
Overlord Minions, para a Nintendo DS, é o jogo para quem, após ter experimentado Overlord II, pensou: “Ei, um jogo só com os minions era capaz de ter piada!”. Será que teve razão?
Overlord Minions apresenta-nos quatro dos subalternos do Senhor do Mal: Giblet, Blaze, Stench e Zap. As diferenças entre eles não se ficam pelas cores da pele. Giblet é o típico lutador, com HP superior ao normal. Blaze lança bolas de fogo e consegue resistir às chamas. Stench consegue andar sem ser visto e lançar gazes. Zap, por fim, consegue curar os outros Minions e andar sobre a água.Os quatro estão encarregues dos “trabalhos sujos” do seu Senhor pois, como Gnarl, nosso guia, diz no ínicio do jogo: “Por vezes os Overlords precisam de uma mão gentil, em vez de um punho esmagador”. A história de Overlord Minions está dividida em seis capítulos. Cada um apresenta uma história diferente do anterior o que é bom para quem pretende jogar poucos minutos de cada vez e não ficar perdido no enredo. Os capítulos são variados, podendo ir desde à investigação sobre um vírus que está a aparecer, ao recente surgimento de fantasmas. Apesar disso, Overlord Minions mostra um humor pouco criativo, e as animações são relativamente fracas, consistindo em imagens paradas e, quando animadas, mal feitas. Felizmente, nas partes jogáveis este problema desaparece e os aspecto gráfico do jogo é bastante bom.
Com a variedade na história chega a variedade dos cenários. E aí o jogo brilha. Num minuto estamos numa aldeia, depois numa floresta e, quem sabe, até numa montanha ventosa. Os mapas são surpreendentemente grandes, repletos de puzzles. Estes são, aliás, o grande atractivo de Overlord Minions. Simples de início, rapidamente se tornam complexos, mas sem nunca perderem criatividade. Para os resolver teremos de usar as habilidades das nossas personagens separadamente, como é exemplo termos de atravessar fogo com Blaze ou matar fantasmas com o Zap. Começamos por controlar dois minions de cada vez, mas rapidamente estaremos no controlo dos quatro e, quando terminamos um nível, sentimos satisfação por o ter feito.
No entanto, contrastando com os puzzles, está o resto do jogo. Controlamos as nossas personagens com o Stylus, da mesma forma de Zelda: Phantom Hourglass, o que traz problemas. Nem sempre as personagens fazem o que nós queremos. Fazer com que Zap, por exemplo, cure os outros Minions pode ser complicado e podemos acabar por os ver a andar de um lado para o outro em vez de, outro exemplo, fazer com que ataquem um inimigo. Estes nossos adversários são outro ponto que tira brilho ao jogo, pois parecem estar nos mapas apenas para prolongar o tempo e carecem de estratégia para serem derrotados. Por fim, não será raro ficarmos com os nossos minions presos num qualquer ponto do mapa, sendo esse, talvez, a maior falha do jogo. Enquanto jogava, foi por vezes necessário ir ao outro lado do mapa buscar uma das personagens que, por qualquer razão, não conseguia reconhecer o caminho e corria contra a parede.
As fases finais de cada nível parecem, no entanto, compensar essas falhas. Os típicos Boss's fazem uso das capacidades individuais de cada minion ou da sua força como equipa e, regra geral, são uma das melhores partes do jogo.
Em suma, Overlord Minions prende-nos pelos seus puzzles divertidos, pela história bem feita para um jogo numa consola portátil e por mapas de tamanho considerável. É pena que, no entanto, falhe na sua jogabilidade e humor fácil.



















