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Análise: Trine

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Depois de ter lançado jogos como Shadowgrounds e a sequela Shadowgrounds: Survivor, foi interessante ver a mudança de estilo que a finlandesa Frozenbyte pretendia alcançar com Trine.

Com visuais esplendidos e uma fisica bastante apurada, vinda da experiência ganha em Shadowgrounds, Trine destaca-se como sendo um dos jogos mais polidos a entrar neste mercado interessante que é o dos jogos independentes.

Fiquem então com a análise do jogo:

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Se fizermos uma retrospectiva sobre o que torna um jogo de uma produtora independente aliciante, chegamos à conclusão que tudo gira à volta da originalidade geral do jogo e da qualidade (ou originalidade também) dos visuais.

World of Goo
, considerado por muitos o jogo que trouxe finalmente o devido respeito pelos jogos independentes, tresandava a personalidade e originalidade, se formos a ver, quem é que não tem um fraquinho, mesmo que pequeno, pelas pequenas bolas de goo?

E qual o melhor jogo para mostrar o quanto os visuais podem beneficiar um jogo do que Zeno Clash? Os seus visuais fora do normal, bizarros até, atraíram bastantes jogadores que de outra forma provavelmente nem dariam uma ponta de atenção a este jogo.

Trine fica na memória sem duvida devido aos seus visuais requintados. O ambiente medieval não poderia ser do mais tradicional, cliché até, do que já o é, mas no fundo, tudo é perdoado depois de olhar com olhos de ver a qualidade visual que Trine nos presenteia. Muitas foram as vezes em que parei para olhar com atenção para o esplendor que tinha à frente dos meus olhos.

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Trine joga-se num plano de duas dimensões, apesar de tudo ser em três dimensões, e é na sua forma mais simples um jogo de plataformas, e verdade seja dita, os jogos de plataformas já não surpreendem ninguém. É sempre o mesmo objectivo de saltar para uma plataforma diferente até atingir o fim do nível com pouca ou nenhuma resistência, e para ser sincero Trine funciona um pouco dessa maneira, mas ao juntar uma física sólida, a Frozenbyte adicionou também uma nova vertente à jogabilidade: puzzles.

Ok pronto, todos estamos fartos de puzzles, são chatos e roubam toda a diversão que o jogo poderia ter, mas os puzzles de Trine estão bastante bem feitos, pelo simples facto que existem várias maneiras de ultrapassar um obstáculo.

Temos à nossa frente uma ponte esburacada? Podemos facilmente criar uma rampa com o feiticeiro e usá-la como remendo para a ponte, se quisermos podemos também prender o gancho da ladra no tecto e nem sequer ter de meter os pés na ponte, ou então podemos simplesmente saltar por cima dos buracos com o cavaleiro e esperar não cair em nenhum deles. Este é um dos variadíssimos exemplos das várias escolhas que podemos fazer, cada escolha representante da diferente maneira de jogar das três substancialmente diferentes personagens que temos à nossa escolha: O feiticeiro, a ladra, e o cavaleiro.

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O feiticeiro é o menos dotado a combater dos três. Foca-se mais na resolução de puzzles ao criar caixas para aceder a altitudes mais altas. Ao longo do jogo, o feiticeiro irá também poder criar rampas e plataformas flutuantes mas nenhuma delas é útil para matar as hordes de mortos-vivos que o pretendem matar (a não ser que deixe cair uma caixa em cima deles, ai esmaga-os). O feiticeiro tem também o poder de levitar certos objectos criados, ou não, por ele.

A ladra é a típica lutadora de longa distância. Tem um arco sempre à mão e através de melhoramentos feitos ao longo do jogo poderá lançar três flechas ao mesmo tempo. Para ajudar nos puzzles, a ladra dispõe de um gancho, como disse anteriormente, que pode prender a superfícies de madeira para atingir altitudes maiores e/ou ultrapassar áreas repletas de perigos.

O cavaleiro é completamente o oposto do feiticeiro, é óptimo em combate mas não tem nada para oferecer nos puzzles. Dispõe de uma espada e escudo que pode utilizar para se proteger contra flechas inimigas, bolas de fogo e estalactites (são as que se formam no tecto!) que por coincidência caem no mesmo momento em que estamos a passar por baixo delas.

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Pouco muda ao longo das 6 a 8 horas que levará até acabar o jogo, mesmo com as novas habilidades que são ganhas ao longo do jogo, cada nível tem as suas áreas em que precisamos de descobrir uma maneira de passar um obstáculo, que mais para o fim do jogo já não é muito o desafio porque são simplesmente os mesmos puzzles do inicio do jogo mas com ligeiras diferenças. Tem áreas em que temos de matar os mortos-vivos que nos assombram a jornada e tem também uma pequena área com um inimigo mais forte que todos os outros, apesar de ser igualmente fácil de matar.

Mas nem é assim tão mau como parece, sinceramente. A improvisação que é possível fazer devido à física do jogo dá a possibilidade de mudar drasticamente a maneira de ultrapassar um determinado obstáculo, diminuindo assim a possível repetição do jogo, e o aumento de dificuldade ao longo dos níveis está gerida geralmente bem.

No entanto, não deixa de ser estranho que o último nível de jogo seja completamente diferente do que o jogo tinha oferecido até ao momento, é como se nos dissesse “Estás a ver isto que aprendeste durante este tempo todo? Não vais precisar mais disso”.

Trine tem também um modo cooperativo para duas ou três pessoas no mesmo computador e é no modo cooperativo que podemos ver claramente que os níveis foram construídos à volta das capacidades das três personagens, já que não se pode utilizar uma personagem que esteja a ser utilizada por outro jogador, ambos terão de, ou trabalhar em conjunto, ou utilizar as habilidades especificas da sua personagem para ultrapassar um obstáculo.

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Não posso insistir o suficiente sobre o quão bonito Trine é e certamente irá agradar aqueles que procuram um bom jogo de plataformas que puxe ao mesmo tempo pelas suas cabecinhas.

Se no entanto não acharem agradável os trinta euros que custa neste momento, recomendo então que esperem pela versão para a PSN ou pela eventual descida de preço. Ai então já é mesmo compra obrigatória, pois tal como a ladra bem o diz num dos níveis do jogo: “Who would abandon something like this? It's beautiful!”

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  • rlampreia

    Parece um jogo muito interessante. Artigo muito bom. Se conseguir acho que o tenho de arranjar.

  • HenrySolberg
    avatar

    Este jogo está muito bom, com física engraçada e bons gráficos. Vale a pena! :woohoo:

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  • kaminata : ja agora shadow a minha ps3 ainda nao veio mas o vale postal com o dinheiro que pagei nos ctt pa ela ir pa portugal ja veio
  • kaminata : visto dessa maneira ya mas vinham de barco vinham de autocarro ate faro e depois vinham de barco paqui mas vao fazer a proxima nos açores
  • Shadow_leo : Mas a verdade é que cenas dessas como tu dizes precisas de apoios munetários, e são feitas onde o pessoal se pode deslocar facilmente lá, na madeira e açores ficava restrito ao publico das ilhas, não haveria muita gente a pagar um bilhete de avião para ir a uma XL party...
  • kaminata : nao tive na XLparty mas acompanhei pelo my games e por aqui e parceume altamente t desejando que eles venham a esta ilha chamada madeira isto aqui e isolada das inovaçoes tecnologicas e demora muito mais tempo mesmo que tenha chegado a portugal ainda demora 1 ou 2 semanas a s cenas chegaram aqui e devias haver mais XL Party`s no continente na madeira nos açores em todo o lado poortugal precisas de mais cenas destas

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