitada por uma espécie de sereias. Nada de voltar a Flotsam Island pois não foram reciclados os cenários do capitulo anterior, tornando todos os locais uma novidade. Existe uma maior liberdade inicial pois não sabemos bem para onde ir de inicio, visto que ganhamos acesso a três locais distintos logo nos primeiros minutos de jogo, um pouco mais de exploração mas também algo confuso na orientação do jogador. Quando chegamos à vila de Spinner Cay encontramos Elaine a mais-que-tudo de Guybrush e para evitar que a maldição de Lechuck se espalhe pelas CaraÃbas eventualmente ela acaba por dissuadir Guybrush a unir-se a ela e a Lechuck para travar o avanço da infecção. É verdade, pela primeira vez Guybrush e Lechuck, inimigos de longa data, unem-se por uma causa em comum.
As personagens estão ainda melhores revelando um pouco mais de si para aqueles que surgiram no primeiro capitulo e com diálogos recheados de humor. Inclusive as sequências de animação ganharam um novo dinamismo, nota-se mais planos de câmara e detalhes nos movimentos das personagens. Isto ao som de excelentes vocalizações expressivas que ajudam imenso na realização das tiradas humorÃsticas e picardanços de Guybrush. O guião tem também uma orientação mais perspicaz sem se apoiar tanto em piadas tÃpicas, que de uma maneira ou de outra continuam sempre divertidas. No entanto continua a descuidar as personagens secundarias que neste episódio ainda menos destaque conseguem obter.
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Os puzzles que se encontram nesta segunda parte são mais directos a nÃvel de estrutura, e raramente o jogador sente que existem mais hipóteses de resolução por estar restrito a um numero de items reduzido e ser demasiado óbvio o que se deve usar. No entanto esses items desta vez estão em locais muito diferenciados e até podem passar despercebidos. Vão passar mais tempo de um lado para o outro a recolher items para os puzzles do que propriamente a exercitar o cérebro à procura de respostas com alguma lógica. Neste aspecto pode se dizer que o primeiro estava mais bem servido, quer em quantidade quer em inovação. Os controlos mantém-se sem agravantes especÃficos, com os movimentos a poderem ser feitos com as teclas e clicar nos items e personagens com o rato, continua a funcionar perfeitamente, embora possam controlar tudo com o rato se assim entenderem mas não é aconselhável pois por incrÃvel que pareça tem alguns erros na detecção das direcções em que apontamos.
Este jogo parece querer colocar alguns suportes para os capÃtulos que se avizinham e não tem o mesmo impacto que foi a entrada triunfante do primeiro jogo. Senão ficarem presos em nenhum dos puzzles podem contar apenas com cerca de duas horas de jogo. A historia não está tão forte em termos narrativos e nota-se que pretende apenas servir de suporte para entrarmos mais preparados no terceiro capitulo. Como é óbvio apenas poderão apreciar este capitulo da melhor maneira se já tiverem jogado o anterior. Os fãs vão adorar e podem contar com um curto mas óptimo capitulo cheio de comentários hilariantes para passar um bom momento. O iniciantes têm mesmo de experimentar a demo do primeiro capitulo (ou até deste mesmo) para decidirem por vocês mesmos. Como segundo episódio esperava-se mais mas não deixa cair a vontade de jogar o próximo, por isso cumpre o seu papel.
 



















