
Um dos títulos que marcou uma geração e continua a ser considerado um marco na historia das aventura point n`click, continua bem vivo. Humor, irreverência, personagens carismáticas, trilha sonora intemporal e puzzles inteligentes fizeram de Monkey Island uma série de sucesso. Depois da fuga, Guybrush Threepwood, volta à ribalta após nove anos de ausência. Tales of Monkey Island: Launch of the Screaming Narwhal é o inicio de uma nova jornada que transportou a série para os standarts das aventuras distribuídas por episódios.
A produção ficou a cargo da Telltale Games (Bone, Sam & Max) e o jogo está disponível para PC e para o serviço online da Wii, o WiiWare. Visto que a série esteve desaparecida durante todo este tempo o seu regresso era aguardado com alguma expectativa. A Telltale Games mostrou ser capaz e não deixou as coisas por metade. Ou será que deixou?

Tratando-se do primeiro episódio podemos desde já afirmar que a duração da aventura é relativa. Tal como qualquer série de televisão, mais importante do que ser uma longa experiência o que importa é que seja suficientemente boa para agarrar o jogador e ao mesmo tempo deixar ansiedade pelo novo episódio. Os cinco episódios que compõem toda a aventura são distribuídos mensalmente.
O primeiro capitulo começa por colocar Guybrush numa posição arriscada. E a sua companheira Elaine Marley numa situação ainda pior, feita refém pelo malvado zombie pirata LeChuck. Esta primeiro parte funciona também como tutorial para nos ambientarmos ao jogo. E como seria de esperar é tão básico como qualquer outra aventura do mesmo género. Podemos controlar Guybrush com as teclas ou com o cursor do rato, mas para seleccionar os items e interagir com o cenário é sempre mais acessível usar o cursor. O puzzle inicial revela-se simples mas suficiente para nos esclarecer as ideias quanto ás possibilidades que poderemos ter no futuro. Nesta sequência em especial torna-se estranho estar a seleccionar as coisas enquanto o barco abana por todos os lados, fazendo até com que algumas acções se sobreponham. Dá uma outra dinâmica à cena mas atrapalha um pouco.
As peripécias que se sucedem levam Guybrush a separar-se da sua mulher e arqui-rival, acabando encalhado na Flotsam Island. Uma ilha assolada por ventos fortes e poucos barcos disponíveis. Assim o principal objectivo passa por Guybrush arranjar uma forma de sair da ilha. É neste local onde podemos interagir com mais personagens, todas elas com personalidades diferentes gerando situações hilariantes e diálogos recheados de humor. Para escapar da ilha terá de usar todo o seu engenho para conquistar um barco apelidado de Screaming Narwhal.
O primeiro capitulo começa por colocar Guybrush numa posição arriscada. E a sua companheira Elaine Marley numa situação ainda pior, feita refém pelo malvado zombie pirata LeChuck. Esta primeiro parte funciona também como tutorial para nos ambientarmos ao jogo. E como seria de esperar é tão básico como qualquer outra aventura do mesmo género. Podemos controlar Guybrush com as teclas ou com o cursor do rato, mas para seleccionar os items e interagir com o cenário é sempre mais acessível usar o cursor. O puzzle inicial revela-se simples mas suficiente para nos esclarecer as ideias quanto ás possibilidades que poderemos ter no futuro. Nesta sequência em especial torna-se estranho estar a seleccionar as coisas enquanto o barco abana por todos os lados, fazendo até com que algumas acções se sobreponham. Dá uma outra dinâmica à cena mas atrapalha um pouco.
As peripécias que se sucedem levam Guybrush a separar-se da sua mulher e arqui-rival, acabando encalhado na Flotsam Island. Uma ilha assolada por ventos fortes e poucos barcos disponíveis. Assim o principal objectivo passa por Guybrush arranjar uma forma de sair da ilha. É neste local onde podemos interagir com mais personagens, todas elas com personalidades diferentes gerando situações hilariantes e diálogos recheados de humor. Para escapar da ilha terá de usar todo o seu engenho para conquistar um barco apelidado de Screaming Narwhal.
As animações e modelos das personagens ajudam a criar um ambiente de boa disposição. Exceptuando algumas personagens que parecem iguais mas com acessórios diferentes, os gráficos 3D são simples e polidos, e as perspectivas de câmara variadas, mantendo uma harmonia relativa entre os diversos cenários. E não vão necessitar de um PC muito poderoso para poderem desfrutar totalmente desta aventura, o que é sempre um ponto a favor. No entanto o mais importante neste tipo de aventuras reside no guião e no desafio dos puzzles. Grande parte deles são de fácil resolução, colectando items aqui, misturando acolá e utilizando ali. Embora a sua complexidade tenha tendência para cair no mais caricato possível, existem bastantes estímulos visuais e sonoros para que os consigamos decifrar da melhor maneira. Os mais despreocupados podem sempre pedir pistas ao jogo carregando apenas numa tecla. Rapidamente acabam por notar que aqui não existe uma tentativa de inovar a série mas sim mante-la tal e qual como gostamos dela.

A forma como o enredo concilia os puzzles está perfeita. Muitas das vezes as soluções são tão óbvias que nos vamos castigar por não ter deduzido isso antes de andar de um lado para o outro à procura de uma resposta mais complicada que nós próprios criámos. Nesse aspecto Tales of Monkey Island consegue manter uma coerência exemplar e bastante realista. Como já foi referido os diálogos trazem consigo uma grande dose de humor mas na maioria são apenas divertidos o suficiente para nos deixar um sorriso nos lábios, muitos deles são demasiado simples ou previsíveis. No entanto com a mistura de piadas aos dialectos dos piratas surgem imensas frases que nos apetece dizer ao virar de cada esquina, ou pelo menos esperar que alguém nos diga alguma coisa a que possamos responder dessa forma. As vozes estão divertidas, com as personagens principais a ganharem especial destaque. Já as musicas, essas sim são de grande qualidade, por vezes até apetece tirar os efeitos sonoros e deixar apenas a banda sonora a rodar para não ser atrapalhada por barulhos de pássaros ou do vento.
No seu conjunto Tales of Monkey Island: Launch of the Screaming Narwhal está imaginativo, perspicaz e sobretudo divertido. A duração do jogo não é muita, visto que se trata de um episódio mas para primeiro capitulo está no ponto e deixa antever muitas surpresas para o próximo jogo. Pode-se mesmo arriscar dizer que será sem duvida uma aventura a repetir assim que saírem todos os capítulos, uma maratona de Tales of Monkey Island só irá ajudar a levantar o nosso astral. Uma apresentação brilhante que vai agradar aos fãs do género. Quem ainda não experimentou aconselho a darem uma espreitadela pelo menos à demo do jogo. Certamente não vão ficar indiferentes.
No seu conjunto Tales of Monkey Island: Launch of the Screaming Narwhal está imaginativo, perspicaz e sobretudo divertido. A duração do jogo não é muita, visto que se trata de um episódio mas para primeiro capitulo está no ponto e deixa antever muitas surpresas para o próximo jogo. Pode-se mesmo arriscar dizer que será sem duvida uma aventura a repetir assim que saírem todos os capítulos, uma maratona de Tales of Monkey Island só irá ajudar a levantar o nosso astral. Uma apresentação brilhante que vai agradar aos fãs do género. Quem ainda não experimentou aconselho a darem uma espreitadela pelo menos à demo do jogo. Certamente não vão ficar indiferentes.




















